VENHA JOGAR BUZIOS

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CONSULTE COM "O CATIÇO" SEU TRANCA RUA. Estamos no bairro Floresta em Belo Horizonte- M.G.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ALGUNS ENDEREÇOS DE CASA DE SANTO

Axé Onim Xangô
Liderança: Neuza Ana dos Santos
Nação: Keto Jêje
Ano de fundação: 2005
Regente: Ogum
Contatos:
Rua do Norte, 4ª Trav., 126 Nordeste de Amaralina.
CEP: 41905-001. Tel: +55 (71) 3248-0663

Casa de OXUM
Liderança: Mãe Nicinha
Regente: Oxum
Contatos:
End.: Rua Hélio Machado, 108 - Boca do Rio
Tel.: +55 (71) 3232.1460
Casa de Oxumaré

Casa de Yemanjá
Liderança: Eliete Estevão
Nação: Keto
Ano de fundação: 1960
Regente: Iemanjá
Contatos:
Rua Alto do Forno, 29 Cidade Nova.
CEP: 40313-120. Tel: +55 (71) 3382-8940

Ilê Axé Abassá de Ogum
Um dos terreiros mais influentes e conhecidos de Itapuã. Em 2006, o Terreiro recebeu a certificação como Patrimônio Afro-Brasileiro pelo Ministério da Cultura, através da Fundação Cultural-Palmares. A Certificação é um reconhecimento da importância do terreiro na preservação da cultura e religiosidade de matriz africana
Liderança: Jaciara Santos,
Regente: Ogum
Endereço: Travessa Luiz Vianna Filho, nº17, Nova Brasília – Itapuã
Tel: +55 (71) 3375-3852/ 8804-4528/ 3285-1769

Ilê Axé Aféfé Funfun
Babalorixá: Jaime Montenegro
Nação: Ketu
Fundação: 1960
Contatos:
Endereço: Rua A – Setor L - n° 46 – Mussurunga II e Rua das Hortas, Jambeiro – Lauro de Freitas. Cep: 41.510-220 – Salvador. Tel: +55 (71) 3376-2122

ILÊ AXÉ OYÁ MESI
Liderança: Mãe Carmem França
Regente:
Contato:
End.: Conjunto Habitacional de Coutos - Casa 07 ,Caminho 11 Paripe Salvador
Tel.: +55 (71) 3397-2330 / 9981-7120

Ilê Axé de Oyá
Liderança: Maria de Fátima dos Santos
Nação: Keto
Ano de fundação: 1987
Regente: Iansã
Contato
Setor II, Quadra D, Caminho 17, casa 11 Cajazeiras X. Tel: +55 (71) 3238-1688/ 8120-5396.

Ilê Axé Jitolu,
O Terreiro Ilê Axé Jitolu foi fundado no dia 06 de janeiro de 1952. Ele é nacionalmente conhecido por ter uma decisiva contribuição para a linha filosófica de trabalho do Ilê Aiyê. Mãe Hilda incentivou, também, a criação do Parque Memorial Zumbi dos Palmares, em Alagoas.
Iyalorixá: Mãe Hilda Jitolu
Contatos:
Endereço: Rua do Curuzu, 233 - Liberdade - Cep: 40.365-000 - Salvador - BA

Ilê Axé Kalé Bokum
Liderança: Everaldo D´Oxun
Contatos
Endereço: Rua Antônio Balbino, nº98 A, Bairro de Plataforma.
Tel: +55 (71) 3398-1697

Ilê Axé Maroketu
Liderança: Cecília Moreira Soares
Nação: Keto
Ano de fundação: 1939
Regente: Obaluaê
Contato
Rua Antônio Viana , 65 Cosme de Farias.
CEP: 40254-160. Tel: +55 (71) 3389-0189.

Ilê Axé Obá Tadê Patiti Oba
O Terreiro Obá Patiti Obá foi fundado em 1907 por Manoel Bonfim, que já teve um cargo sacerdotal no Terreiro da Casa Branca. Um dos filhos de Manoel Bonfim, também Ogan do Terreiro da Casa Branca, é Astrogildo de Bonfim de Jesus, Seu Vivi, conhecido no Engenho Velho por sua relevante atuação em ações comunitárias – o terreiro abrigou uma escola e uma associação de moradores. Este templo religioso de nação Ketu tem Xangô como patrono e seu calendário de cultos prestam também homenagens a outros orixás. A sucessão da chefia da casa é realizada através de adivinhação por búzios. Atualmente as responsáveis pelo terreiro são a Ialorixá Nilza, a Ekede Altamira Doroteia deJesus e Mãe Pequena Justiniana Ferreira dos Santos e o Alabê Raimundo José de Souza.
Liderança: Ialorixá Nilza
Regente: Xangô
Contato
Endereço: Ladeira Manoel Bonfim, 23
Tel: +55 (71) 3327-0198

Ilê Axé Odé Mirin
Endereço: Rua Apolinário Santana, 48.

Ilê Axé Odé Omin
Liderança: Maurina Alexandrina de Oliveira Santos
Nação: Keto
Ano de fundação: 1950
Regente: Oxóssi
Contatos
Rua Alto da Saldanha, 67, Brotas .
CEP: 40280-070. Tel: +55 (71) 3451-7554/ 9904-8026.

Ilê Axé Omin J'obá
Endereço: Rua Buerarema, 17, Loteamento Quinta de Ipitanga, km 13,
Estrada Velha do Aeroporto
Tel: +55 (71) 3365-6333 / 9156-2226

Ilê Axé Omin J'obá
Endereço: Rua Buerarema, 17, Loteamento Quinta de Ipitanga, km 13,
Estrada Velha do Aeroporto.
Tel: +55 (71) 3365-6333 / 9156-2226

Ilê Axé Omo Ewa
Endereço: Rua Nova Aliança, 505, Praia Grande
Tel: +55 (71) 3397-4651

Ilê Axé Opô Afonjá (Mãe Stela de Oxossi)
Em 1910, na distante periferia de São Gonçalo do Retiro, sob os auspícios do Senhor da Justiça, o orixá Xangô, nascia o atuante terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que em português significa: Casa da Força sustentada por Xangô. A organização espacial do Axé Opô Afonjá mantém as caracteríticas básicas do modelo espacial típico do terreiro jejê-nagô. Esses mesmos elementos, são também encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferença: no Axé Opô Afonjá o barracão é uma construção independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele está incorporado ao templo principal.

ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ
Responsável: Mãe Estela
Contato
End.: Rua Direta de São Gonçalo, 557 - Cabula
Tel.: +55 (71) 3384.5229/ 3384.6800

Ilê Axé Opô Aganju
Ilê Axé Opô Aganjú, terreiro de Candomblé foi fundado no ano de 1966. É dirigido pelo babalawo e babalorixá Balbino de Xangô Rubelino Daniel de Paula, Obaraim. Neto de escravos e filho do Alapini Pedro Daniel de Paula que tinha um terreiro em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica. Tombado pelo Instituto Patrimônio Artístico e Cultural IPAC Decreto 9495/05.
Babalorixá: Balbino de Xangô/ Rubelino Daniel de Paula
Contatos
Endereço: Rua Saketê, 36 - Alto da Vila Praiana - Lauro de Freitas - Ba
Cep: 42.000 -700
Fone: +55 (71) 3378-2972


Ilê Axé Oxumaré
Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumarê, Sociedade Cultural, Religiosa e Beneficente São Salvador, foi fundada inicialmente no bairro dos Barris em Salvador por Antonio de Oxumarê. Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 15/12/2004.
Babalorixá : Pai Pece de Oxumare
Contatos:
Endereço: Avenida Vasco da Gama, 343, bairro da Federação, antiga Mata Escura, Salvador, Bahia.

