VENHA JOGAR BUZIOS

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quarta-feira, 13 de março de 2013

Pai de santo é assassinado a tiros em Feira de Santana

 

Crispim de Jesus Cerqueira, 42, retornava de Santa Bárbara pela BR-116 Norte, quando seu carro foi alvejado pelos criminosos

 
Da RedaçãoAtualizado às 12h57 do dia 13 de março

Um pai de santo foi assassinado na manhã desta terça-feira (12) na BR-116 Norte, perto da entrada do distrito de Tiquaruçu, em frente ao posto São Cristóvão, em Feira de Santana, a 107 km de Salvador.

De acordo com a delegada Ana Cristina Santos, da Delegacia de Homicídios, o crime aconteceu por volta das 10h, quando Crispim de Jesus Cerqueira, 42, retornava de Santa Bárbara na companhia de um amigo, Aldair Martins Cerqueira, que dirigia o automóvel.

Eles foram abordados por dois homens de capacete em uma motocicleta Honda preta, que começaram a disparar contra o veículo. Segundo a TV Bahia, os criminosos esperaram que o carro desacelerasse para passar sobre um quebra-molas para interceptá-los.

Por causa dos disparos, Aldair perdeu o controle do veículo e colidiu contra o muro de uma casa. Os bandidos fugiram. Crispim foi atingido nas costas, na cabeça e no abdôme e morreu no local.

Ainda não há detalhes sobre a motivação do atentado e nem a identidade dos responsáveis. A delegacia também desconhece o terreiro de Candomblé em que Crispim atuava como pai de santo.
 
fonte. Correio 24 horas da Bahia

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Possivel orisá que ira reger 2013

 
O ano ainda nem acabou e já está conturbado!

O ano de 2013 será regido por Iemanjá Ogunté.
 

Ogunté quer dizer aquela que contém Ogum, é aquela que luta ao lado dele. Guerreira!

Mãe da vida, e considerada como mãe de todos os orixás.
É a dona das águas e representa o mar, fonte fundamental da vida.
Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras
sendo seu habitat as pedras ou arrecifes dos mares e rios, próximos de praia.
É considerada a quarta manifestação dessa divindade.
Apresenta-se jovem e muito guerreira , ardilosa e ambiciosa.
É uma guerreira terrível que carrega, preso à cintura,
um facão e outras armas de ferro confeccionadas por
Ogum Alagbedé, seu marido.
Dizem que é rancorosa, severa e violenta,
que não aceita pato em seus sacrifícios e adora carneiro.
É indomável, mas justiceira. E de caráter violento, muito severa e não perdoa.
Vive com Ogum em campanhas de guerra e seu filho Ogunjá.
 
Seu nome completo é “Yemanjá Ogunte Ogunmasomi” e, entre os orixás é conhecida como Akadume.
Seu nome não deve ser pronunciado por quem tenha ela assentada,
sem antes tocar a terra com os dedos e leva-los aos lábios.
Também chamada de “Iemanjá Okuté ou Okuti”
Lá do azul celeste, esta nos arrecifes da costa.
“Porteira de Olokun”.
O mesmo se acha no mar, no rio, no lago, e no mato.
“Esta Iemanjá trabalha muito”
Vive dentro no mato virgem.
É feiticeira, Expert em preparar afoxé.
(pós-mágicos, que se preparam com seivas de animais, pós-mágicos para o bem e para o mal).
Gosta de bailar com um maja enroscado nos braços.
 
2013, será um ano de muitas batalhas...Ogum, Iansã e Oxaguiã, que também são guerreiros,
virão acompanhar Iemanjá nesta grande missão...
 
