VENHA JOGAR BUZIOS
CONSULTE COM "O CATIÇO" SEU TRANCA RUA. Estamos no bairro Floresta em Belo Horizonte- M.G.
sábado, 30 de janeiro de 2010
E assim caminha a humanidade
É triste saber que a nossa religião a cada dia mais e mais utilizam-na para ganhos,extorquir dinheiro de pessoas com fé nos orisás e nas entidades.
Vejam as três matérias que o grupo Bandeirantes,no programa Jornal da Band exibiu:
1ª matéria:
http://maisband.band.com.br/v_47774_medicos_espirituais_realizam_cirurgias.htm
2ª matéria:
http://maisband.band.com.br/v_48084_marcelo_rezende_desmascara_os_impostores_da_fe.htm
3ª matéria:
http://maisband.band.com.br/v_4808_marcelo_rezende_desmascara_os_impostores_da_fe.htm
Tirem vocÊs suas conclusões.
Adupé!.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Cortejo do Bonfim leva um milhão de pessoas às ruas de Salvador
Ontem (14) foi dia da população vestir branco e sair pelas ruas da Cidade Baixa prestando homenagens ao padroeiro dos navegantes, o Senhor do Bonfim, para os católicos, e Oxalá, para os adeptos do candomblé. Cerca de 1 milhão de pessoas deixaram a preguiça de lado e fizeram o tradicional percurso de oito quilômetros da Lavagem do Bonfim. Unidos, turistas ou baianos saíram na procissão que teve início na Basílica da Conceição da Praia e terminou na Colina Sagrada, com a lavagem das escadarias.
Muitos aproveitam para agradecer as graças alcançadas e fazer novos pedidos. Não foi diferente para Aurenita Tamara, de 62 anos, que de baiana só tem a roupa e o amor pelo santo. Em 2008, a recifense descobriu que tinha angina e que não poderia fazer longas caminhadas, mas após fazer uma promessa ao Senhor do Bonfim, ela conseguiu ser curada. Agora, Aurenita vem todos os anos à capital baiana especialmente para o festejo e percorre todo o trajeto. 'Esse ano eu vim com uma excursão de 40 pessoas e não troco esse momento nem pelo carnaval', afirma.
Já para Manoel da Paixão, 58, - mais conhecido como 'Gaguinho da Bahia' - que faz parte do grupo de Cavalaria do bairro de Paripe desde os 16 anos, a devoção foi uma herança de família. 'Venho desde novinho, quando acompanhava o meu pai, e é uma honra muito grande botar meu chapéu e passar pelo trajeto acompanhado dos outros cavaleiros'. Apesar da alegria de participar da Lavagem, Manoel lamenta que o número de policiais seja maior do que a de devotos. 'Agora só tem PMs. As pessoas não saem mais a cavalo no percurso. O que é uma pena, pois era muito mais bonito'.
Ao meio-dia, após a bênção, as baianas lavaram as escadarias da igreja do Bonfim com água de cheiro. Além dos fiéis, representantes políticos, como o governador Jaques Wagner, o prefeito João Henrique, o ministro, Geddel Vieira Lima e ACM Neto, também participaram do cortejo, que ainda contou com a Corrida Sagrada. Também foi feito um minuto de silêncio durante a manhã, pelos devotos que estavam na Basílica da Conceição da Praia, em memória das vítimas do terremoto no Haiti, entre eles, a coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
A festa da também encerrou uma polêmica que ameaçava um dos símbolos do cortejo em homenagem ao Santo: o jegue. Um processo movido por entidades de defesa dos animais pretendia proibir a participação dos animais na festa, alegando que eles eram vítimas de maus-tratos durante o cortejo até a Colina Sagrada.
No final, a tradição venceu e os jegues foram às ruas enfeitados mais uma vez. Até o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) levou o seu, ou melhor, a sua jega.
fonte:
http://correio24horas.globo.com
Despedida de honra para mãe Hilda Jitolu
POR: Lucy Andrade
Um tapete branco iluminou o cemitério Jardim da Saudade, onde filhos, filhas de santo, pessoas ligadas ao candomblé, autoridades e personalidades baianas se despediram da líder espiritual do bloco afro Ilê Aiyê, Hilda Dias dos Santos, a ialorixá Mãe Hilda Jitolu, 86 anos. Mais de 100 pessoas vestidas de branco, entre lagrimas e aplausos, prestaram a última homenagem a Mãe Hilda. O prefeito João Henrique esteve no sepultamento e decretou três dias de luto oficial em Salvador. O governador Jaques Wagner também esteve no terreiro Ilê Axé Jitolu e prestou homenagens a Mãe Hilda. O corpo estava sendo velado desde sábado, dia em que ela faleceu, após 12 dias internada com problemas cardíacos. Os mais próximos permaneceram em vigília durante toda a madrugada. Antes de chegar ao cemitério Jardim da Saudade, os filhos e filhas de santo fizeram o último cortejo em homenagem a Mãe Hilda. Em cerimônia característica do candomblé, Orixás incorporados saíram em cortejo da casa da mãe e seguiram até a entrada do Curuzu, onde a população também se despediu. Na capela do cemitério, a despedida de Mãe Hilda foi marcada por muitas lágrimas e tristeza dos filhos órfãos, que ainda em estado de choque, se questionavam sobre como prosseguir sem o suporte. “Mãe Hilda era a base de nossas casas, era a nossa mentora espiritual. Não sabemos ainda como continuar sem a sua força, sem a sua presença, mas sabemos que sua missão foi cumprida, e que agora em espírito ela irá nos iluminar”, disse a Filha de Santo Telma Menezes Cerqueira.
“Achávamos que ela era imortal. A pergunta que não tem resposta é essa, como vamos fazer sem ela? Temos fé nos orixás e acreditamos que eles nos guiarão e nos ajudarão. Ela é a nossa grande mestra, deixou uma fenda de 76 anos de trabalhos espirituais”, disse em lágrimas a diretora do Ilê Aiyê, Ariani Santana. Ariani também lembrou da época da perseguição da Igreja Católica em relação ao candomblé e de como Mãe Hilda foi forte e sensível para perceber o momento e agir com estratégia. “Quando Dom Lucas, em seu ar de superioridade, fechou as portas da Igreja e disse que não poderíamos participar das missas. Ela, com a sua sabedoria, disse que Igreja tinha poder e que não poderíamos bater de frente, mas ela não se deixou vencer, ela montou um palanque e celebrava os rituais”.
Vovô do Ilê destaca o referencial de força e de luta
Um dos filhos biológicos de Mãe Hilda, Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Vovô do Ilê, muito abalado, com sua voz mansa e de poucas palavras, disse que ela estava com problemas cardíacos e também contraiu uma pneumonia, o que piorou o estado de saúde.
“Os problemas foram se agravando e aconteceu o que vai acontecer com todos nós, mas não imaginamos como seria sem ela, pensávamos que iríamos sempre estar com ela. É uma perda irreparável, está sendo muito difícil, ela era o suporte de tudo”, emocionou-se Vovô do Ilê.
O prefeito João Henrique, emocionado, disse que toda a homenagem prestada será pequena diante do legado de Mãe Hilda. “Ela era uma referência para a Bahia, para o Brasil e porque não dizer para o mundo. Ela era uma fortaleza de mulher, um referencial de força, de liberdade e de luta pela desigualdade, uma combatente do preconceito. Ela era o símbolo maior do Ilê. Vamos realizar uma homenagem para Mãe Hilda com a presença de autoridades e pessoas de outros estados que não puderam comparecer hoje. E no carnaval com certeza iremos reverenciá-la”, disse o prefeito.
A deputada Lídice da Mata ressaltou que além do trabalho espiritual, onde Mãe Hilda é considerada uma das mães de santo mais respeitadas, ela era uma referência social. “Ela é uma parte da história da cidade, uma mulher guerreira, que enfrentou o preconceito e a resistência em uma época de censura e de repressão, com a sua fé, fundou o seu terreiro e com a sua sabedoria desenvolveu projetos sociais e fundou a Escola Mãe Hilda Jitolu, com o objetivo de preservar os conhecimentos acerca da cultura africana. Então, a Bahia perde muito com a morte de mãe Hilda, mas a sua essência permanece”.
O terreiro está de luto e realizará rituais pelos próximos sete dias. Os projetos com o Ilê Aiyê deverão continuar, mas ainda não se sabe como os trabalhos serão conduzidos a partir de agora.
fonte: http://www.tribunadabahia.com.br
domingo, 10 de janeiro de 2010
REFLETIR
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Cultura Afro Brasileira

Descrição:
I CONGRESO NACIONAL DE CULTOS AFRICANOS
MAR DEL PLATA 2010
A CONTINUACION DAMOS A CONOCER LA SIGUIENTE NOMINA, DE LAS PERSONALIDAES CONFIRMADAS PARA ESTE EVENTO SIN PRECEDENTES,SI BIEN EL MISMO ES NACIONAL, EL MISMO POSEE CARACTER INTERNACIONAL YA QUE ASISTIRAN DESDE (CUBA, URUGUAY Y ARGENTINA )
CHARLAS DEBATES
BATUKE
ALFREDO DE OGUM (PRESIDENTE)
sábado, 17 de outubro de 2009
II Caminhada: Presentes e Candomblé das Yabás
CENTRO CULTURAL DO CANDOMBLÉ
CONVIDA os amigos e irmãos de fé para participarem da II Caminhada das Yabás, que acontecerá neste próximo dia 18 de Outubro de 2009 a partir das 15 hs.