Sociedade Beneficente Santa Bárbara do Bate Folha
Terreiro Bate Folha, Mansu Banduquenqué, Sociedade Beneficente Santa Bárbara do Bate Folha, localizado na Travessa de São Jorge, 65 - Mata Escura do Retiro, Salvador, Bahia, foi fundado em 1916 pelo Tata Manoel Bernardino da Paixão e, atualmente, é presidido por Tata Mulandure, Edualino Cipriano de Souza. O terreiro possui a maior área urbana remanescente da Mata Atlântica, aproximadamente 15,5 hectares. Foi tombado pelo IPHAN em 10 de outubro de 2003.
Babalorixá: Eduarlindo Gomes de Souza
Nação: Congo-Angola
Visitação: Apenas com hora marcada (Contato: Sra. Kátia)
Contatos:
Endereço: Travessa São Jorge, Mata Escura
Cep: 41225-150 Tel: +55 (71) 3306-2163

Terreiro da Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká)
Casa Branca do Engenho Velho, Sociedade São Jorge do Engenho Velho ou Ilê Axé Iyá Nassô Oká é considerada a primeira casa de candomblé em Salvador, Bahia. Contituído de uma área aproximada de 6.800 m², com as edificações, árvores e principais objetos sagrados. Deu origem a centenas de outros terreiros, por todo o País. Dele descendem, por exemplo, os famosos templos do Gantois e do Axé Opô Afonjá, cada um deles fonte de inúmeros outros. É o primeiro Monumento Negro considerado Patrimônio Histórico do Brasil desde o dia 31 de maio de 1984 . Antes disso, em 1982, o Terreiro já havia sido tombado como Patrimônio da Cidade do Salvador 1ª Capital do Brasil. Em 1985 o Terreiro do Engenho Velho foi considerado Axé Especial de preservação Cultural do Município de Salvador.
Responsável: Mãe Altamira Cecília dos Santos
Contato:
End.: Av. Vasco da Gama, 463 - Vasco da Gama
Tel.: +55 (71) 3334.2900


Terreiro de Alaketu (Ilê Axé Maroiá Laji)
O Terreiro do Alaketu, Ilé Axé Mariolajé, Ilê Maroiá Lájié, é um terreiro de Candomblé, foi fundado por Maria do Rosário, Otampê Ojaro, descendente da Familia Real de Ketu. Também conhecido como Casa de Mãe Olga do Alaketu. O Alaketu é uma comunidade que a sucessão do sacerdócio se processa sempre dentro da línhagem de descendência direta de sua fundadora. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Liderança: Mãe Olga de Alaketu
Contatos:
End.: Rua Luis Anselmo 67 - Matatu de Brotas
Tel.: +55 (71) 3244.2285

Terreiro do Bogum
O Terreiro de Bogum, de Nação Jeje, Candomblé de tradição Jeje Mahin, tem muitas diferenças em relação aos outros terreiros de Salvador. A principal diferença é a língua falada nos rituais, o jeje. A maioria dos candomblés baianos é de tradição nagô e utiliza como língua o iorubá. Além da língua, alguns rituais dos jeje são diferentes. No Terreiro do Bogum não existem Orixás, lá se cultuam os Voduns e recebem outras denominações. Contatos: Endereço: Ladeira do Bogum, antiga Manoel do Bonfim, no Bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, Bahia, Brasil.

Terreiro do Gantois (Ilê Axé Omim Iyá Massê)
A Sociedade São Jorge do Gantois, Terreiro do Gantois ou Axé Yamassê como, também é conhecido é um dos terreiros mais tradicionais e conhecidos da Bahia. É grande casa de candomblé Gêge-Nagô, que também nasceu da Casa Branca do Engenho Velho, foi fundado por Maria Júlia da Conceição Nazaré em 1849. O nome Gantois veio de um flamengo, originario de Gand que era o dono do terreno onde o templo religioso foi construído. O que diferencia o Gantois de outros terreiros tradicionais da Bahia, como o Ilê Axé Opô Afonjá, Casa Branca do Engenho Velho, Terreiro do Bogum e outros, é que a sucessão se dá pela linhagem e não através de escolha pelo jogo de búzios. O Tombamento Terreiro do Gantois foi relizado em 2002, pelo IPHAN.
Liderança: Mãe Carmem
Contatos
End.: Alto do Gantois, 23 - Federação (Ao lado da Bandeirantes)
Tel.: +55 (71) 3336.9594


Terreiro Pilão de Prata
O Terreiro Pilão de Prata foi instalado em 1963. O espaço possui axé de fundamento da nação Ketu, que teve origem nos ensinamentos do tataravô do babalorixá Air José, Bangboshê Obitikô. O terreiro foi enriquecido com diversos painéis e esculturas representativas de divindades do culto afro-baiano e tem filhos e filhas de santos espalhadas por todo o país. Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 09/12/2004
Babalorixá: Pai Air José de Sousa
Contatos
Endereço: Rua Tomás Gonzaga, nº 298, Boca do Rio Salvador - Bahia

Ylê Axé Oxumarê
Liderança: Silvamilton Encarnação
Nação: Keto
Ano de fundação: 1836
Regente: Oxumaré
Contato
Av. Vasco da Gama, 343 Vasco da Gama.
CEP: 40230-090. Tel: +55 (71)3247-1130/ 3237-2859

Fonte:http://www.bahia.com.br/motix/pt_br/viverabahia/terreiros.html

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Poemas



ÁFRICA III (Omolu)
(Sávio Assad)

Pai as chagas consomem o meu corpo,
e caminho não enxergando a luz, estou
perdido neste labirinto de sentimentos
e meus pés doem, calejado, pelo tempo.

Pai esconde meu corpo, já sem forma sobre
suas palhas e acalenta minhas lágrimas,
tira do meu coração a amargura, que nos
faz mais rebeldes, nos dias solitários.

Tu és o dominador das epidemias, das
doenças e da peste. Devolve a saúde
para o meu corpo, para mente e para
meu espírito, deite seu olhar , sobre mim.

Senhor da terra, espalhe a vida pelos
caminhos e com seu xaxará, onde carrega
o segredo deste bálsamo, umedece meus lábios
e me cura as feridas, que já estão sangrando.

Pai a ti dedico minha vida, minha caminhada,
minha fé e minha esperança em dias melhores.
A ti peço, sempre, reforço e vigor , para enfrentar
todos os males e infortúnios do dia-a-dia.

E agradeço,Senhor da terra a sua compreeção
para os problemas que passo e para os caminhos
que percorro, sempre com o pensamento
no Senhor, sempre olhando em sua direção.

Asè


África II (Nana)
(Sávio Assad)

Senhora dona do segredo matriarcal,
dobro meus joelhos aos seus pés, em
respeito a sua luz interior, que irradia.

Deito em seu colo e me consolo das
dores e ofensas sofridas, em minha
caminhada, nesta terra árida de amor.

Senhora matriarcal, recolho a lama dos
seus pântanos, que cobre seu corpo, para
ressurgir um novo corpo e com o sopro divino
infiltrar uma nova vida.

Senhora, meus respeitos, minha benção,
meu caminho encantado de bondade e
de esperança, de dias melhores.

Assim como deu a luz ao meu Pai,
abençoará o meu filho, para que sua
caminhada seja um lindo percurso.
Asè.



ÁFRICA i (oxum)
(Sávio assad)

oxum,
tu que me embalaste no ventre durante nove meses e
até hoje embala minhas dores do corpo e do espírito.
.
Mãe, poderosa e amorosa, a ti reverencio a todo momento.

PODEROSA, SOBERBA, ALTANEIRA, RAINHA DE MEUS DIAS,
DE MINHA FAMÍLIA E DE TODO MEU AMOR PELA VIDA !
QUEM SERIA EU SEM A MINHA PODEROSA SENHORA,

MÃE DAS VISTAS, DOS SEGREDOS E DO VENTRE ?
SÓ TENHO A AGRADECER,

OBRIGADO MINHA MÃE POR TUDO NESTA VIDA, PELA MINHA FAMÍLIA,
MEUS AMIGOS, MEU ASÉ...OBRIGADO POR ME TER COMO FILHO...

OBRIGADO POR ME ABENÇOAR E ME TRAZER A FELICIDADE DA VIDA !
QUE OXUM CUBRA A TODOS E EM TODOS OS SEUS DIAS !
GUNZUS, GUNZUS E TATARAGUNZUS PELO DIA DE HOJE !
MINHA BENÇÃO A TODOS DESTE ORIXÁ,
VODUN, INKISI E GUIA.ORAYÊYÊOO !!!
Nesta cidade todo mundo é D'ÓSUN...!!!!!
Òsun ÒpàràYèyé Òpàrà !Yèyé Opàrà !Obìnrin Bí Okùnrin Ní ÒsunOxum é uma mulher com força masculina.A Jí Sèrí Bí Ègà.Sua voz é afinada como o canto do ega.Yèyé Olomi Tútú.Graciosa mãe, senhora das águas frescas.Opàrà Òjò Bíri Kalee.Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.Agbà Obìnrin Tí Gbogbo Ayé N'pe Sìn.Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.Ó Bá Sònpònná Jé Pétékí.Que como pétékí com Xapanã.O Bá Alágbára Ranyanga Dìde.Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.Òsun IpondaOliri Pa Koko Eni PonPoderosa, não empurre o povo de Iponda.O Ri Onise Oba Ayi KaseEla recebe o mensageiro do rei sem respeitá-loO Je Dandan OloranEla aceita as palavras do queixosoO Fi Aja Wà Inu Eke WòCom sua sineta ela fura o ventre mentiroso.Omo Olu Igbo Soki Redà Omo NiNão se pode carregar debaixo do braço o filho da mata de Iponda.Òsun IjumuOsun Ijumu Olodó IdeOsun Ijumu, dona de um pilão de cobre.OIya Ijumu Alaiye Ma Gun Odó PoroOsun Ijumum não monta com vivacidade no pilãoEfon Tere Mò Gun ÀiyéPosun pode surgir subitamente no mundo.Eyín Fe Ki Efon Ki O Na MiVocês querem que Osun me castigues.Eyín Fe O Fi Owo Ye Ko Mi Mò AraDeixem a criança rodear meu corpo com sua mãosOwo Omo Ye Ki Dun EniA mão da criança é suaveEfon A Ke Ki Dun EniaOsun é suave.Efon Li O Ni Igbo ObiOsun é a dona da floresta de Obi.Iwo Li O Ni Igbo AtareA floresta de pimenta pertence a vocêBaba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida.
Obrigado pelo Espaço Mano!!