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FESTA DE PAI OXOSSI



                                        video de fotos do salão preparado para o xirê de Pai Oxossi
Como chegar lá:


RUA ALOÍSIO ARAGÃO VILAR - 370 BAIRRO TREVO EM BH/MG







terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

RJ: Preso falso “pai de santo” que fazia terror espiritual

Um estelionatário usou uma arma poderosa para, durante cinco dias, extorquir dinheiro de uma professora de 38 anos: a crença religiosa. Anderson da Silva Oliveira, de 33 anos, que se passava por pai de santo, obrigou a vítima a fazer saques e compras e a manter relações sexuais com ele. Se as exigências não fossem atendidas, uma entidade espiritual iria matá-la. A professora, que ficou hospedada com o estelionatário em hotéis do Rio, de Cabo Frio e Búzios, teve um prejuízo de mais de R$ 75 mil. A farsa foi descoberta ao meio-dia de quarta-feira, quando a vítima fazia um saque de mais de R$ 30 mil numa agência bancária. Enquanto Anderson contava o dinheiro, a professora escreveu um bilhete pedindo socorro e entregou ao gerente do banco. Quando a PM chegou ao local, o estelionatário tentou fugir, mas foi preso e conduzido à 127ª DP (Búzios), onde foi indiciado por extorsão qualificada, por restrição de liberdade e estupro. Ele usava um relógio e um anel de ouro, comprados pela vítima. No carro dela a PM encontrou uma TV de 32 polegadas, um aparelho de som e roupas de grife. — A vítima é uma pessoa culta, mas se deixou levar pela crença religiosa. O estelionatário usava uma espécie de terror espiritual — explicou o delegado Mário Lamblet. A vítima, que mora em São Gonçalo, conheceu o estelionatário num site de relacionamentos. Os dois se encontraram num shopping em Niterói e, de lá, seguiram para um motel, onde Anderson convenceu a professora a ir para Búzios. Quando a vítima começou a perceber que estava sendo extorquida, foi ameaçada pelo falso pai de santo, que dizia que uma entidade iria matá-la se ela desobedecesse. Depois da sua prisão, duas supostas vítimas procuraram a polícia, dizendo conhecer o estelionatário, que mora em Jacarepaguá, com a mulher e um filho de 6 anos.
fonte: http://www.revistaxire.com.br/web/?p=2865

Portela vai tocar em ritmo de candomblé

Nem só de samba será feito o carnaval da Portela. Homenageando a Bahia e suas populares festas no desfile desse ano, com o enredo “E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”, a escola de Paulinho da Viola, Monarco e outros bambas entrará na avenida com um ritmo a mais para embalar seus componentes. Além das tradicionais batucadas de samba, o candomblé vai dar o tom de uma das “paradinhas” que os 300 ritmistas da azul e branco apresentarão na Marquês de Sapucaí, a fim de encantar público e jurados.A ideia de inserir a batida predominante nos terreiros de candomblé baianos foi de mestre Nilo Sérgio, principal diretor da bateria portelense, que desde os oito anos de idade respira as crenças e as músicas características da religião afro-brasileira.- Sou de família baiana e, quando soube que o enredo seria sobre a Bahia, logo pensei em incluir bossas do candomblé, por ser uma religião muito cultuada pelo povo de lá e também por proporcionar uma batida diferente. Como a letra do samba permitia essa mistura de ritmos, vamos brincar com a melodia e dar uma pegada mais cubana ao desfile – explica.
fonte: http://www.revistaxire.com.br/web/?p=2882

domingo, 18 de dezembro de 2011

Energias do Candomblé

Energias do CandombléDa mesma forma que os astrólogos acreditam numa maior compreensão e compaixão entre as pessoas (devido à entrada de Netuno em Peixes em fevereiro), os sacerdotes do candomblé também veem a humanidade mais benevolente a partir de 2012. "Viveremos a reestruturação da vida da moral. Será um ano de benevolência em todos os sentidos", afirma o pai de santo Marcelo Guimarães, do terreiro Ilê Axé d´Ogunté, em Belo Horizonte.Assim como outras correntes místicas, o candomblé também entende 2012 como o fim de ciclo energético. Devido a esse encerramento, viveremos uma espécie de balanço sobre atos que cometemos ou foram cometidos contra nós. O pai de santo Marcelo Guimarães ressalta que apesar do caráter punitivo, a marca de 2012 é ser um ano de vitórias sobre as injustiças que ocorreram na última década. "Fechou-se um ciclo, que resultará no renascimento. É o alvorecer de um novo tempo. Vamos colher em 2012 todas as coisas boas ou ruins que plantamos nos anos anteriores", explica.OrixásAinda de acordo com ele, o ano será regido pelos orixás Oxaguian (Oxalá jovem e guerreiro) e por Oxum, que reina sobre a água doce dos rios, a beleza, a riqueza e a diplomacia. Devido às energias desses dois orixás, podemos esperar para 2012 a rees-truturação da família e da vida financeira. "As dívidas atrasadas serão pagas em 2012", garante.Em relação à saúde, o pai de santo considera 2012 como um ano de cura, mas alerta sobre os principais problemas de saúde a que as pessoas estarão vulneráveis. "Homens devem ficar atentos com problemas relativos à pressão arterial. Já as mulheres estarão mais propensas a doenças nos rins, pulmão e aparelho reprodutor", afirma.
fonte: jornal pampulha.
Por: ERICKSON ARANDA
foto: site de busca