Sua presença fará a diferença na força e na importância que cada um tem na luta para preservar a nossa religiosidade.
PARTICIPEM!!!
Local Concentração: Rua do Bosque - Barra Funda São Paulo-Sp VEJA A LOCALIDADE NO MAPA CLICANDO AQUI
Informações: (11) 3392-5572 / 3392-5583
E-mail: pai.toninho@uol.com.br
FAVOR COMPARECER VESTIDO COM ROUPAS RELIGIOSAS
www.paitoninhodexango.com.br
COMENTE COM SEUS AMIGOS E IRMÃOS DE FÉ SOBRE ESTE CONVITE
APOIO:
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Festa de candomblé na Bahia é exposta em fotos em Angola e na França
Exposição chega a Angola em novembro.
Glauco Araújo
A festa Bembé do Mercado, que celebra anualmente, em Santo Amaro (BA), a abolição da escravatura no Brasil, é tema de uma exposição fotográfica na galeria JM arts, em Paris, a partir desta quinta-feira (24). O trabalho, de autoria do fotógrafo Edgar de Souza, também será levado para Angola, em novembro deste ano. Essa é uma festa tradicional do candomblé, que surgiu em 1889.
Segundo Souza, a mostra de imagens tem o objetivo de mostrar a integração de povos no Brasil, principalmente na Bahia. "A diversidade cultural do africano e também dos portugueses se faz mais aparente em terras baianas. O meu trabalho retrata os negros da Bahia batendo o candomblé e agradecendo a seus orixás."
A exposição conta com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil, da Fundação Palmares, da L'Association Viva Madeleine, e de Valérie Anne Giscard d'Istaing, diretora do

Baianas e Pai Poti durante a lavagem de La Madeleine, em Paris (Foto: Divulgação)
Em 2009, o Bembé do Mercado celebrou os 121 anos da abolição da escravatura no Brasil. O evento sempre acontece em meio a atividades culturais, principalmente por ritos religiosos como o candomblé e apresentações musicais.
Segundo Rodrigo Veloso, secretário de cultura de Santo Amaro, a mãe dele, Dona Claudionor Veloso, conhecida como Dona Canô, 102 anos, foi uma das homenageadas na festa do Bembé do Mercado de 2009. Ela é uma das moradoras mais antigas da cidade.
A festa de Bembé (candomblé) completou em maio 120 anos e reuniu cerca de 30 terreiros com várias manifestações tradicionais, como o maculelê, capoeira e samba de roda.
Tradição
Segundo a historiadora e folclorista Zilda Paim, de 90 anos, Bembé é uma corruptela da palavra candomblé e que pela primeira vez se apresentou fora do terreiro, lugar sagrado para se fazer o ritual da seita.
Zilda disse que em todo o dia 13 de maio, logo ao amanhecer, os atabaques são batidos e os balaios era colocados como presente para Iemanjá.
Há uma lenda criada durante a primeira celebração do Bembé, em 1909. Uma praga teria sido lançada sobre a cidade de Santo Amaro. Quem impedisse a realização da festa, que passou a ser anual, sofreria um castigo exemplar dos deuses. Durante 120 anos, em apenas duas vezes a festa não foi celebrada.

Jota Veloso canta na celebração da lavagem de La Madeleine, em Paris (Foto: Divulgação)
fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1315881-5598,00.html
Candomblé
Os navios negreiros que chegaram entre os séculos XVI e XIX traziam mais do que africanos para trabalhar como escravos no Brasil Colônia. Em seus porões, viajava também uma religião estranha aos portugueses. Considerada feitiçaria pelos colonizadores, ela se transformou, pouco mais de um século depois da abolição da escravatura, numa das religiões mais populares do país.
Por Sílvia Campolim
Quem gosta de cachaça é Exu. Quem veste branco é Oxalá. Quem recebe oferendas em alguidares (vasos de cerâmica) são orixás. E quem adora os orixás são milhões de brasileiros. O candomblé, com seus batuques e danças, é uma festa. Com suas divindades geniosas, é a religião afro-brasileira mais influente do país.
Não existem estatísticas que dêem o número exato de fiéis. Os dados variam. Segundo o Suplemento sobre Participação Político-Social da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1988, 0,6% dos chefes de família (ou cônjuges) seguiam cultos afrobrasileiros. Um levantamento do Instituto Gallup de Opinião Pública, no mesmo ano, indicou que candomblé ou umbanda era a religião de 1,5% da população.
São índices ridículos se comparados à multidão que lota as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos. Elisa Callaux, gerente de pesquisa do IBGE, explica por que, tradicionalmente, os índices dos institutos não refletem exatamente a realidade: Os próprios fiéis evitam assumir, por medo do preconceito. Ela tem razão. A mais célebre mãe-de-santo do Brasil, Menininha do Gantois, falecida em 1986, declarou certa vez ao pesquisador do IBGE que era católica. Apostólica romana.
De seu lado, a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) desafia ostensivamente as cifras oficiais e garante haver 70 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente, ligados aos terreiros seja como praticantes assíduos, seja como clientes, que ocasionalmente pedem uma bênção ou um serviço ao mundo sobrenatural.
Você pode achar um exagero, e talvez seja mesmo, mas terreiro é o que não falta. Em 1980, num convênio da Prefeitura de Salvador com a Fundação Pró-Memória, o antropólogo Ordep Serra, da Universidade Federal da Bahia, concluiu um mapeamento dos terreiros existentes na região metropolitana de Salvador. Eram 1 200. Hoje são muitos mais, assegura Serra.
Mais recentemente, o Instituto de Estudos da Religião (ISER) verificou que 81 novos centros espíritas (englobando cultos afro-brasileiros e kardecismo) haviam sido abertos no Grande Rio de Janeiro no ano de 1991, e que, em 1992, surgiram outros 83. O sociólogo Reginaldo Prandi, da Universidade de São Paulo, contou, em 1984, 19 500 terreiros registrados nos cartórios da capital paulista.
Onde tem terreiro, tem festa. Por isso, para levar você ao mundo do candomblé, SUPER começa por convidá-lo para uma festa no terreiro. Agora, você conhecerá em detalhes um dos fenômenos mais impressionantes da civilização brasileira.
Para saber mais:
A cara de Zumbi
(SUPER número 11, ano 9)
O barracão está pronto: a festa vai começar
São nove horas da noite. Os tocadores de atabaque, chamados alabês, estão a postos em seus lugares. O público cerca de 40 pessoas aguarda em silêncio, acomodado em bancos rústicos de madeira. Os homens, na fileira à direita da porta. As mulheres, do lado esquerdo. Separados, para evitar um eventual namoro. Afinal, ali não é lugar para isso. Estamos num templo do candomblé, a Casa Branca, em Salvador, Bahia, o pioneiro do Brasil, fundado em 1830.A festa (que pode ser comparada a uma missa católica) vai homenagear Xangô, o deus do fogo e do trovão.
O barracão foi decorado durante toda a tarde. O teto de telha-vã foi escondido por bandeirolas brancas e vermelhas as cores de Xangô. As paredes estão enfeitadas de flores e folhas de palmeira de dendê desfiadas. Vai começar o toque, como é chamada a festa de candomblé no Brasil. Ela é aberta a todos os orixás (deuses, que também podem ser chamados de santos) que quiserem homenagear Xangô.
O que o público vai assistir é parte de um ritual que começou horas antes. Na madrugada, os filhos-de-santo fizeram o sacrifício para o orixá homenageado. Nas primeiras horas da manhã, as filhas-de-santo prepararam a comida. Durante a tarde, foi feita a oferenda aos deuses, e Exu, o mensageiro entre os homens e os orixás, foi despachado. Entenda melhor essa preparação
O calendário litúrgico
Muitas festas não têm dia certo para acontecer.
As festas normalmente estão
associadas aos dias santos do catolicismo. Mas as datas podem variar de terreiro para terreiro, de acordo com a disponibilidade e as possibilidades da comunidade.
De maneira geral, o que importa é comemorar o orixá na sua época.
As principais festas, ao longo do ano, são as seguintes:
Abril: Feijoada de Ogum e
festa de Oxóssi (associado a
São Sebastião), em qualquer dia.
Junho: Fogueiras de Xangô
(associados a São João e
São Pedro), dias 25 e 29.
Agosto: Festa para Obaluaiê
(associado a São Lázaro e São Roque) e festa de Oxumaré (associado a
São Bartolomeu), em qualquer dia.