Novo curso de meridilogun através do oraculo de IFÁ

Alex Cubano(oba):mojuba ase colegas e associados:um novo curso se formara 15/09pm,para aqueles que morem em são paulo e municipios e aqueles qu morem fora do estado e fora do Brasil,também podem receber as aulas através de e-mail,aqueles que tem camera e web-cam,podem tirar as duvidas ao vivo após receber as aulas,a inscrição do curso é de R$50,00.Sendo as aulas R$30,00/aulas,as quais podem ser pagas por semanas ou mensal,sendo no total R$120,00/mês com deposito antecipado,via correio.

Para mais informações contato fone(11)3978-3173/8321-2990 tim ou 7349-7661 vivo,msn ou e-mail:http://br.mc558.mail.yahoo.com/mc/compose?to=alexcubano1@hotmail.com ou orkut http://br.mc558.mail.yahoo.com/mc/compose?to=alex.lesteiro@gmail.com.Os itens do curso que abrangem o curso de ifá:.poemas de ifá traduzidos em português(itam).oriki dos odús.orin dos odús.ervas dos odús em português.conjunto de orisas que falam o odú.odús de iyami.odú de ossó(tratados)de ossó.apataki dos odús e a sua composição(montagem).aprendizagem do jogo de meridilogun através dos 256 odús com seus 16 irês e 16 osobó-ibi.olu odu e oba odu(odun maior e menor).ibo representação dos odus positivos e negativos,os ibos são os que representam diferentes entidades que possuem testemunhas se os oduns estão positivos ou negativos.Obrigado pela atenção,qualquer dúvida entre em contato com Obá Ori e Awo Fakan e Tati Inganga:BABA Titi Lade ALEX.visualizar o perfil de Alex Cubano(oba): http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=14668611918731971075&mt=5* * *

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Convite

O CONEAFRO em nome das Comunidades Tradicionais de Terreiros, CONVIDA os amigos, parceiros e Religiosos ligados as Religiões de Matriz Africana e Afro brasileira para participarem do CONGRESSO ESTADUAL que será realizado no dia 04/10/09 (Domingo), as 8h00 no Salão Nobre do Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo, localizado na Rua Thomas Gonzaga, 50 - Metro Liberdade – São Paulo.

Por ocasião da ausência total de políticas públicas nas áreas de cultura, saúde, educação, segurança, nós estamos sofrendo toda sorte de Injustiças Sociais, Atos de Violência, Vandalismo, Discriminação e total desrespeito aos direitos humanos, os quais culminam com exclusão social, dentre outras questões.

Entendemos ser de suma importância promover a reunião dos Religiosos de Matriz Africana e Afro Brasileira bem como dos diretores das instituições legalmente constituídas para juntos refletirmos sobre a conjuntura desta comunidade e assim sendo, apontarmos conjuntamente caminhos eficazes para a transformação desta realidade.

É chegada a hora “com atraso” de promovermos o dialogo e a aprovação de propostas que possam criar uma organização administrativa, contábil e política que façamos frente ao crescimento vertiginoso dos grupos evangélicos que nos perseguem.

Conheça melhor a proposta do CONEAFRO leia o conteúdo das propostas e orientações neste site, com muita atenção, o futuro de nossos direitos e o legado que pretendemos deixar para próxima geração depende principalmente da sua iniciativa de participar e lutar.

Confirme sua participação preenchendo a ficha de inscrição ou entre em contato:
Fones: [11] 3453-6175 - 5599-4673 - 8323-9056 ou por
E-mail: contato@movimentochega.com.br

fonte: http://www.coneafro.com.br/

domingo, 21 de junho de 2009

Folhas Sagradas(Ewé)

Folhas Sagradas
Escrito por ifatola
Algumas considerações sobre as Folhas Sagradas(Ewé)


Ko si ewé kosi Orisa

"Sem folhas não há Orisa"



Desde os tempos antigos e remoto ouvimos dizeres, sortilégios, bem feitos com nossas Ervas Sagradas, temos referências de muitas em nossas vidas atribuídas em tudo que passamos a Ingerir, digerir, sentir, tais sensações despertam diversas sensações, como Bem-estar, vibrações que passam por nossos músculos a cada sentido que se choca com nosso corpo físico, sim a Energia da Natureza, a Energia do Orisa, a energia do Mundo.



Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Asé. Temos que ter muitas consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo, quando a colhemos.


Ewé, assunto este muito diversificado, muito delicado porque cada nação traz seu ritual porém folha é para mesma finalidade, trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.



Abaixo aqui deixo alguns de meus conhecimentos em Ewé e que Ossanyin ouça sempre nossas Aduras (Rezas):



Nome Yorubá- Àbámodá
Nome científico - Bryophillum calcinum/ Kalanchoe pinnata
Nome popular- Folha da Fortuna, folha grossa, Milagre de São Joaquim


Considerações: Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo conhecidas nas terras de Orisas como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn segundo Pierre Verger.


Alguns de seus nomes tem significado importante, Àbámodá significa "o que vc deseja vc faz",mas caso necessária para outras atribuições como substituta do Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada erú odundun cujo nome significa "Escravo de Odundun", é uma folha muito positiva e considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem brotos nas bordas cujas este representam sinal de prosperidade, fato esse de ser importante na composição do Àgbo.


No Brasil considerada do Orisa Sango por muitos Zeladores porém muitos a usam para os Orisas Funfun Como Osala e Ifá.


Uso medicinal- Diurético e sedativa, combate nevralgias, encefalias, dores de dente afecções das vias respiratórias, externamente contra doenças de pele, feridas. furúnculos, dermatoses em geral .



Nome Yorubá-Ajobi,Ajobi Pupá, Ajobi oilé
Nome científico- Schinus therebenthifolius
Nome popular- Aroeira-comum, aroeira vermelha, pimenta do Peru

Considerações:

Encontradas em regiões nordeste sudeste e Sul, nos candomblés jeje-nagôs são usadas nos sacrifícios de animais quadrúpedes forrando-se o chão com ela, agrada muito o Orisa para o sacrifício. As Crenças enraizadas dizem que pela manha esta Ewé pertença a Ogun a tarde pertença a Esu e ainda sirva para vestir Ossanyin. Seus galhos são utilizados para ebós e sacudimentos.


uso na medicina: Anti-Reumático,sua resina serve para combater bronquites crônicas casca quando cozida, indicada contra feridas, tumores , inflamações em geral, corrimentos e diarréias.



Nome Yorubá-Ajobi Funfun, Ajobi jinjin
Nome Científico- Lithaea molleoides

Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.


Considerações:

Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún( quente), utilizadas em banho de descarrego porém seu uso é muito restrito pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho. Em algumas casas é proibido seu uso pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,


Uso na medicina:


Excitante e diurética , o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....


Algumas informações tiradas do livro de Estudo Ewé Orisa de José Flávio Pessoa de Barros, conhecedor nato das folhas.



Nome Yorubá- Akòko
Nome científico- Newboldia laevis Seem
Nome popular-Acoco

Considerações:

Origem África, considerada arvore abundante, provedora de Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orisa de José Flavio Pessoa de Barros, Atribuída ao Orisa Ossanyin e Ogun, esta Arvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do Orisa Ogun onde seu culto é Extenso ,na cidade de Iré .


Também usada no culto aos Ancestrais goza de muito prestigio em nossa Religião.



Nome Yorubá- Amúnimúyè
Nome científico- Centratherum punctatum
Nome popular- Balainho de velho, perpétua

Considerações:

“Planta considerada misteriosa devida atribuição de seu nome cujo “significa “ apossa-de de uma pessoa e de sua Inteligência”, por isso usada na iniciação e no agbò de Orisa seu objetivo facilitar o transe do Iyawo que está pra nascer, porém esta folha detém este nome pela relação que tem com uma Lenda e que Ossanyin da um preparo para Ossossi beber, no qual depois caiu em um esquecimento profundo passando acima morar nas matas com Ossanyin. Ressalto que este preparo vai muitos outros ingredientes no entanto está Ewé seria considerada indispensável junto a outras.