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Josefa Lira da Gama (1919-2011) - Pioneira do candomblé em SP

ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Havia um preconceito muito forte contra o candomblé em São Paulo quando Josefa Lira da Gama, a Mãe Zefinha de Oxum, chegou à capital paulista, na década de 50.

Nascida em Maceió, nas Alagoas, ela se iniciou no Sítio de Pai Adão, um dos terreiros mais antigos de Recife (PE), como filha de santo de Mãe das Dores e Pai Romão.

Em busca de uma vida melhor, veio com o marido, o pintor de carros Cícero, a SP.

Não praticou o candomblé logo de cara. Na época, havia campo apenas para a umbanda, mais conhecida pela classe média e de maior aceitação no Sudeste por se aproximar do espiritismo kardecista e não ter sacrifícios de animais nem som de atabaques. Josefa abriu, então, um terreiro de umbanda. À medida que o candomblé (que só cultua entidades de origem africana) foi ficando mais conhecido, graças à difusão que a música popular fez da religião, voltou às suas origens.

Seu terreiro fica no Jardim Campo de Fora, em Santo Amaro, zona sul da capital. O professor de antropologia da USP Vagner Gonçalves da Silva, que a conhecia desde 1986, quando iniciou pesquisas sobre os terreiros da cidade, conta que Mãe Zefinha foi uma das primeiras a trazer o xangô de Pernambuco (correspondente do candomblé da Bahia) à capital.

Segundo o professor, ela era uma mulher sorridente, receptiva e muito amável. Geralda, filha de santo, diz que Josefa entrou em depressão após a morte dos irmãos.

Morreu na madrugada do domingo, aos 92, de falência de órgãos. Teve uma filha biológica e mais de cem filhos de santo, como conta Geralda.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/999281-josefa-lira-da-gama-1919-2011---pioneira-do-candomble-em-sp.shtml

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MPs pedem indenização a empresário que destruiu terreiro sagrado de candomblé para construir condomínio de luxo

Aliny Gama
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

O empresário e advogado Ademir Oliveira dos Passos está sendo processado em uma ação civil conjunta do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual da Bahia por ofensa à liberdade religiosa e destruição de patrimônio histórico. Passos é acusado de invadir e destruir 14 hectares de área verde, aterrar uma lagoa e o barracão da Roça de Cima –pertencente ao terreiro de candomblé da Roça do Ventura–, para construção de um condomínio de luxo, localizado no município de Cachoeira (110 km de Salvador).

Segundo a ação, o empresário pretende construir um condomínio-clube com 110 casas na área e se negou a paralisar a construção mesmo após o embargo da obra, determinado pela Justiça. O pedido para suspensão das obras foi feito por conta do processo de tombamento do local, feito pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Se condenado, o empresário deverá reconstruir o barracão, pagar a indenização de mil salários mínimos (R$ 545 mil) à comunidade da Roça do Ventura, além do valor de R$ 455 mil por dano moral coletivo, totalizando R$ 1 milhão. Segundo a ação, houve violação da dignidade da pessoa humana e ao patrimônio religioso, material e imaterial. O local é considerado sagrado por ser o primeiro templo do candomblé da nação “Jeje Mahin”, fundado em 1858.

Na ação, o MPF e o MPE destacaram que o empresário ordenou que funcionários da construção usassem um trator para derrubar árvores centenárias consideradas sagradas, além de aterrar a lagoa de Nanã e destruir louças do século passado, que estavam nos assentamentos dos voduns (imagem de um orixá africano que representa um guerreiro defensor do terreiro). Os órgãos fundamentaram a ação pela “imperiosa necessidade de assegurar a proteção constitucional à liberdade de consciência e de crença”.