Setembro: Começa um ciclo de festas chamado Águas de Oxalá, que pode seguir até dezembro. Festa de Erê, em homenagem aos espíritos infantis
(associados a São Cosme e Damião). Festa das iabás (esposas de orixás)
e festa de Xangô (associado a São Jerônimo), em qualquer dia.
Dezembro: Festas das iabás Iansã (Santa Bárbara), dia 4, Oxum e Iemanjá (associadas a Nossa Senhora da Conceição), dia 8. Iemanjá também é homenageada na passagem de ano.
Janeiro: Festa de Oxalá (coincide com a festa do Bonfim, em Salvador), no segundo domingo depois do dia de Reis, 6 de janeiro.
Quaresma: O encerramento do ano litúrgico acontece durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa, com o Lorogun, em homenagem a Oxalá.
Ao som dos atabaques, o santo baixa
Fotografar uma festa de candomblé não é tão fácil. Na Casa Branca, é absolutamente proibido. Mas outros terreiros, como o Ilê Axé Ajagonã Obá-Olá Fadaká, em Cotia, região da grande São Paulo, são mais liberais. Nesta casa, podemos bater fotos da cerimônia em homenagem a Xangô. Mas com uma ressalva: a de jamais fotografar de frente um filho-de-santo com o orixá incorporado.
A casa está cheia: 85 pessoas lotam o barracão. Os atabaques começam a falar com os deuses. Os orixás são invocados com cantigas próprias e os filhos-de-santo entram na roda, um a um, na chamada ordem do xirê: primeiro, o filho de Ogum, seguido pelos filhos de Oxóssi, Obaluaiê e assim por diante.
Ao som do canto e da batida dos atabaques, cada integrante da roda entra em transe. O corpo estremece em convulsão, às vezes suavemente, outras vezes com violência. Agora, os filhos incorporam os orixás e dançam até que o pai-de-santo autorize, com um aceno, sua saída, para serem arrumados pelas camareiras, chamadas equedes. Logo depois, eles voltam ao barracão, vestindo roupas, colares e enfeites típicos de seu santo. Ao ouvir seu cântico, cada um começa a dançar sozinho uma coreografia que conta a origem do orixá incorporado.
É quase meia-noite quando os atabaques tocam as cantigas de Oxalá, o criador dos homens. Saudado Oxalá, é hora da comunhão com os deuses: os pratos são servidos aos participantes da festa. O xirê chega ao fim.
Sem música, não existe cerimônia
Tudo acontece sob a batida de três atabaques
Os três atabaques que fazem soar o toque durante o ritual também são responsáveis pela convocação dos deuses.
O rum funciona como solista, marcando os passos da dança. Os outros dois, o rumpi e o lé, reforçam a marcação, reproduzindo as modulações da língua africana iorubá uma língua cantada, como o sotaque baiano. Além dos atabaques, usam-se também o agogô e o xequerê.
São, ao todo, mais de quinze ritmos diferentes. Cada casa-de-santo tem até 500 cânticos. Segundo a fé dos praticantes, os versos e as frases rítmicas, repetidos incansavelmente, têm o poder de captar o mundo sobrenatural. Essa música sagrada só sai dos terreiros na época do carnaval, levada por grupos e blocos de rua, principalmente em Salvador, como Olodum ou Filhos de Gandhi .
As divindades têm defeitos humanos
Em qualquer terreiro, a entrada dos orixás na festa segue sempre a mesma seqüência da ordem do xirê. Depois de despachar Exu, o primeiro a entrar na roda é Ogum, seguido de Oxóssi, Oba- luaiê, Ossaim, Oxumaré, Xangô, Oxum, Iansã, Nanã, Iemanjá e Oxalá.
Segundo a tradição, os deuses do candomblé têm origem nos ancestrais dos clãs africanos, divinizados há mais de 5 000 anos. Acredita-se que tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as forças da natureza, ou que trouxeram para o grupo os conhecimentos básicos para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na cura de doenças e a fabricação de ferramentas.
Os orixás estão longe de se parecer com os santos cristãos. Ao contrário, as divindades do candomblé têm características muito humanas: são vaidosos, temperamentais, briguentos, fortes, maternais ou ciumentos. Enfim, têm personalidade própria. Cada traço da personalidade é asso-ciado a um elemento da natureza e da sua cultura: o fogo, o ar, a água, a terra, as florestas e os instrumentos de ferro.
Na África Ocidental, existem mais de 200 orixás. Mas, na vinda dos escravos para o Brasil, grande parte dessa tradição se perdeu. Hoje, o número de orixás conhecidos no país está reduzido a dezesseis. E, mesmo desse pequeno grupo, apenas doze são ainda cultuados: os outros quatro Obá, Logunedé, Ewa e Irôco raramente se manifestam nas festas e rituais.
Deuses e homens sob
o mesmo teto
O terreiro, ou casa-de-santo, é simultaneamente templo e morada. A vida cotidiana dos mortais mistura-se com os rituais dos orixás. A família-de-santo (a mãe ou o pai e os filhos-de-santo, não necessariamente parentes de sangue) divide os cômodos com os deuses.
A divisão do espaço, na Casa Branca, em Salvador, lembra os compounds africanos, ou egbes antigas habitações coletivas dos clãs, usadas principalmente pelos povos de língua iorubá. O cômodo principal é o barracão, o salão onde humanos e santos se encontram nas festas.
Por trás do barracão, há várias instalações comuns a uma residência: salas de jantar e de estar, cozinha e quartos nem todos destinados aos mortais. Há os quartos-de-santo, onde ficam os pejis (altares) e os assentamentos (objetos e símbolos) dos orixás. Aí são feitas as oferendas. Na Casa Branca, os dois únicos orixás que têm quartos dentro da casa são Xangô e Oxalá.
O roncó é um quarto especial onde os abiãs (noviços) ficam recolhidos durante o processo de iniciação. Essa proximidade dos abiãs com os outros membros do terreiro é fundamental: é assim que os iniciados entram em contato com os procedimentos rituais da casa. O fiel do candomblé aprende com os olhos e os ouvidos. Ele deve prestar atenção a tudo e não perguntar nada.
Os terreiros têm também uma área externa, onde estão as casas dos outros orixás. A de Exu, por exemplo, fica perto da porta de entrada.
Sucessão: guerra à vista
A sucessão numa casa-de-santo é sempre tumultuada: basta o pai-de-santo morrer para ter início uma verdadeira guerra entre orixás. Os filhos que não concordam com a indicação dos búzios costumam abandonar o terreiro e fundar sua própria casa. Foi assim que nasceu, no início do século, o Gantois uma das casas mais conhecidas em Salvador. A partir da década de 70, mãe Menininha do Gantois se tornou conhecida no Brasil inteiro, cantada por compositores, como Dorival Caymmi e Caetano Veloso, e venerada por intelectuais, como Jorge Amado. Mãe Menininha morreu aos 92 anos de idade, em 1986. Deixou em seu lugar mãe Creusa.
Por meses, o noviço só come com as mãos
Os filhos-de-santo são os sacerdotes dos orixás, da mesma forma como, na Igreja Católica, os padres são os representantes de Deus. Nem todos, porém, são preparados para receber os santos. Existem os que cuidam dos filhos-de-santo quando os orixás baixam, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual a função de cada um.
A entrada para essa hierarquia é a indicação do orixá. É o que se chama bolar no santo. A partir daí, o abiã (noviço) tem de se submeter aos rituais de iniciação cerimônias do bori, orô e saídas de iaô.
Um recém-iniciado passa de um a seis meses vivendo dentro de severas restrições. É o tempo de quelê o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os de seu orixá.
Nem todos os terreiros seguem à risca todas as imposições. Mas pelo menos algumas têm de ser obedecidas: é parte do compromisso do abiã com seu orixá e seu pai ou mãe-de-santo. As obrigações não terminam por aí: o iniciado, que agora se chama iaô, terá de cumprir ainda três rituais depois de um ano, três anos e sete anos , com sacrifícios, toques e oferendas. Só depois ele pode se candidatar a ebômi, o degrau seguinte da hierarquia.
A sabedoria da morte e da advinhação
Como toda religião , o candomblé tem sua maneira própria de encarar a morte. Segundo a crença, a alma vive no Orum, que corresponde, mais ou menos, ao céu dos católicos. Ela é imortal e faz várias passagens do Orum para a vida terrena. Cada um tem controle sobre essas viagens: quem tem uma boa experiência em vida, pode escolher um destino melhor, na vinda seguinte.
Aqui na Terra, nada que se refira aos deuses e ao futuro pode ser dito sem a consulta ao Ifá, ou seja o jogo de búzios, conchas usadas como oráculo. O Ifá revela o orixá de cada um e orienta na solução de problemas.
O jogo usa dois caminhos: a aritmética e a intuição. Pela aritmética, é contado o número de conchas, abertas ou fechadas, combinadas duas a duas. Para interpretar todas as combinações possíveis dos bú- zios, o pai-de-santo conhece de cor 256 lendas que traduzem as mensagens dos deuses. Isso não é nada raro no candomblé, onde nada é escrito. Toda a sabedoria é transmitida oralmente.