Nome Yorubá- Apáòká
Nome científico- Artocarpus integrifolia
Nome popular- Jaqueira

Considerações:

No livro Ewé Orisa esta arvore de Origem Indiana medra em diversas regiões inclusive África e Brasil.


Apáòká significa Opa= cajado, cetro+ Oká= serpente africana, nome de uma entidade fito mórfica considerada a mãe de Osossi, cultuada em uma Jaqueira.É uma arvore Sagrada, suas folhas são usadas para assentar Esú e em banhos para os filhos de Sango, porém seus frutos não devem ser consumidos por esses iniciados


Seu nome na África Tapónurin cita Verger.


uso medicinal: Os caroços da Jaca assados ou cozidos são afrodisíacos, a folha é usada como estimulante, antidiarréico, antiasmático e expectorante.


Citação de Joje Flávio Pessoa de Barros.



Nome Yorubá- Étipónlá
Nome cientifica- Boerhaavia difussa L.
Nome popular- Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca

Considerações:

Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contrafeitiços", ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo.reverenciada nos rituais de folha com korin (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò' cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá "


uso medicinal: combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético e regularizador das funções hepáticas.



Nome Yorubá- Ewé Ogbó
Nome cientifica- Periploca nigrescens
Nome popular- Cipó-de-leite, orelha de macaco, folha de leite, Rama de leite.

Considerações:

Planta trazida do continente africano pelo povo Nagôpara o Brasil, encontra-se em florestas sombreadas ou nos próprios terreiros de Candomblé.


Todos os iniciados podem usá-la sem restrição porém seu dever que é tirar a consciência do filho de santo só é ativado quando combinados com outras folhas.


Dizem os mais velhos que a estória dos Orisas narra esta folha como a primeira a se liberada por Ossanyin quando se fez o Vento de Oya, passando a ser folha de Ossossi porém em algumas outra nações ela é quista com folha principal de Osala, citação de minha pessoa.


Uso Medicinal: Tratar Epilepsia. Outros nomes que são atribuídos a ela são, Ogbó funun, Ogbó pupa, Asogbókan, Asóbomo e gbólogbòlo, cita Verger.


Nome Yorubá: Ewé Ojúùsajú
Nome cientifico: Petiveri Alliacea L.

Nome Popular: Guiné, guiné pipiu, erva-guiné, erva de alho.


Considerações:

Folha encontrada em todo território nacional, porém Verger diz que está Ewé foi levada do Brasil para Nigéria.


Usada para defumações e sacudimentos de pessoas e de casas cujo ação é contra Eguns e "Esus" negativos e em banhos para lavar fios de conta e até cabeça de filhos de santo, atribuída a Ossossi e a caboclos.


Na África usada por Babalawos para combater feitiços e obter respeito de "Yami" cita Verger.


Os filhos de Osala e Yemonja em cuba são proibidos de usar esta folha, pois é considerada Ewó em suas origens.


Uso medicinal:


Contra dores de cabeças, enxaquecas, nervosismo e falta de memória, porém em muita quantidade pode atingir as vistas chegando provocar até perda da visão pois é uma Ewé tóxica principalmente a Raiz.


A Tintura que se obtém desta Ewé tem uso externo em fricções no combate a paralisia em geral e reumatismo e a raiz usada contra dor de dente.


Salvo Professor José Flavio Pessoa de Barros


Nome Yorubá- Ewé Lárà Funfun
Nome cientifico- Ricinus communis L.
Nome popular- Mamona, Mamona Branca, mamoneira, Palma de Cristo.

Considerações:

De origem Africana que era encontrada no Antigo Egito. Ocorre com muita fartura em todo território nacional.


Folha com diversas finalidades nas festividades como Olubajé ritual de Obalwuayie, Sassanhe, Ebós etc...


Atribuída a Osala é uma folha muito usada pelos adeptos, sendo indispensável em alguns rituais.


Uso medicinal:


As folhas cozidas com sal podem aliviar o inchaço dos pés, e contra prisão de ventre uma vez que esta Ewé possui uma semente que paralelamente é absorvido dele o óleo de Rícino, é purgativo.



Texto e Adaptação de Amaro Santana Silva Netto(Babalossanyi)

Qualidade de Orixás

Escrito por fatola


Sobre as Qualidades de Orixas"

Existe sem duvida no Brasil uma questão muito polêmica sobre as multiplicidades dos orisas chamada por todos de qualidade de orisa
Para melhor entendimento é que na África não há qualidade de orisa; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc.

É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano, da forma que Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de Ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo,etc. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias

Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus,etc e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de
informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem todos esses aspectos, e essa quantidade de orisa presente aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.

É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país nãohá esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.

Outro fato interessante é títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem em dizer que é qualidade de orisa.


Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas aqui no Brasil.


Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Alem dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.


Oba Iangui : o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.


Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.


Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.


Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.


Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.


Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.


Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema divinatório.


Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.


Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em Ijelu.


Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.


Ona: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.


Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.


Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.


Elegbo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.


Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.


Maleke: o mesmo citado acima.


Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos


Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.


Ogiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.


Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.


Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.


Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.


Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que possuem posto de Asogun.


Woro: vem da cidade do mesmo nome.


Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.


Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.



Ogún, Òsòósí e Ode lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.

Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito.
Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:


Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.


Ogún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido: um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.


Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.


Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou momentaneamente cego.


Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.


Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.


Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o
chamam assim.


Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.


Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e costumes.



Ode/Ososi.


Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:


Ososi akeran = um titulo do orisa;


Ososi Nikati = um de seus nomes;


Ososi Golomi = um de seus nomes;


Ososi Fomi = um de seus nomes;


Ososi Ibo = um de seus mitos o liga a Ossaniyn;


Ososi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;


Ososi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;


Ososi Esewi/Esewe = seu mito o liga a Ossaniyn e as vezes a Osala segundo os "antigos";


Osossi Arole = uns de seus epítetos;


Ososi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D.


Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;


Ososi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.


Ososi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.


Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;


Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;


Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;


Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;


Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de Igidinile.


Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;


Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica.É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.


Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;


Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi.Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;


Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim fazer.



Ossaniyn, Omolu, Oluaye, Osumare, Nanan e Iroko.


Ossaniyn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.


Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.


Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.


Nanan = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas. :


Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.



Iyabas são os orisá feminino.


Oba = orisa guerreira é única em seu aspecto.


Iyewá = orisa guerreira única em seu aspecto.


Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.


Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.


Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco.


Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.


Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.


Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.


Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.


Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.


Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?.


Osún Osogbo = ela deu oringem ao nome da cidade de Osogbo.


Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.


Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.


Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.


Iyemoja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira.


Iyemoja Iyasesu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.


Iyemoja Saba = uma das formas da mãe.


Iyemoja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.


Iyemoja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.


Iyemoja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.


Iyemoja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.


Iyemoja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.


Iyamase = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.


Iyemoja Araseyn = fuxico com Ossayn.


Oyá Leseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.


Oyá Egunita = orisa Igbale.


Oyá Foman = orisa Igbale.


Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.


Oyá Tope = uma de suas formas.


Oyá Mesan = um de seus epítetos.


Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.


Oyá Logunere = uma de suas formas.


Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.


Oyá petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.


Oyá Arira = uma de suas formas.


Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.


Oyá Doluo = eró ossayn; culto Nagô.


Oyá Kodun = eró com Osaguian.


Oyá Bamila = eró Olufon.


Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.


Texto Adaptado por Ifatolá

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Palestra: Intolerância Religiosa e cultura africana

INFORMATIVO:


Para: Escolas, faculdades, empresas, associações e templos religiosos.



Ministrada por Fernando de Paula Cortezzi Filho, sacerdote do culto afro-brasileiro e membro do CONUB - Conselho Nacional dos Umbandistas do Brasil, estudante de direito da IBHES – Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior e

Débora de Paula Cortezzi Costa, professora de História e Filosofia formada pela PUC - Minas.

Contatos: (31) 9872-5881/ (31) 3351-0093/ (31) 9996-5251

sábado, 30 de maio de 2009

EGUNGUN


Ancestralidade

Na Cultura Jeje-Nagô ,a vida não se finda com a morte.


Àtúnwa, É O Nome Dado Ao Processo Divino De Existência Única:


A Continuidade Da Vida. Olodumarê , O Supremo Deus Yorubá




No Momento Do Nascimento Oferece Aos Homens Um Conjunto

De Forças Sagradas Que Possibilita A Vida.São elas:


Ara: O Corpo Físico Vindo Da Lama.