No outro sistema de adivinhação, o intuitivo, o pai-de-santo estuda a posição dos búzios em relação a outros elementos na mesa, como uma moeda ou um copo d'água. Se o búzio cai perto da moeda, por exemplo, pode indicar que não há problemas com dinheiro. Mas é preciso estar preparado: os orixás vão cobrar pela consulta uma obrigação. Mãe Kutu, que foi formada pela Casa Branca e está montando seu próprio terreiro, diz: Se não vai fazer a obrigação, é melhor nem perguntar aos búzios.
Reza para o santo católico e vela para o orixá
Existem diferentes tipos de candomblé no Brasil, cada um deles saído de uma nação. A palavra nação aqui não tem nada a ver com o conceito político e geográfico, mas com os grupos étnicos daqueles que foram trazidos da África como escravos. As diferenças aparecem principalmente na maneira de tocar os atabaques, na língua do culto e no nome dos orixás.
Os povos que mais influenciaram os quatro tipos de candomblé praticados no Brasil são os da língua iorubá. Os rituais da Casa Branca, em Salvador, e da casa de Cotia, em São Paulo, descritos nesta reportagem, pertencem ao tipo Queto.
A mistura com o catolicismo foi uma questão de sobrevivência. Para os colonizadores portugueses, as danças e os ri- tuais africanos eram pura feitiçaria e deviam ser reprimidos. A saída, para os escravos, era rezar para um santo e acender a vela para um orixá. Foi assim que os santos católicos pegaram carona com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles. A partir da década de 20, o espiritismo também entrou nos terreiros, criando a umbanda, com características bem diferentes.
Assim, o candomblé já se incorporou à alma brasileira. Tanto é que o país inteiro conhece o grito de felicidade a sau-dação mágica que significa, em iorubá, energia vital e sagrada: Axé!
Da África ao Brasil, uma boa mistura
A principal diferença entre os vários tipos de candomblé é a origem étnica.
Há quatro tipos de candomblé:
o Queto, da Bahia, o Xangô, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e São Paulo. O Queto chegou com os povos nagôs, que falam a língua iorubá (em
vermelho, no mapa). Saídos das regiões que hoje correspondem ao Sudão, Nigéria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos saíram das regiões de Moçambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo (em amarelo, no mapa). Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.
Candomblé não é umbanda
As duas são religiões afro-brasileiras.
Umbanda é a mistura do candomblé com espiritismo
Candomblé
Deuses: Orixás de origem africana. Nenhum santo é superior ou inferior a outro. Não existe o Bem e o Mal, isoladamente.
Culto: Louvação aos orixás que incorporam nos fiéis, para
fortalecer o axé (energia vital) que protege o terreiro e seus membros.
Iniciação: Condição essencial para participar do culto. O recolhimento dura de sete a 21 dias. O ritual envolve o sacrifício de animais,
a oferenda de alimentos e a
obediência a rígidos preceitos.
Música: Cânticos em língua africana, acompanhados por
três atabaques tocados por
iniciados do sexo masculino.
Umbanda
Deuses: As entidades são
agrupadas em hierarquia, que vai dos espíritos mais baixos (maus)
aos mais evoluídos (bons).
Culto: Desenvolvimento
espiritual dos médiuns que,
quando incorporam, dão
passes e consultas.
Iniciação: Não é necessária.
O recolhimento é de apenas
um ou dois dias. O sacrifício
de animais não é obrigatório.
O batismo é feito com água
do mar ou de cachoeira.
Música: Cânticos em português, acompanhados por palmas e atabaques, tocados por fiéis
de qualquer sexo.
Quem é quem (e quem faz o quê) na hierarquia de uma casa-de-santo
Cada iniciado tem uma função dentro
do terreiro. Nem todos recebem santo.
Abiã
Noviço, primeiro degrau da
hierarquia. Após iniciado, será filho-de-santo.
Iaô
Filho-de-santo,
segundo degrau na hierarquia. Podem ou não receber santo.
Ebômi
Terceiro degrau. Iaô que cumpriu as obrigações de sete anos. Recebe santo.
Iabassê
Quarto degrau. Não recebe. É a responsável pela cozinha do
terreiro.
Agibonã
Mãe criadeira. Também quarto degrau. Cuida dos iaôs durante o ritual de iniciação. Não recebe santo.
Ialaxé
Quinto degrau. Zela pelas oferendas e objetos de culto
aos orixás. Não
recebe santo.
Baba-quequerê
e Iaquequerê
Sexto degrau. Pai ou mãe-pequena. Recebe. Ajuda o pai ou mãe-de-santo no
comando do terreiro.
Baba-lorixá e
Ialorixá
Pai ou mãe-de-santo, chefe do terreiro, último degrau
da hierarquia. Recebe santo e joga búzios.
Ajudantes
sagrados
Pais e mães terrenos dos orixás ficam fora da hierarquia.
Ogã
Filho-de-santo que não recebe.
O Ogã pode ser Axogum ou Alabê, conforme sua tarefa.
Axogum
Ogã responsável
pelo sacrifício de
animais a serem
ofertados aos orixás. Não recebe santo.
Alabê
Ogã tocador dos atabaques e instrumentos
rituais. Não recebe santo.
Equede
Paralela ao Ogã.
Não recebe.
Cuida dos orixás incorporados e de seus objetos.
As diversas fases da iniciação
Primeiro, o santo indica a pessoa a ser iniciada.
Depois, é preciso cumprir outros três passos:
Bolar no santo
É o mesmo que cair no santo. Este é o sinal que indica a necessidade de iniciação de uma pessoa no candomblé. Acontece sem previsão, normalmente numa festa: durante a dança e os cânticos o orixá se manifesta no futurofilho-de-santo, que é agitado por tremores e sobressaltos violentos. Quem já bolou conta que sentiu arrepios, calor, fraqueza e sensação de desmaio. Quando acorda no roncó (o quarto do terreiro reservado à pessoa que bolou), o abiã não consegue se lembrar de nada do que aconteceu.
O bori
É a cerimônia que reforça a ligação entre o orixá e o iniciado. O abiã se senta numa esteira, rodeado de alimentos secos, aves, velas e objetos de seu orixá. Ajudado pelos filhos já feitos, o pai ou a mãe-de-santo sacrifica aves. O sangue é usado para marcar o corpo do noviço e para banhar as oferendas ao orixá.
A cerimônia só termina quando as aves são servidas aos membros da família-de-santo. Depois do bori, o futuro filho-de-santo passa a assistir às cerimônias e a preparar o enxoval (a roupa e os adereços de seu orixá) para terminar a iniciação, com as saídas de iaô.
Orô
Confinado ao quarto de recolhimento (roncó), por 21 dias, o noviço conhece a hierarquia da casa, os preceitos, as orações, os cânticos, a dança de seu orixá, os mitos e suas obrigações. Durante esse tempo ele toma infusões de ervas, que o deixam num estado de entorpecimento e abrem espaço na sua mente para o orixá. A cabeça é raspada e o crânio marcado com navalha: é por esses cortes que o orixá vai entrar, quando for incorporado. No final, o iniciado é batizado com sangue de um animal quadrúpede, sacrificado.
Os iaôs são apresentados à comunidade, como num baile de debutante
Na primeira saída, os iaôs vestem branco em homenagem a Oxalá, pai de todos. Saúdam o pai-de-santo, os atabaques e os pontos principais do barracão e vão-se embora. Na segunda saída, os iaôs voltam com roupas coloridas e a cabeça pintada, segundo seus orixás. Dançam e deixam o barracão, em seguida.
Na terceira saída, os orixás anunciam oficialmente seus nomes. Os iaôs entram em transe e se retiram para vestir as roupas do santo incorporado.
Os doze orixás mais cultuados no Brasil
Cada um deles tem o seu símbolo, o seu dia da semana, suas vestimentas e cores próprias. Como os homens, são temperamentais
Exu
Orixá mensageiro entre os homens e os deuses, guardião da porta da rua e das encruzilhadas. Só através dele é possível invocar os orixás. Elemento: fogo
Personalidade: atrevido e agressivo
Símbolo: ogó (um bastão adornado com cabaças e búzios)
Dia da semana: segunda-feira
Colar: vermelho e preto
Roupa: vermelha e preta
Sacrifício: bode e galo preto
Oferendas: farofa com dendê, feijão, inhame, água,mel e aguardente
Ogum
Deus da guerra, do fogo e da tecnologia. No Brasil é conhecido como deus guerreiro. Sabe trabalhar com metal e, sem sua proteção, o trabalho não pode ser proveitoso.
Elemento: ferro
Símbolo: espada
Personalidade: impaciente e obstinado
Dia da semana: terça-feira
Colar: azul-marinho
Roupa: azul, verde escuro, vermelho ou amarelo
Sacrifício: galo e bode avermelhados
Oferendas: feijoada, xinxim, inhame
Oxóssi
Deus da caça. É o grande patrono do candomblé brasileiro.
Elemento: florestas Personalidade: intuitivo e
emotivo
Símbolo: rabo de cavalo e chifre de boi
Dia da semana:
quinta-feira
Colar: azul claro
Roupa: azul ou verde claro
Sacrifício: galo e bode
avermelhados e porco
Oferendas: milho branco e amarelo, peixe de escamas, arroz, feijão e abóbora
Obaluaiê
Deus da peste, das doenças da pele e, atualmente, da AIDS. É o médico dos pobres.
Elemento: terra
Personalidade:
tímido e vingativo
Símbolo: xaxará (feixe de palha e búzios)
Dia da semana: segunda-feira
Colar: preto e vermelho, ou vermelho, branco e preto
Roupa: vermelha e preta, coberta por palha
Sacrifício: galo, pato,bode e porco
Oferendas: pipoca, feijão preto, farofa e milho, com muito dendê
Oxum
Deusa das águas doces (rios, fontes
e lagos). É também deusa do ouro, da fecundidade,
do jogo de búzios e
do amor.
Elemento: água
Personalidade: maternal
e tranqüila
Símbolo: abebê (leque espelhado)
Dia da semana: sábado
Colar: amarelo ouro
Roupa: amarelo ouro
Sacrifício: cabra, galinha, pomba
Oferendas: milho branco,
xinxim de galinha, ovos,
peixes de água doce
Iansã
Deusa dos ventos e das tempestades.
É a senhora
dos raios e dona
da alma dos
mortos.
Elemento: fogo
Personalidade:
impulsiva e imprevisível
Símbolo: espada e rabo de
cavalo (representando a realeza)
Dia da semana: quarta-feira
Colar: vermelho ou
marrom escuro
Roupa: vermelha
Sacrifício: cabra e galinha
Oferendas: milho branco,
arroz, feijão e acarajé
Ossaim
Deus das folhas e ervas medicinais. Conhece seus usos e as palavras mágicas (ofós) que despertam seus poderes.
Elemento: matas
Personalidade: instável e emotivo
Símbolo: lança com
pássaros na forma de leque
e feixe de folhas
Dia da semana: quinta-feira
Colar: branco rajado de verde
Roupa: branco e verde claro
Sacrifício: galo e carneiro
Oferendas: feijão, arroz,
milho vermelho e farofa
de dendê
Nanã
Deusa da lama
e do fundo dos
rios, associada à
fertilidade, à doença
e à morte. É a orixá mais velha de todos e, por isso,
muito respeitada.
Elemento: terra
Personalidade: vingativa
e mascarada
Símbolo: ibiri (cetro de palha
e búzios)
Dia da semana: sábado
Colar: branco, azul e vermelho
Roupa: branca e azul
Sacrifício: cabra e galinha
Oferendas: milho branco,
arroz, feijão, mel e dendê
Oxumaré
Deus da chuva e do arco-íris. É, ao mesmo tempo, de natureza masculina e feminina. Transporta a água entre o céu e a terra.
Elemento: água
Personalidade: sensível e tranqüilo
Símbolo: cobra de metal
Dia da semana: quinta-feira
Colar: amarelo e verde
Roupa: azul claro e verde claro
Sacrifício: bode, galo e tatu
Oferendas: milho branco, acarajé, coco, mel, inhame e feijão com ovos
Iemanjá
Considerada deusa dos mares e oceanos. É a mãe de todos os orixás e representada com seios volumosos, simbolizando a maternidade e a fecundidade.
Elemento: água
Personalidade: maternal e tranqüila
Símbolo: leque e espada
Dia da semana: sábado
Colar: transparente,
verde ou azul claro
Roupa: branco e azul
Sacrifício: porco, cabra e galinha
Oferendas: peixes do mar, arroz,
milho, camarão com coco
Xangô
Deus do fogo e do trovão. Diz a tradição que foi rei de Oyó, cidade da Nigéria. É viril, violento e justiceiro. Castiga os mentirosos e protege advogados e juízes.
Elemento: fogo
Personalidade:
atrevido e prepotente
Símbolo: machado
duplo (oxé)
Dia da semana: quarta-feira
Colar: branco e vermelho
Roupa: branca e vermelha, com coroa de latão
Sacrifício: galo, pato, carneiro e cágado
Oferendas: amalá (quiabo com
camarão seco e dendê)
Oxalá
Deus da criação. É o orixá que criou os homens. Obstinado e independente, é representado de duas maneiras: Oxaguiã, jovem, e Oxalufã, velho.
Elemento: ar
Personalidade: equilibrado e tolerante
Símbolo: oparoxó (cajado de alumínio
com adornos)
Dia da semana: sexta-feira
Colar: branco
Roupa: branca
Sacrifício: cabra, galinha,
pomba, pata e caracol
Oferendas: arroz, milho branco e massa de inhame
O toque
É o mesmo que festa e se refere à batida dos atabaques, que convoca os orixás. A estrutura da cerimônia, chamada ordem do xirê (brincadeira, na língua iorubá), divide a festa em três partes. A primeira acontece à tarde, com o sacrifício, a oferenda e o padê de Exu. A segunda é a festa em si, à noite, na presença do público, quando os filhos-de-santo incorporam os orixás. E a terceira fase, o encerramento, com a roda de Oxalá, o deus criador do homem.
O sacrifício
Acontece apenas diante dos membros da comunidade de santo e envolve no mínimo dois animais: um, de duas patas, para Exu, e outro, de quatro patas, macho ou fêmea, dependendo do sexo do orixá a ser homenageado. Quem realiza o sacrifício é o ogã axogum, um iniciado no candomblé
especialmente preparado para isso. Os bichos são mortos com um golpe na nuca. Depois, a cabeça e os membros são cortados fora e o animal sacrificado vai sangrar até a última gota antes de ser destinado à oferenda.
A oferenda
Depois do sacrifício, a moela, o fígado, o coração, os pés, as asas e a cabeça são separados e oferecidos ao orixá homenageado num vaso de barro, chamado alguidar. O sangue, recolhido numa quartinha de cerâmica (espécie de moringa), é derramado sobre o assentamento do santo, ou seja, o local onde ficam seus objetos e símbolos. As partes restantes são destinadas ao jantar oferecido aos orixás, ainda à tarde, e aos participantes, ao final da festa pública, à noite.
O padê de Exu
Este é também um ritual fechado ao público. Significa despacho de Exu. É ele quem faz a ponte entre o mundo natural e o sobrenatural. Portanto, é ele quem convoca os orixás para a festa dos humanos. Para isso, é preciso agradá-lo, oferecendo comida (farofa com dendê, feijão ou inhame) e bebida (água, cachaça ou mel). As oferendas são levadas para fora do barracão e a porta de entrada é batizada com a bebida, já que Exu é o guardião da entrada e das encruzilhadas (por isso é comum ver oferendas em esquinas nas ruas e em encruzilhadas nas estradas).
fonte:http://super.abril.com.br/superarquivo/1995/conteudo_114499.shtml
BA: Mãe de Santo até hoje tenta reaver prejuízos de terreiro demolido por prefeitura

Desde a demolição parcial do terreiro de candomblé Oyá Onipó Neto, localizado no bairro do Imbuí (Salvador), em 27 de fevereiro de 2008, a rotina de Roselice Santos do Amor Divino, a Mãe Rosa, passou a incluir audiências e visitas constantes à Prefeitura de Salvador.
Na próxima quarta-feira (30/09), comparece a uma audiência no setor de meio ambiente do Ministério Público. São tantas que a própria mãe de santo tem dificuldades para determinar com clareza os seus objetivos.
- Olhe, meu filho, é tanta audiência que a gente nem sabe mais direito para que é. Acho que é para eu ter uma garantia que não vão tentar demolir o terreiro de novo - conta a ialorixá.
Na lista de audiências, Mãe Rosa também aguarda o julgamento do recurso da ação que move contra Kátia Carmelo, ex-superintendente de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município de Salvador, que ordenou à época a demolição do terreiro.
O judiciário deu ganho de causa a Carmelo em primeira instância. “O Juiz entendeu que ela estava certa”, comenta Mãe Rosa, com algum rancor na voz. Paradoxalmente, ainda no ano passado a ex-superintendente chegou a receber uma honraria da cidade de Salvador, a Comenda Maria Quitéria.
- Eu não desejo que ela vá presa. Quero que ela seja punida, me dando de volta tudo o que ela destruiu - comenta Mãe Rosa sobre a ação contra Kátia Carmelo.
A peregrinação pelas diversas instâncias judiciais não se compara, no entanto, com a dificuldade que a Ialorixá tem para negociar o ressarcimento dos prejuízos causados ao terreiro.