Ese: Elementos Do Organismo Humano.




Okan: Coração Físico E Espiritual - Órgão Que Centraliza O Poder De Vida E Sede Da Inteligência, Do Pensamento E Da Ação.




Ojiji: Essência Espiritual.

Emi: O Sopro Divino De Vida.


Ori: A Individualidade E A Identidade.




Odu: O Destino E O Caminho A Ser Percorrido.








EGUNGUN
Através do culto aos ancestrais, os Egun ou Egungum é possível reconstruir origens, etnias, memória. Essa memória, enraizada na multiplicidade da herança negro-africana, expande com força total, um ethos que passando a diversidade de suas expressões manifestas - Nagô, Jeje, Angola, Cango, etc. - permite revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns onde a questão da ancestralidade mítica e histórica, marca a existência de uma forte comunalidade. É na memória e no culto aos antepassados que essa comunalidade se afirma .

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele "nasce" através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos sacerdotes e com seus rituais, faz com que a "morte se torne vida", e o Egungun ancestral individualizado está de novo "vivo".
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria
Força Movimentadora Da Vida.



Orisá: Guardião De Cada Existência Humana.Todos Estes Aspectos Não Morrem...Voltam As Suas Origens, Isto É, Ao Orun, Pois Pertencem A Olorun E Só Ele Pode Liberá-Las. Estas Forças Divinas, Animaram Os Antepassados, Os Ancestrais, As Raízes Mães Do Asé Orisá, Ao Partirem Do Aiyê E Voltam Ao Aiyê Para Animar Seus Descendentes E Discípulos. A Ancestralidade Confirma A Imortalidade, Pois A Vida Continua No Orun Como Ancestrais.Do Orun A Ancestralidade A Tudo Assiste.No Culto De Orisá, Ancestrais Significa:"Aqueles Que Um Dia Tiveram A Energia De Vida No Aiyê E Que Cuja Energia De Vida É Repassada As Novas Gerações, Garantindo A Continuidade Da Vida E Do Culto Aos Deuses Africanos. "Como Conclusão A Vida Presente Depende Da Vida Passada De Nossos Ancestrais. (Mestre Didi)

Mais sobre Egungun - http://br.geocities.com/cleidepizani/lokeni_ancestralidade.html

IYAMI


Os pássaros: São os principais representantes do poder sobrenatural
feminino, como predadores na caça noturna, expressão a relação de
ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ com os Ara-Òrún (Seres do Ar), todos do âmbito de poder
fenomenal.
Se possivelmente compreendermos a mulher como fonte geradora de vida,
protetoras, verdadeiras guerreiras e caçadoras na vida, compreenderemos
então, que cada Òrìsà-Ìyágbà possuem dentro de seus respectivos cultos
uma representação própria na forma de Pássaro, exprimindo
consequentemente uma interligação mas direta ao culto de ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ, quando todas são chamadas de ÈLÈYÈ senhoras que são como pássaros...

As serpentes: São a expressão da agressividade através da força física
e agilidade, serpentes representam o Fogo físico e o Fogo ancestral, na
perpetuação da essência (Alma/Espirito). Referencia principal da
relação de ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ com os Ara-Iná (Seres representantes do Fogo).
Possuidores de poderes sobrenaturais agressivo (defensor), purificador e
transformador da vida... A serpente é um reptil de constante contato com
a terra, isso explica a relação de ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ com Bàbáluwàiyé, que
utilizando a Magia-Curativa precisando ser agressiva (rápida), para
atingir seus objetivos possibilitando a sobrevivência.. As serpente numa
forma figurativa representam as labaredas do fogo, isso explica a
relação de ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ com Èsu, Òrìsà que é representado primordialmente através do próprio fogo vivo. ÌYÀMÌ-ÒSÒRÓNGÀ também possui estreitas relações com Ogun, o qual precisa do fogo tanto natural quando espiritual, para expressar sua força física com direcionamento, purificando, transformando conservando e modelando tanto o ferro quanto a vida de quem precise...
A Grande Mãe



A virtude de poder trazer filhos ao mundo que têm as mulheres, um fato quase mágico, maravilhoso que as acerca ao divino, é e foi também motivo de temor em muitos povos antigos, algo que era inexplicável, pelo qual as mulheres sempre foram vistas como possuidoras de certo poder especial.



Fala-se da famosa "intuição feminina", mas mais do que nada, em todas as culturas há uma tendência a transformá-la em "bruxa", no sentido de crer que tem poderes inatos para comunicar-se com forças além do alcance do entendimento do homem. O mito da "bruxa" que voa na vassoura acompanhada por pássaros macabros é quase mundial, com pequenas diferenças segundo o lugar do mundo do qual falemos.

Também se relaciona a fecundidade com o misterioso sangue menstrual, que é a marca que pauta a conversão da menina numa mulher, daí em mais será considerada também uma Iyami, aquela que em qualquer momento deixará de ter a regra, inchando-se o ventre, revelando que tinha em seu interior a "cabaça da existência", o caminho pelo qual todos vêm do Orun para o Aye. Mais para confirmar dita transformação em "mulher", levam-se a cabo os "ritos de passagem" nos que as meninas-mulheres estarão isoladas durante vários dias, alimentadas e vestidas de um modo especial, onde conhecerão todos os segredos relacionados com as mulheres, os que serão devidamente dados pelas anciãs de sua comunidade.

Os ritos assegurarão entre outras coisas que seja possuidora de uma "cabaça” fértil e o alinhamento de seu lado espiritual feminino com seu corpo, convertendo-a numa mulher em todo sentido. Há ao final uma apresentação em público das garotas que deixaram atrás a etapa da meninice, para que os homens lhes tenham em conta no momento de querer escolher uma esposa.

Quando se fala de Iyami Osoronga muda bastante o conceito antes exposto, pois se refere ao mito sobre o poder feminino associado às AVES a partir de certas espécies que atracaram a mente do homem por sua rareza ou comportamentos macabros. Ainda que também não isolado das mulheres ou dos Orisas o mito Iyami se relaciona com estas por seus estômagos, mais precisamente com seu útero, ao qual sempre nos referimos como Igba Iwa (a cabaça da existência). Trata-se da comparação metafórica entre um ovo fecundado e a barriga da mulher grávida, onde se costuma dizer que a mulher tem o “poder do pássaro encerrado na cabaça”.O mito Iyami Aye então, não é o culto às mulheres bruxas nem às aves macabras, senão que é a associação mágica e metafórica entre o poder feminino da fecundação e o poder místico de algumas aves noturnas (principalmente) que somado a certos temores e sentimentos negativos dos seres humanos cria no espaço etéreo os Espíritos Coletivos das Eleye (donos das aves) ou Iyami Aje (Minha mãe feiticeira) ou mesmo Iyami Osoronga, todas estas denominações que aludem ao mesmo.


Mais um pouco de Iyami
http://br.geocities.com/cleidepizani/lokeni_iyami.html

MITO DA CRIAÇÃO


Olodumare o Todo em Tudo, a Natureza, o Algo do Nada, criou o Universo em 4 dias. Em cada dia criou 4 Odus, num total de 16 Odus principais, ou seja, 16 kàdárà (predestinações) possíveis, que desdobrando-se entre si, perfazem o total de 256 odus. Cada Odù aponta uma direção, um ponto de partida e seu término, alterando e influenciando dia após dia a conduta de tudo que possui vida.

Os 16 odus principais correspondem aos pontos de adoração do Universo, que são os pontos cardeais, colaterais e sub-colaterais.


Itan Dídá Àiyé (história da criação do mundo)


Ofun Meji criou o Universo.


Após os primeiros momentos da formação do cosmos Ofun Meji deu início à geração de seus filhos (os demais odus). O primogênito foi Oyeku Meji, pois no princípio só havia trevas. Em seguida criou Ejiogbe (segundo alguns relatos ambos nasceram no mesmo dia).


Após conceber Oyeku Meji, Ofun Meji entrega-lhe seu cetro real para que com o mesmo abrisse o PORTAL DA LUZ. Tão logo o mesmo fosse aberto surgiria a luz e a mesma se dispersaria pelo Universo, iluminando-o em todas as direções. Ofun Meji recomendou a Oyeku Meji abstinência ao emu.


Certo dia Oyeku Meji ao retornar de suas ocupações dispersou-se de seu irmão e embriagou-se com emu, desobedecendo as determinações do pai. Ejiogbe sentiu falta do irmão e retornou pelo caminho percorrido, encontrando-o embriagado e adormecido. Por mais que tentasse não conseguiu acordá-lo.


Em face disso Ejiogbe recolheu o cetro real e retornou sozinho ao Orun, onde Ofun Meji os aguardava. Tão logo chegou o pai perguntou:


"Onde está teu irmão, o guardião do cetro que conduzes?"


"Ele bebeu emu em excesso e adormeceu. Tentei acordá-lo em vão. Como era hora de retornar, resolvi eu mesmo trazer o cetro real."


"Tu não bebeste?"


"Não! Sabes que não desobedeço às tuas ordens, meu pai."


"Sendo assim confiarei a ti a guarda do cetro real. Tu substituirás teu irmão a partir deste instante."


Ao se recuperar da embriaguez e sentir a falta do cetro real, Oyeku Meji retornou ao Orun totalmente desnorteado. Ao cruzar os umbrais do orun foi interpelado por seu pai:


"Por que me desobedeceste, meu filho?"


"Não resisti ao desejo veemente do emu, e o pior é que não sei onde deixei o vosso cetro, e nem onde está meu irmão."


"Felizmente ambos não estão perdidos. Teu irmão recolheu o cetro real e o trouxe de volta para mim. Devido ao teu procedimento, de hoje em diante estarás subordinado a teu irmão mais novo."


A partir daí é que Ejiogbe passou a ocupar o primeiro lugar por ordem de chegada ao Aiye.


Oyeku Meji resignou-se a seguir fielmente Ejiogbe, o qual, piedoso suplicou ao pai:


"Oyeku Meji é meu irmão mais velho, e face a sua fraqueza e desobediência tornou-se meu servo, o que me entristece. Seria possível dar a ele a guarda das noites e das trevas, uma vez que confiaste a mim os dias e a luz?"


Com pena, Ofun Meji confiou a Oyeku Meji a vigília da noite, das trevas, do sono e da insônia, enfim a guarda de tudo que ocorre à noite, seja na terra, no ar ou nas águas.


Mais uma vez Ofun Meji chamou Ejiogbe a sua presença e o encarregou de disseminar a luz aos mais longínquos recantos do Universo, criando assim as estrelas. Deu-lhe como auxiliar Èsù (por isso Exu percorre os quatro cantos do mundo com seu ogó).


As determinações foram cumpridas, ficando do alto do céu o sol a reinar sobre os dias e a lua sobre as noites, e as estrela a brilhar nas madrugadas.


Um Pouco mais sobre o Mito da Criação - O Mito da Formação da Terra

FONTE: http://br.geocities.com/cleidepizani/Orisa.html

O YORUBÁ E ÒRÌSÁ


A Religião dos Òrìsás esta ligada a família. A família numerosa, originária de um mesmo antepassado, que engloba os vivos e os mortos. O Òrìsá seria, em princípio, um ancestral divinizado, que em sua vida, estabeleceu vínculos que lhe garantiram um controle sôbre certas forças da natureza.

O poder, ÀSE, do ancestral-Òrìsá teria, após sua morte, a faculdade de ancarnar-se, momentaneamente, em um de seus descendentes durante um fenômeno de possessão por êle provocado.
A passagem da vida terrestre à condição de Òrìsá desses seres excepcionais, possuidores de um ÀSE poderoso, produz-se em geral, em um momento de paixão/ira.


Esses antepassados divinizados não morriam de morte natural. Possuidores de um ÀSE muito forte e poderes excepcionais, sofriam uma metamorfose nesses momentos de crise emocional, provocado pela cólera e outros sentimentos violentos. O que nêles era material desaparecia, queimado por essa paixão, e dêles restava sòmente o ÀSE, poder em estado de energia pura.

Para que o culto pudesse ser criado, era precisa que um ou vários membros da família tivesse sido capaz de estabelecer ODU ÒRÌSÁ, "um vaso enterrado no chão, até mais ou menos três quartos de sua altura, pelos seus adeptos ". Êle serve de recepiente ao objeto suporte da força, "o ÀSE do Òrìsá ". Este objeto suporte é a " base material palpável, estabelecida pelo Òrìsá, que receberá a oferenda e será impregnada pelo sangue do animal sacrificado; devidamente sacrilizado, será o traço de união entre os homens e a divindade ". A natureza desses objetos está ligada ao caráter do deus, quer por êle ser uma emanação como a pedra, EDUN ARA, de SÀNGÓ, ou um seixo do fundo do riacho, OTA, de ÒSUN ou YEMONJA, quer seja um símbolo, como as ferramentas de ÒGÚN ou o arco e flexa de ÒSÓÒSÌ.

O Òrìsá é uma força pura, ÀSE imaterial que só se torna perceptível aos seres humanos, incorporando-se em um dêles, possibilitando ao Òrìsá voltar à terra para saudar e receber provas de respeito dos que o evocam.

Nas cerimônias de adoração ao ancestral divinizado, que ao incorporar-se ao ÌYÀWÓ, reencontra, por alguns instantes, sua antiga personalidade espiritual de outrora com suas qualidades e seus defeitos, seus gostos, suas tendências, seu caráter agradável ou agressivo, voltando assim, momentâneamente, a terra, entre seus descendentes; durante as cerimônias de evocação, os Òrìsás dançam diante dêles e com êles, recebendo seus cumprimentos, "ouvem as suas queixas, concedem graças, resolvem as suas desavenças e consola seus infortúnios. O mundo celeste não está distante, nem superior, e o crente pode conversar diretamente com os deuses e aproveitar da sua benevolência ".

Na África, cada Òrìsá estava ligado, originalmente, a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais, SÀNGÓ em OYO, YEMONJA em EGBÓ, YEWÀ em EGBADO, ÒGÚN em EKITI e ondo, ÒSUN em IJEXÁ e IJEBU, ERINLÉ em OLOBU, LOGUNEDE em ILEXA, OTIN em INIXÁ,ÒÒSÀÀLÀ-OBATALA em IFÉ, subdividido em OSÀLÚFÓN em IFAN e OSOGUIAN em IJIGBÓ.

Os Òrìsás viajaram, em seguida, para outras regiões africanas, levados pelos povos no curso de suas migrações. Se as pessoas formavam um grupo numeroso, o Òrìsá tomava tal amplitude que englobava o conjunto da família, e alguns OLORISÁS, sacerdotes do Òrìsá, asseguravam o culto para todo o grupo. Se alguém se fixava com sua família restrita a sua mulher e seus filhos, o Òrìsá assumia uma feição pessoal.
Na África, a realização das cerimônias de adoração ao Òrìsá é assegurada pelos sacerdotes designados para tal. Os outros membros da família ou grupo não têm outros deveres senão o de contribuir materialmente para os custos do culto, podendo, entretanto, se assim o desejar, participar nos cantos, danças e festas animadas que acompanham essas celebrações. Devem, além disso, respeitar as proibições alimentares e outras ligadas ao culto do seu Órisá, e assim agindo, estão perfeitamente em regra com as suas obrigações.


Embora os crentes não africanos não possam reivindicar os laços de sangue com os seus Òrìsás, pode haver, no entanto, entre êles, certas afinidades de temperamento. Africanos e não africanos têm em comum, tendências inatas e um comportamento geral correspondente àquele de um Òrìsá, como a virilidade devastadora de SÀNGÓ, a feminilidade elegante e coquete de ÒSUN, a sensualidade desenfreada de OYA, a calma benevolente de NÀNÁ, a virilidade e a independência de ÒÒSÀÀLÀ , o masoquismo e o desejo de expiação de OMOLU, etc. Podemos chamar essas tendências de arquétipos da personalidade porque, não há nenhuma dúvida, certas tendências inatas não podem desenvolver-se livremente dentro de cada um, no decorrer de sua existência, se elas entrarem em conflito com as regras de conduta admitidas nos meios em que vivem. A educação recebida e as experiências vividas, muitas vezes alienantes, são as fontes seguras de sentimentos de frustação e de complexos, e seus consequentes bloqueios e dificuldades.