O Blog das Ruas já havia feito uma matéria sobre a situação do terreiro Oyá Onipó Neto em 16 de setembro do ano passado. Na época, a mãe de santo foi diagnosticada de depressão porque a prefeitura tinha apenas reparado as paredes do local, sem recuperar nada do patrimônio destruído, como estátuas e roupas dos orixás e vários outros instrumentos utilizados nos rituais. “Só mexeram na casca”, dizia a Ialorixá.
Desde então, as negociações nada avançaram e a municipalidade não aportou mais nada, apesar dos esforços da mãe de santo.
- De promessa, se vive o santo. O prefeito prometeu: “vou ajeitar”, ele disse. Dali pra cá, vi a cara do prefeito naquele dia [cinco de março de 2008, quando o povo de santo fez uma passeata até a prefeitura]. Depois, não vi mais - fala, indignada.
Mãe Rosa conta que, inclusive, a Secretaria Municipal de Reparação, órgão com o qual negocia a reposição dos bens do terreiro, chegou a perder toda a sua documentação.
- Meus documentos sumiram na Secretaria de Reparação. Deram fim. Mas como tenho tudo no Ministério Público, fui até lá e peguei a lista novamente e levei para o novo secretário.
Apesar de ter conseguido uma audiência com o secretário municipal, não conseguiu convencê-lo a repor o patrimônio destruído.
- Ele disse que tem coisa que não poderia dar. Mas eu respondi: “Essa é a minha cultura. Se destruiu tem que recuperar desse jeito”. Não pedi nada, só o que já tinha aqui - afirma Mãe Rosa.
Do secretário Ailton dos Santos Ferreira, ouviu a promessa de uma audiência em breve com o prefeito João Henrique Carneiro. “Ele disse que entraria em contato comigo e nada. Toda vez que eu ligo, ele [o secretário] nunca está”, reclama.
Sem perspectiva de solução para o terreiro e com a questão encaminhando-se para o segundo aniversário, Mãe Rosa desaba:
- Perdi muitas coisas, perdi filhos de santo, teve até gente que morre. Eu tenho que recomeçar tudo de novo.
FONTE: http://iurirubim.blog.terra.com.br/2009/09/28/ba-mae-de-santo-ate-hoje-tenta-reaver-prejuizos-de-terreiro-demolido-por-prefeitura/
PM de Alagoas invade terreiros de candomblé
- Isso aconteceu em seis terreiros diferentes, nos bairros de Vergel, Ponta Grossa, Benedito Bentes, aqui em Maceió. Já chegaram a algemar um pai de santo, mas isso foi no ano passado - conta Paulo Silva, presidente da Federação de Zeladores de Culto Afro.
Representantes do povo de santo e da OAB tiveram reunião com o comando da polícia militar de Alagoas A fim de denunciar os casos de intolerância religiosa e violência policial, vários representantes de entidades ligadas aos cultos afrobrasileiros reuniram-se na sexta-feira passada (24/7) com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Alagoas, Gilberto Irineu de Medeiros.
- Esses episódios são uma afronta ao Estado de Direito. Vão totalmente contra a constituição. São um desrespeito e um cerceamento à liberdade de culto e de crenças. É resultado da ignorância, do despreparo e da falta de conhecimento jurídico, humano e técnico da polícia estadual - brada o advogado.
Por sugestão de Medeiros, foram reunir-se também com o comandante da polícia militar no Estado de Alagoas. No encontro, além de cobrar uma investigação acerca do ocorrido, ficou acertado que as religiões de matriz africanas passariam a integrar a formação dos policiais.
- O comandante acolheu nossas sugestões de incluir o sincretismo religioso e as religiões de matriz africana na formação de praças e de oficiais. Também vai reorientá-los em relação ao tratamento de terreiros. Quanto às denúncias, ele disse para aguardar informações dos comandantes da capital e do interior sobre ações policiais em terreiros - explica o presidente da comissão de direitos humanos da OAB.

"Violência é resultado da ignorância, do despreparo e da falta de conhecimento da PM"
Gilberto Irineu de Medeiros explica que, caso as entidades ligadas ao candomblé tivessem formalizado a denúncia na OAB, a Ordem já haveria acionado o Ministério Público e a corregedoria da polícia militar.
Entretanto, como foi um queixa informal, ambas as partes optaram por um contato com o comandante geral da PM.
- Mas se isso se repetir, a OAB entrará fortemente em ação. Não tenha dúvida que agirei de imediato - garante.
(fotos: Jornal Gazeta de Alagoas [1]; OAB/AL [2])
fonte: http://iurirubim.blog.terra.com.br/2009/07/28/pm-de-alagoas-invade-terreiros-de-candomble/
Pastor é acusado de depredar terreiro de candomblé
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas (OAB/AL), recebeu denúncia, nesta quarta-feira, contra um pastor da Igreja Internacional da Esperança que está sendo acusado de invadir e depredar um templo umbandista, que fica em Massagueira, no município de Marechal Deodoro.
A denúncia foi formulada junto ao presidente da Comissão de Defesa das Minorias da OAB/AL, Alberto Jorge, pela proprietária do terreiro de candomblé, Maria José Alves Vital, que é filha de santo de Erenice Francisca Ferreira de Oliveira, a “mãe de santo Nena”.
Além do pastor, o filho da mãe Nena, José Torres Ferreira de Oliveira Filho, que é evangélico, também participou da invasão e depredação do templo religioso. Alberto Jorge promete fazer um ato público de repúdio, no local onde ocorreu o fato, juntamente com representantes do movimento negro e da religiosidade de matriz africana.
Segundo a denúncia feita por Maria José, mãe Nena morreu no dia 5 de maio. Cinco dias depois, José Ferreira, dizendo-se ser herdeiro da mãe de santo, invadiu o espaço religioso e depredou todas as imagens existentes. Ainda de acordo com a denúncia, José Ferreira só não ateou fogo no local porque houve a intervenção de outras pessoas.
“Neste dia (14 de maio), José Ferreira estava acompanhado de um pastor da Igreja Internacional da Esperança, de posse de uma pá e um pé de cabra, invadindo e destruindo o templo religioso”, disse Maria José.
Crime contra a liberdade de culto religioso
Alberto Jorge disse que o pastor e José Ferreira praticaram crime contra a liberdade de culto religioso. Ele afirmou ainda que pretende ir à Massagueira, no próximo sábado (13), para participar do protesto, marcado para as 9 horas.
O presidente da Comissão de Defesa das Minorias ainda relatou ter comunicado o caso ao delegado Cícero Rocha, de Marechal Deodoro, que já convocou os dois acusados para depor na próxima segunda-feira (15), às 9 horas, na delegacia daquele município.
“O delegado Cícero Rocha, de Marechal Deodoro, determinou a ouvida dos réus para o próximo dia 15 de junho, quando será iniciado o termo circunstanciado, que deverá ser encaminhado ao juiz da Comarca de Marechal para as devidas providências judiciais”, emendou Alberto Jorge.
Fonte: GazetaWeb.com
EMILIANO DEFENDE O CANDOMBLÉ NA CÂMARA FEDERAL
O parlamentar disse que o candomblé é uma religião de muitos preceitos, sendo um deles o profundo respeito e amor pela natureza.
“Para as religiões de matriz africana, é como se a humanidade fosse filha da natureza. E por isso é preciso sempre tratá-la com todo carinho, zelo, devoção. Como não cuidar da mãe? Como maltratá-la? Como desprezá-la? Parece que o candomblé freqüentemente faz essas indagações”.
Segundo o deputado, trata-se de uma relação umbilical, amorosa.
“Lembrando Leonardo Boff, diria que o candomblé, diariamente, repete que é preciso saber cuidar da natureza.
Reclama a presença da natureza para existir, sobreviver.
Reclama a roça, a mata, as árvores, as plantas, as ervas.
Precisa das águas, e de águas limpas para fazer bem os seus preceitos.
Tudo isso configura uma cultura, um modo de estar no mundo.
Essa compreensão sobre o candomblé é que levou o governo da Bahia a dar início aos Encontros pelas Águas com reuniões de mais de uma centena de terreiros”, afirmou.
Encontro pelas Águas
O primeiro Encontro pelas Águas, ocorrido na histórica cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano, entre os dias 23 e 24 de agosto, foi destacado por Emiliano em seu discurso.
Ele participou da mesa de abertura junto a autoridades religiosas do candomblé, do diretor geral do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), Júlio Rocha, e da secretária de Promoção da Igualdade Racial e de Gênero, Luiza Barrios.
Além de destacar o amor do candomblé pela natureza e pelas águas, o parlamentar lembrou que na constituinte baiana, em 1989, exercendo mandato de deputado estadual, conseguiu aprovar artigo na Constituição que consagra o candomblé como religião.
De acordo com ele, até 1975, na Bahia, o candomblé era considerado caso de polícia e tinha que requerer autorização nas delegacias para cumprir os seus preceitos…”
Antonio do Carmo
fonte: http://politicacomdedonafer.tempsite.ws/blog/?p=802
terça-feira, 18 de agosto de 2009
ALGUNS ENDEREÇOS DE CASA DE SANTO
Liderança: Neuza Ana dos Santos
Nação: Keto Jêje
Ano de fundação: 2005
Regente: Ogum
Contatos:
Rua do Norte, 4ª Trav., 126 Nordeste de Amaralina.