Fonte: -Olóyè Marcelo Monteiro Odearaofa

Adaptado por Lokeni

MITOLOGIA YORUBÁ


O yoruba é o segundo grupo étnico em maioria da Nigéria, compreendendo aproximadamente dezoito por cento da população total. Vivem a maior parte no sudoeste do país; há também uma comunidade substancial do yorubá em Benin. É um grupo étnico principal nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número de yoruba vivo na república de Benin, enquanto em comunidades pequenas podem ser encontradas , em Togo, em Serra Leoa, no Brasil e em Cuba. A maioria de povos do yorubá são cristãos, com a igreja de Nigéria (anglicana) da católica ,as pentecostal ,as metodista, e as indígenas) que têm as sociedades maiores. Os muçulmanos compreendem aproximadamente um quarto da população do yorubá.O yorubá era a maior urbanização de africanos na era pré-colonial, e tem um historia da cidade natal que conta de a 500 A.D. As cidades principais yorubás são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Oyo, e Ife.
Mitologia do yorubá
O yorubá é um grupo étnico historicamente muito importante da África Ocidental, concentrada na Nigéria. Muitos escravos depois de feitos exame nas Américas eram étnicamente Yorubanos e muitas das idéias mitológicas de opinião religiosa de Yorubanos foram combinadas com o cristianismo e a espiritualidade americana nativa ao formulário Vodun, em todas suas variedades diferentes.
O conceito do itan é vital na mitologia compreensiva do yorubá. A palavra consulta ao total de soma de todos os mitos, das canções, das historias e de outros conceitos culturais que fazem acima da religião e da sociedade de Yorubana. Os itans são aceitos como historicamente importantes, e podem ser usados estabelecer disputas.
Os deuses são chamados Orisas. Os primeiros existentes, são chamados Obatalá e Odudúa, irmão e irmã respectivamente, e seu pai Olorun. Obatala e Odudúa tiveram mais tarde um filho, Aganju, e uma filha, Yemoja Seu filho, Esu a violou duas vezes e a segunda vez, seu corpo repartiu em quinze Orisas, nasceram Osun, Olokum, Sakpana, Sango.
O Sango é talvez o Orisa o mais importante; deus do trovão e do antepassado do yorubá. Era o quarto rei do yorubá, e se divinizou após sua morte.

FONTE: Orixás - Portal da Religião Afro

História do Candomblé


O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.

O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.

Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.

Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.

Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.

O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.


Origem do Candomblé: Ifé


A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.

A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em perola.

Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.

A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:

- BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.


- BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.


- BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.
O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.


- BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.



Criação do Reino de Ifé


O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.

Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.

Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.

Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.

Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.

Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.

O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.

O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.

Texto retirado da Revista Orixás o Segredo da Vida.;nº 1 -

Ketu é a terra dos Orisas


De todos os cultos do candomble o mais conhecido é o Ketu, que vem do Yorubá, e foi desse culto que a umbanda emprestou suas sete linhas.

Os Orixás: Esu, Ogun, Ossosi, Sango, Logun Ede, Iroko, Omulu, Ibeji (Tahie Lulu, Kehinde), Oya, Obá, Eua,Osum, Iemondja, Nanã, Osoguian, e Osala.

Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber ou como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorum.

A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das emanações do Orixá presentes no Orí desses filhos.

CARGOS MAIS COMUNS DENTRO DO CANDOMBLÉ

babalorisa - pai de santo detém o axé

yalorisa - mãe de santo detém o axé

babaquequere - pai pequeno

yaquequere - mãe pequena

Pejigã - cuida das coisas do roncó

Yia Dagã - pessoa que despacha eshu e padês

yabacê - pessoa que cozinha para os orixás

ogan alabê - pessoa que canta o candomblê

ogan axogun - pessoa que sacrifica os animais

êkedji - mãe que o orixá escolheu e confirmou .

NOME DOS TOQUES DOS ORIXÁS

Alujá - SANGÔ

Agerê - ODE

Opanigê - OMULU/ OBALUAIE

Bravum - BESSÉM

Ijeshá - OXUM - LOGUM EDÉ - OXALÁ

Ilú - IANSÃ - OBÁ

Egó - YANSAN

Aderê - YEMONDJA

Batá - OGUN - ESU

NOME DOS ATABAQUES

rum - o maior

rumpi - o médio

lé - o menor

o agogô de Kêtu chama-se gan.

as varinhas usadas para toque chama-se aguidavis.

SAUDAÇÕES, CORES E DIAS DA SEMANA

OGUN patacori Ogun- azul escuro terça

ODÉ okê arô Odé - azul claro quinta

OMULU Atoto Obaluaiê- preto/branco/rajado segunda

OSSAIN Eu Eu Assa - azul/vermelha quinta

OSHUMARE Arro Boboi - preto/amarelo/rajado sexta

YORIMA Kitaua Yorimá preto/branco/alternado segunda

IROKÔ Irokô Eu Aguê- runjeve - sábado

LOGUM Loci Loci Logun - dourado/azul/alternado quinta

0OXUM Oraie Ieu Osum - dourada- sábado

YEMONDJÁ Odôia - prateada -sábado

YANSAN Eparrei Oyá- vermelha -quarta

EWÁ- Nirró- /vermlho/rajada- quinta

NANÃ Salúba- lilás - sábado

XANGÔ Kabiencilê- vermelho/branco/rajada -quarta

OBÁ Oba shi re- vermelha/marrom - quarta

OXALÁ Epi Epi Babá- branco - sexta

ERÊ Erêmim - todas cores - sexta

ESHU Laroie- vermelha/preta -segunda.

SAIBA MAIS: LEIS QUE NOS GARANTE CULTUAR NOSSA RELIGIÃO E OUTRAS
LINKS


Pequeno dicionário Yorubá

::: A :::
A dúpé - Obrigado(a)
Ààbò - Metade
Àáké - Machado
Aará - Raio
Aará Òrun - Relâmpago
Àbúrò Irmã- Mais Nova
Adé - Coroa
Adie - Galinha
Adití - Surdo
Adúrà - Oração
Aféfé - Vento
Àfin - Palácio
Afóju - Cego
Àga - Cadeira
Àgbàdo - Milho
Agbára - Poder
Agbèdù - Estômago
Àgbon - Coco
Agemo - Camaleão
Àgo Lónan - Com Licença
Àgòtàn - Ovelha
Ahón - Lingua
Àiya - Peito
Àiyé Mundo
Ajá - Cão
Àjapá - Tartaruga
Àjé - Bruxa
Àkàrà Jé - Acarajé
Àkùko - Galo
Alagba - Senhor
Alàyé - Explicação
Àlubósà - Cebola
Apá - Braço
Apeja - Pescador
Apère- Exemplo
Arailé - Parentes
Àríwá - Norte
Àso - Roupa
Axé - Assim Seja
Ata - Pimenta
Atégùn - Brisa
Àwa - Nós
Àwó - Cor
Àwo Ewé - Verde
Àwo Ojú - Òrun Azul
Àwo Pako - Marrom
Àwodi - Gavião
Àwon - Eles(as)
Àya - Esposa


::: B :::
Bàbá - Pai
Bàbá nlá - Vovô
Bàbálórìsà Pai-de-Santo
Balùwè - Banheiro
Béèni - Sim
Berè - Perguntar
Bèré - Começar
Bèru - Medo
Bi - Nascer
Buburú - Maldoso
Buruku - Mau


::: D :::
Dáda - Beleza
Dàgbà - Crescer
Dáhùn - Responder
Dára - Bom
Dé - Chegar
Dìde - Levantar
Dígí - Espelho
Dín - Fritar
Dudu - Preto
Dúpé - Agradecer
Dúro - De Pé


::: E :::
E Káàárò - Bom-Dia
E Káàsán - Boa-Tarde
E Kále - Boa-Noite
Ebi - Fome
Ebí - Família
Èdò - Fígado
Eegun- Osso
Ègbé - Comunidade
Ègbón - Irmão Mais Velho
Ègé- Aipim
Egúngún - Espírito
Ehín - Dente
Èhin - Costas
Eiye - Pássaro
Eiyelé - Pombo
Eja - Peixe
Èjè - Sangue
Èjìká - Ombro
Ejò - Cobra
Èkáná - Unha
Eku - Rato
Èlédà - Criador
Elìkan - Ninguém
Èmi - Eu
Ènia - Ser Humano
Enu - Boca
Epo - Óleo
Epo Pupa - Azeite de Dendê
Eran - Carne
Eranko - Animal
Erè - Lama
Ére - Estátua
Erin - Elefante
Erú - Cinza
Erú -Escravo
Èsin - Religião
Eti - Ouvido
Èwà - Feijão
Ewé - Folha
Ewu - Perigo
Èwúre - Cabra
Eya - Tribo
Eyin - Vós
Eyin - Ovo


::: F :::
Fá - Raspar
Fàdákà- Prata
Fári - Raspar a Cabeça
Fé -Amar
Féran -Gostar
Fìlà - Chapéu
Fó - Quebrar
Fò - Lavar
Fún - Dar
Funfun - Branco


::: G :::
Gbìn - Plantar
Gbó - Ouvir
Gbogbo - Todos
Gé - Cortar
Gé Irun - Cortar o Cabelo
Gibá - Jogar
Gúgúrú - Pipoca
::: I :::
Ìbanújé - Tristeza
Ibéjì - Gêmeos
Ìbere - Origem
Ìbí - Nascimento
Ìbínu- Raiva
Idà - Espada
Ide - Pulceira
Ìdi - Nádega
Ìdódò - Umbigo
Ifá - Adivinhação
Ìfun - Intestino
Igbe - Grito
Ìgbín - Caracol
Ihò - Buraco
Ìjà - Briga
Ìjábà - Acidente
Ìjéta - Anteontem
Iji - Árvore
Ìka - Dedo
Ìkú - Morte
Ilá - Quiabo
Ìlà Òrùn - Leste
Ilé - Casa
Ilè - Terra
Ilé Okú - Cemitério
Ìlú - Cidade
Imú - Nariz
Inón - Fogo
Ìpàdé - Reunião
Ìrépo - Harmonia
Ìresì - Arroz
Irin - Ferro
Iró - Mentira
Irun - Cabelo
Ìsinkú - Enterro
Ìtàn - História
Ìwà - Respeito
Iwájú orí - Testa
Ìwé Ìrohin - Notícia do Jornal
Ìwo - Tu
Ìwo - Chifre
Ìwò Òrùn - Oeste
Ìyá - Mãe
Ìyá nlá - Vovó
Ìyálórìsà - Mãe de Santo
Iyo - Sal
::: J :::
Jáde - Sair
Je - Comer
Jó - Dançar
Jóko - Sentar
Júbà - Respeitar
Juwó - Acenar
::: K :::
Kàwé - Lêr
Kékeré - Pequeno
Kó - Aprender
Kò Tòpé - De Nada
Korin - Cantar
::: L :::
Labalábá - Borboleta
Lála - Sonhar
Lálé - De Noite
Láná- Ontem
Lo - Ir
Lóla - Amanhã
Lóní - Hoje
Lósàn - De Tarde
::: M :::
Malú - Vaca
Malú Ako - Boi
Mò - Conhecer
Mu - Beber
Mú - Pegar
::: N :::
Nà - Bater
Ní - Falar
Ni - Ter
Ni Àárò - De manhã
Nínú - Dentro
Nítorípè - Porque
::: O :::
Oba - Rei
Òbe - Faca
Obinrin - Mulher
Òbo - Vagina
Òbo - Macaco
Òbukó - Bode
Ode - Caçador
Odò - Rio
Odù - Destino
Odún - Ano
Òfurufú - Respirar, Ar, Espaço
Ògá - Chefe
Ògèdè - Banana
Ogun - Guerra
Ògún - Orixá da Guerra e Metais
Ohùn - Voz
Òjìji - Sombra
Òjò - Chuva
Ojó Ajé - Segunda-feira
Ojó Ìségun - Terça-feira
Ojó Rú - Quarta-feira
Ojó Bò - Quinta-feira
Ojó Etí - Sexta-feira
Ojó Àbáméta - Sábado
Ojó Àikú - Domingo
Ojú - Olho
Ojú Òrun - Céu
Okan - Coração
Òkè - Montanha
Oko - Esposo
Okó - Pênis
Òkú - Cadaver
Òkun - Mar
Okunlin - Homem
Òkúta - Pedra
Olódùmarè - Supremo
Olórun - Deus
Olùkó - Professor
Omi - Água
Omi Dúdú - Café
Omo - Filho
Omodé - Criança
Onje - Comida
Onje Àárò - Café da Manhã
Onje Alé - Jantar
Onje Òsán - Almoço
Oòrùn - Sol
Òpè - Palmeira
Òpolo - Sapo
Òrè - Amigo(a)
Orí - Cabeça
Orin - Cantiga
Orúko - Nome
Òrùn - Pescoço
Orúnkún - Joelho
Òsa - Lagoa
Osàn - Laranja
Òsè - Semana
Òsé -Sabão
Òsí - Esquerda
Osó - Bruxo
Osù - Mês
Òsupá - Lua
Otí Bìá - Cerveja
Òtún - Direita
Òun - Ele(a)
Owo - Não
Owó - Dinheiro
Oyin - Mel
::: P :::
Pa - Matar
Pàdé - Encontrar
Pákí - Mandioca
Pamó - Esconder
Paríwò - Barulho
Pè - Chamar
Pépéiye - Pato
Pupa - Vermelho
Púpò - Muito
::: R :::
Rà - Apodrecer
Rárá - Não
Rérìn - Rir
Rí - Ver
Rìn - Andar
Rò - Pensar
Rúbo - Sacrifício
Rúsúrúsú -Amarelo
::: S :::
Sáré - Correr
Sè - Cozinhar
Simi - Descansar
So - Amarrar
Sòrò - Falar
Sùn - Dormir
Sùrú - Paciência
::: T :::
Tò - Urinar
Tóbi - Grande
Tútù - Gelado
::: W :::
Wàrà - Leite
Wè - Banho
Wò - Vestir
Wolé - Entrar
Wúrà - Ouro
::: S :::
Correspondente a Letra "X"

Saju - Antes
Sirè - Diversão




FONTE:PORTAL DO CANDOMBLÉ

Terreiros de candomblé correm risco de ser leiloados na Bahia

Só na região metropolitana de Salvador existem 2,5 mil terreiros de candomblé. Muitos enfrentam o mesmo problema: estão sendo acionados na Justiça para o pagamento de dívidas atrasadas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ainda que a constituição brasileira isente de impostos os templos religiosos.
Um deles é o Terreiro da Casa Branca. Em 1956, a prefeitura reconheceu a utilidade pública do local. Em 1984, a Casa Branca foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Mas agora o terreiro que ganhou parte do terreno da própria prefeitura corre o risco de perder parte desse patrimônio.
A prefeitura de Salvador está cobrando do Terreiro da Casa Branca o IPTU relativo aos anos de 1997 a 2004. A dívida já chega a R$ 800 mil.
“Isso é uma falta de consideração aos terreiros de candomblé, às casas de matrizes afro-descendentes”, declara o zelador do terreiro Aielson Antonio.
A própria prefeitura já emitiu um documento de dispensa de cobrança de IPTU ao terreiro, mas o problema burocrático impede o cancelamento da dívida atual. “Seria necessário que houvesse entre o proprietário e a associação religiosa que desenvolve o culto algum vínculo jurídico que nos desse a segurança para o reconhecimento da imunidade ou da isenção”, afirma o coordenador de tributos da prefeitura, Rafael Carrera.

“O oficial vindo aqui, até o local, verificou que se tratava de um templo de culto, um terreiro de candomblé, e disse que está aguardando uma providência em uma conversa nossa com a procuradoria do município”, conta a advogada do terreiro Elga Lessa.

Outro terreiro também deve dois anos de IPTU. A prefeitura já notificou a mãe de santo Maria da Conceição. “Nossa propriedade fio uma coisa de muito custo para a gente e de muito suor”, diz.

O Ministério Público do Estado vai investigar os motivos da cobrança e, se for o caso, responsabilizar a prefeitura. “É de uma estupidez e uma insensibilidade, no mínimo”, diz o procurador da Justiça Almiro Sena.

Fonte:tudoagora.com.br

LEIS

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Morre aos 85 anos no Rio Xangô da Mangueira

IN MEMORIAM

O compositor Olivério Ferreira, o Xangô da Mangueira, morreu na noite de hoje, aos 85 anos, no Hospital de Irajá, na zona norte da cidade. Ele tinha infecção renal crônica, agravada pelo diabetes e também sofria de mal de Parkinson. Durante o período de internação, Xangô manteve-se lúcido. Com a piora do quadro, foi transferido para o Centro de Tratamento Intensivo, onde morreu. Baluarte da Mangueira, Xangô completaria 86 anos no próximo dia 19.

Nasceu no Rio Comprido e passou a infância em Paracambi, na Baixada Fluminense. Começou a despontar como sambista na Portela, onde foi discípulo de um dos fundadores da escola, Paulo da Portela. Nos anos 40, Xangô foi para a Mangueira, onde atuou como puxador oficial dos sambas-enredo, diretor de harmonia e integrante da ala dos compositores. Xangô deixa cerca de 150 composições. Consagrou-se como o "rei do partido-alto", título que acabou por batizar seu primeiro disco. Gravou vários LPs, mas apenas dois CDs.

O primeiro foi Recordações de um Batuqueiro, de 2005. O segundo, lançado um ano depois, foi um livro-CD, patrocinado pelo Instituto de Resseguros do Brasil e Eletrobrás. Apesar de ser conhecido pelo nome do Orixá e de ter frequentado terreiros de candomblé, o mestre do partido-alto havia se convertido nos últimos anos ao budismo, levado pela mulher, Sônia, com que estava casado havia 23 anos. O corpo de Xangô será velado na Capela C do Cemitério do Caju, a partir das 8 horas. O enterro está previsto para as 16 horas.

Fonte: Agência Estado