CEP: 41905-001. Tel: +55 (71) 3248-0663
Casa de OXUM
Liderança: Mãe Nicinha
Regente: Oxum
Contatos:
End.: Rua Hélio Machado, 108 - Boca do Rio
Tel.: +55 (71) 3232.1460
Casa de Oxumaré
Casa de Yemanjá
Liderança: Eliete Estevão
Nação: Keto
Ano de fundação: 1960
Regente: Iemanjá
Contatos:
Rua Alto do Forno, 29 Cidade Nova.
CEP: 40313-120. Tel: +55 (71) 3382-8940
Ilê Axé Abassá de Ogum
Um dos terreiros mais influentes e conhecidos de Itapuã. Em 2006, o Terreiro recebeu a certificação como Patrimônio Afro-Brasileiro pelo Ministério da Cultura, através da Fundação Cultural-Palmares. A Certificação é um reconhecimento da importância do terreiro na preservação da cultura e religiosidade de matriz africana
Liderança: Jaciara Santos,
Regente: Ogum
Endereço: Travessa Luiz Vianna Filho, nº17, Nova Brasília – Itapuã
Tel: +55 (71) 3375-3852/ 8804-4528/ 3285-1769
Ilê Axé Aféfé Funfun
Babalorixá: Jaime Montenegro
Nação: Ketu
Fundação: 1960
Contatos:
Endereço: Rua A – Setor L - n° 46 – Mussurunga II e Rua das Hortas, Jambeiro – Lauro de Freitas. Cep: 41.510-220 – Salvador. Tel: +55 (71) 3376-2122
ILÊ AXÉ OYÁ MESI
Liderança: Mãe Carmem França
Regente:
Contato:
End.: Conjunto Habitacional de Coutos - Casa 07 ,Caminho 11 Paripe Salvador
Tel.: +55 (71) 3397-2330 / 9981-7120
Ilê Axé de Oyá
Liderança: Maria de Fátima dos Santos
Nação: Keto
Ano de fundação: 1987
Regente: Iansã
Contato
Setor II, Quadra D, Caminho 17, casa 11 Cajazeiras X. Tel: +55 (71) 3238-1688/ 8120-5396.
Ilê Axé Jitolu,
O Terreiro Ilê Axé Jitolu foi fundado no dia 06 de janeiro de 1952. Ele é nacionalmente conhecido por ter uma decisiva contribuição para a linha filosófica de trabalho do Ilê Aiyê. Mãe Hilda incentivou, também, a criação do Parque Memorial Zumbi dos Palmares, em Alagoas.
Iyalorixá: Mãe Hilda Jitolu
Contatos:
Endereço: Rua do Curuzu, 233 - Liberdade - Cep: 40.365-000 - Salvador - BA
Ilê Axé Kalé Bokum
Liderança: Everaldo D´Oxun
Contatos
Endereço: Rua Antônio Balbino, nº98 A, Bairro de Plataforma.
Tel: +55 (71) 3398-1697
Ilê Axé Maroketu
Liderança: Cecília Moreira Soares
Nação: Keto
Ano de fundação: 1939
Regente: Obaluaê
Contato
Rua Antônio Viana , 65 Cosme de Farias.
CEP: 40254-160. Tel: +55 (71) 3389-0189.
Ilê Axé Obá Tadê Patiti Oba
O Terreiro Obá Patiti Obá foi fundado em 1907 por Manoel Bonfim, que já teve um cargo sacerdotal no Terreiro da Casa Branca. Um dos filhos de Manoel Bonfim, também Ogan do Terreiro da Casa Branca, é Astrogildo de Bonfim de Jesus, Seu Vivi, conhecido no Engenho Velho por sua relevante atuação em ações comunitárias – o terreiro abrigou uma escola e uma associação de moradores. Este templo religioso de nação Ketu tem Xangô como patrono e seu calendário de cultos prestam também homenagens a outros orixás. A sucessão da chefia da casa é realizada através de adivinhação por búzios. Atualmente as responsáveis pelo terreiro são a Ialorixá Nilza, a Ekede Altamira Doroteia deJesus e Mãe Pequena Justiniana Ferreira dos Santos e o Alabê Raimundo José de Souza.
Liderança: Ialorixá Nilza
Regente: Xangô
Contato
Endereço: Ladeira Manoel Bonfim, 23
Tel: +55 (71) 3327-0198
Ilê Axé Odé Mirin
Endereço: Rua Apolinário Santana, 48.
Ilê Axé Odé Omin
Liderança: Maurina Alexandrina de Oliveira Santos
Nação: Keto
Ano de fundação: 1950
Regente: Oxóssi
Contatos
Rua Alto da Saldanha, 67, Brotas .
CEP: 40280-070. Tel: +55 (71) 3451-7554/ 9904-8026.
Ilê Axé Omin J'obá
Endereço: Rua Buerarema, 17, Loteamento Quinta de Ipitanga, km 13,
Estrada Velha do Aeroporto
Tel: +55 (71) 3365-6333 / 9156-2226
Ilê Axé Omin J'obá
Endereço: Rua Buerarema, 17, Loteamento Quinta de Ipitanga, km 13,
Estrada Velha do Aeroporto.
Tel: +55 (71) 3365-6333 / 9156-2226
Ilê Axé Omo Ewa
Endereço: Rua Nova Aliança, 505, Praia Grande
Tel: +55 (71) 3397-4651
Ilê Axé Opô Afonjá (Mãe Stela de Oxossi)
Em 1910, na distante periferia de São Gonçalo do Retiro, sob os auspícios do Senhor da Justiça, o orixá Xangô, nascia o atuante terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que em português significa: Casa da Força sustentada por Xangô. A organização espacial do Axé Opô Afonjá mantém as caracteríticas básicas do modelo espacial típico do terreiro jejê-nagô. Esses mesmos elementos, são também encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferença: no Axé Opô Afonjá o barracão é uma construção independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele está incorporado ao templo principal.
ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ
Responsável: Mãe Estela
Contato
End.: Rua Direta de São Gonçalo, 557 - Cabula
Tel.: +55 (71) 3384.5229/ 3384.6800
Ilê Axé Opô Aganju
Ilê Axé Opô Aganjú, terreiro de Candomblé foi fundado no ano de 1966. É dirigido pelo babalawo e babalorixá Balbino de Xangô Rubelino Daniel de Paula, Obaraim. Neto de escravos e filho do Alapini Pedro Daniel de Paula que tinha um terreiro em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica. Tombado pelo Instituto Patrimônio Artístico e Cultural IPAC Decreto 9495/05.
Babalorixá: Balbino de Xangô/ Rubelino Daniel de Paula
Contatos
Endereço: Rua Saketê, 36 - Alto da Vila Praiana - Lauro de Freitas - Ba
Cep: 42.000 -700
Fone: +55 (71) 3378-2972
Ilê Axé Oxumaré
Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumarê, Sociedade Cultural, Religiosa e Beneficente São Salvador, foi fundada inicialmente no bairro dos Barris em Salvador por Antonio de Oxumarê. Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 15/12/2004.
Babalorixá : Pai Pece de Oxumare
Contatos:
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 343, bairro da Federação, antiga Mata Escura, Salvador, Bahia.
Sociedade Beneficente Santa Bárbara do Bate Folha
Terreiro Bate Folha, Mansu Banduquenqué, Sociedade Beneficente Santa Bárbara do Bate Folha, localizado na Travessa de São Jorge, 65 - Mata Escura do Retiro, Salvador, Bahia, foi fundado em 1916 pelo Tata Manoel Bernardino da Paixão e, atualmente, é presidido por Tata Mulandure, Edualino Cipriano de Souza. O terreiro possui a maior área urbana remanescente da Mata Atlântica, aproximadamente 15,5 hectares. Foi tombado pelo IPHAN em 10 de outubro de 2003.
Babalorixá: Eduarlindo Gomes de Souza
Nação: Congo-Angola
Visitação: Apenas com hora marcada (Contato: Sra. Kátia)
Contatos:
Endereço: Travessa São Jorge, Mata Escura
Cep: 41225-150 Tel: +55 (71) 3306-2163
Terreiro da Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká)
Casa Branca do Engenho Velho, Sociedade São Jorge do Engenho Velho ou Ilê Axé Iyá Nassô Oká é considerada a primeira casa de candomblé em Salvador, Bahia. Contituído de uma área aproximada de 6.800 m², com as edificações, árvores e principais objetos sagrados. Deu origem a centenas de outros terreiros, por todo o País. Dele descendem, por exemplo, os famosos templos do Gantois e do Axé Opô Afonjá, cada um deles fonte de inúmeros outros. É o primeiro Monumento Negro considerado Patrimônio Histórico do Brasil desde o dia 31 de maio de 1984 . Antes disso, em 1982, o Terreiro já havia sido tombado como Patrimônio da Cidade do Salvador 1ª Capital do Brasil. Em 1985 o Terreiro do Engenho Velho foi considerado Axé Especial de preservação Cultural do Município de Salvador.
Responsável: Mãe Altamira Cecília dos Santos
Contato:
End.: Av. Vasco da Gama, 463 - Vasco da Gama
Tel.: +55 (71) 3334.2900
Terreiro de Alaketu (Ilê Axé Maroiá Laji)
O Terreiro do Alaketu, Ilé Axé Mariolajé, Ilê Maroiá Lájié, é um terreiro de Candomblé, foi fundado por Maria do Rosário, Otampê Ojaro, descendente da Familia Real de Ketu. Também conhecido como Casa de Mãe Olga do Alaketu. O Alaketu é uma comunidade que a sucessão do sacerdócio se processa sempre dentro da línhagem de descendência direta de sua fundadora. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Liderança: Mãe Olga de Alaketu
Contatos:
End.: Rua Luis Anselmo 67 - Matatu de Brotas
Tel.: +55 (71) 3244.2285
Terreiro do Bogum
O Terreiro de Bogum, de Nação Jeje, Candomblé de tradição Jeje Mahin, tem muitas diferenças em relação aos outros terreiros de Salvador. A principal diferença é a língua falada nos rituais, o jeje. A maioria dos candomblés baianos é de tradição nagô e utiliza como língua o iorubá. Além da língua, alguns rituais dos jeje são diferentes. No Terreiro do Bogum não existem Orixás, lá se cultuam os Voduns e recebem outras denominações. Contatos: Endereço: Ladeira do Bogum, antiga Manoel do Bonfim, no Bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, Bahia, Brasil.
Terreiro do Gantois (Ilê Axé Omim Iyá Massê)
A Sociedade São Jorge do Gantois, Terreiro do Gantois ou Axé Yamassê como, também é conhecido é um dos terreiros mais tradicionais e conhecidos da Bahia. É grande casa de candomblé Gêge-Nagô, que também nasceu da Casa Branca do Engenho Velho, foi fundado por Maria Júlia da Conceição Nazaré em 1849. O nome Gantois veio de um flamengo, originario de Gand que era o dono do terreno onde o templo religioso foi construído. O que diferencia o Gantois de outros terreiros tradicionais da Bahia, como o Ilê Axé Opô Afonjá, Casa Branca do Engenho Velho, Terreiro do Bogum e outros, é que a sucessão se dá pela linhagem e não através de escolha pelo jogo de búzios. O Tombamento Terreiro do Gantois foi relizado em 2002, pelo IPHAN.
Liderança: Mãe Carmem
Contatos
End.: Alto do Gantois, 23 - Federação (Ao lado da Bandeirantes)
Tel.: +55 (71) 3336.9594
Terreiro Pilão de Prata
O Terreiro Pilão de Prata foi instalado em 1963. O espaço possui axé de fundamento da nação Ketu, que teve origem nos ensinamentos do tataravô do babalorixá Air José, Bangboshê Obitikô. O terreiro foi enriquecido com diversos painéis e esculturas representativas de divindades do culto afro-baiano e tem filhos e filhas de santos espalhadas por todo o país. Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 09/12/2004
Babalorixá: Pai Air José de Sousa
Contatos
Endereço: Rua Tomás Gonzaga, nº 298, Boca do Rio Salvador - Bahia
Ylê Axé Oxumarê
Liderança: Silvamilton Encarnação
Nação: Keto
Ano de fundação: 1836
Regente: Oxumaré
Contato
Av. Vasco da Gama, 343 Vasco da Gama.
CEP: 40230-090. Tel: +55 (71)3247-1130/ 3237-2859
Fonte:http://www.bahia.com.br/motix/pt_br/viverabahia/terreiros.html
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Poemas
ÁFRICA III (Omolu)(Sávio Assad)
Pai as chagas consomem o meu corpo,
e caminho não enxergando a luz, estou
perdido neste labirinto de sentimentos
e meus pés doem, calejado, pelo tempo.
Pai esconde meu corpo, já sem forma sobre
suas palhas e acalenta minhas lágrimas,
tira do meu coração a amargura, que nos
faz mais rebeldes, nos dias solitários.
Tu és o dominador das epidemias, das
doenças e da peste. Devolve a saúde
para o meu corpo, para mente e para
meu espírito, deite seu olhar , sobre mim.
Senhor da terra, espalhe a vida pelos
caminhos e com seu xaxará, onde carrega
o segredo deste bálsamo, umedece meus lábios
e me cura as feridas, que já estão sangrando.
Pai a ti dedico minha vida, minha caminhada,
minha fé e minha esperança em dias melhores.
A ti peço, sempre, reforço e vigor , para enfrentar
todos os males e infortúnios do dia-a-dia.
E agradeço,Senhor da terra a sua compreeção
para os problemas que passo e para os caminhos
que percorro, sempre com o pensamento
no Senhor, sempre olhando em sua direção.
Asè
África II (Nana)(Sávio Assad)
Senhora dona do segredo matriarcal,
dobro meus joelhos aos seus pés, em
respeito a sua luz interior, que irradia.
Deito em seu colo e me consolo das
dores e ofensas sofridas, em minha
caminhada, nesta terra árida de amor.
Senhora matriarcal, recolho a lama dos
seus pântanos, que cobre seu corpo, para
ressurgir um novo corpo e com o sopro divino
infiltrar uma nova vida.
Senhora, meus respeitos, minha benção,
meu caminho encantado de bondade e
de esperança, de dias melhores.
Assim como deu a luz ao meu Pai,
abençoará o meu filho, para que sua
caminhada seja um lindo percurso.
Asè.

ÁFRICA i (oxum)
(Sávio assad)
oxum,
tu que me embalaste no ventre durante nove meses e
até hoje embala minhas dores do corpo e do espírito.
.
Mãe, poderosa e amorosa, a ti reverencio a todo momento.
PODEROSA, SOBERBA, ALTANEIRA, RAINHA DE MEUS DIAS,
DE MINHA FAMÍLIA E DE TODO MEU AMOR PELA VIDA !
QUEM SERIA EU SEM A MINHA PODEROSA SENHORA,
MÃE DAS VISTAS, DOS SEGREDOS E DO VENTRE ?
SÓ TENHO A AGRADECER,
OBRIGADO MINHA MÃE POR TUDO NESTA VIDA, PELA MINHA FAMÍLIA,
MEUS AMIGOS, MEU ASÉ...OBRIGADO POR ME TER COMO FILHO...
OBRIGADO POR ME ABENÇOAR E ME TRAZER A FELICIDADE DA VIDA !
QUE OXUM CUBRA A TODOS E EM TODOS OS SEUS DIAS !
GUNZUS, GUNZUS E TATARAGUNZUS PELO DIA DE HOJE !
MINHA BENÇÃO A TODOS DESTE ORIXÁ,
VODUN, INKISI E GUIA.ORAYÊYÊOO !!!
Nesta cidade todo mundo é D'ÓSUN...!!!!!
Òsun ÒpàràYèyé Òpàrà !Yèyé Opàrà !Obìnrin Bí Okùnrin Ní ÒsunOxum é uma mulher com força masculina.A Jí Sèrí Bí Ègà.Sua voz é afinada como o canto do ega.Yèyé Olomi Tútú.Graciosa mãe, senhora das águas frescas.Opàrà Òjò Bíri Kalee.Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.Agbà Obìnrin Tí Gbogbo Ayé N'pe Sìn.Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.Ó Bá Sònpònná Jé Pétékí.Que como pétékí com Xapanã.O Bá Alágbára Ranyanga Dìde.Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.Òsun IpondaOliri Pa Koko Eni PonPoderosa, não empurre o povo de Iponda.O Ri Onise Oba Ayi KaseEla recebe o mensageiro do rei sem respeitá-loO Je Dandan OloranEla aceita as palavras do queixosoO Fi Aja Wà Inu Eke WòCom sua sineta ela fura o ventre mentiroso.Omo Olu Igbo Soki Redà Omo NiNão se pode carregar debaixo do braço o filho da mata de Iponda.Òsun IjumuOsun Ijumu Olodó IdeOsun Ijumu, dona de um pilão de cobre.OIya Ijumu Alaiye Ma Gun Odó PoroOsun Ijumum não monta com vivacidade no pilãoEfon Tere Mò Gun ÀiyéPosun pode surgir subitamente no mundo.Eyín Fe Ki Efon Ki O Na MiVocês querem que Osun me castigues.Eyín Fe O Fi Owo Ye Ko Mi Mò AraDeixem a criança rodear meu corpo com sua mãosOwo Omo Ye Ki Dun EniA mão da criança é suaveEfon A Ke Ki Dun EniaOsun é suave.Efon Li O Ni Igbo ObiOsun é a dona da floresta de Obi.Iwo Li O Ni Igbo AtareA floresta de pimenta pertence a vocêBaba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida.