A comunidade da Roça destacou que foram derrubadas árvores das espécies jaqueira, sucupira, ubaúba, mangueira, olicuri e são gonçalinho. Tanto a lagoa quanto as árvores foram consagradas aos orixás do candomblé. A Roça do Ventura era o local onde os adeptos mais antigos do candomblé realizavam os rituais africanos.

O valor histórico e etnográfico do terreiro foi destacado em 2008, com o início do processo de tombamento no Iphan. O registro pretende garantir a liberdade e as práticas religiosas ancestrais da Roça. O tombamento abrange um conjunto de imóveis e área do sitio, como a cozinha sagrada, o salão dos rituais, as Casas de Hospedagem do Oiá (que possui um altar), dos Pejis (local das cerimônias), a Casa dos Antepassados, além da área onde estão localizadas 12 árvores consideradas sagradas pelo candomblé e o riacho Caquende.

A Roça do Ventura está localizada na fazenda Altamira –que pertence ao empresário Ademir Oliveira dos Passos–, mas deveria ter sido preservada até um posicionamento do Iphan. Para executar a obra, o empresário teria de pedir autorização do instituto.

Depois da intervenção na área, o Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) realizou um laudo sobre os impactos na área e classificou as obras como uma “violação ao direito assegurado pela carta magna de liberdade de crença e proteção aos locais de culto.”

Outro lado

O UOL Notícias entrou em contato durante 15 dias com o escritório de advocacia de Ademir Passos, mas foi informado diversas vezes que o empresário não estava. A reportagem ligou ainda para o telefone celular de Passos, mas ele não atendeu às ligações nem retornou aos recados deixados na caixa postal.

A reportagem também tentou contato com representantes do terreiro, mas ninguém foi encontrado.

fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/10/25/mps-pedem-indenizacao-a-empresario-que-destruiu-terreiro-sagrado-de-candomble-para-construir-condominio-de-luxo.jhtm

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

OLUBAJÉ NA CASA SÃO MIGUEL ARCANJO

Nó ultimo dia 10 de setembro, foi realizado no Ilê Asé São Miguel Arcanjo,no bairro Trevo em Belo Horizonte, a Festa do Grande orisá Obaluaiê. Casa está que é da nação Keto, que tem como matriarca a Iyalorixá Débora d'Osun.

O Pai de Santo Paulo d' Oxossi agradece a todos os irmãos de fé que compareceram a Festa e a saída de dois de seus filhos que cumpriram o odu Ijé : Carlos de Obaluaiê e "Aie" de Oyá.
Queremos aqui deixar nossos agradecimentos a todos que vieram de Miguel Couto da cidade do Rio de Janeiro, participar dessa celebração. Bem como ,o Babarolixá Erisvaldo de Ogun (Babá Mejeuí) e a Iyalorixá Débora de Iemanjá, que trouxessam consigo a amizade que ambos tem com nossa casa. Como a todos os demais amigos que compareceram para louvar ao senhor da Terra.
Adupé!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pai de santo condenado por homicídio em ritual de magia negra é preso 22 anos após o crime

Rafhael Borges
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia

O pai de santo Willian Domingos da Silva, condenado por matar um menino de quatro anos durante um ritual de magia negra, foi preso 22 anos depois de cometer o crime. Ele foi acusado pelo Ministério Publico de sacrificar Michel Mendes em abril de 1989, no Setor Rio Formoso, em Goiânia (GO).

O inquérito ficou parado desde o fato até 1998, quando foram retomadas as investigações. Silva foi julgado pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia e condenado, em janeiro de 2009, a 19 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado: crime cometido por motivo torpe, com uso de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Logo depois da condenação, começaram os recursos. O último pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) foi negado, e agora o réu terá de cumprir a pena. Willian ainda acredita que não deveria ter sido condenado, pois as motivações do crime foram além das vontades dele, que teria sido guiado por entidades superiores.

O pai de santo ficou em liberdade e na direção do terreiro de candomblé onde ocorreu o fato, que permaneceu aberto durante todos estes anos. Segundo ele, o que resta agora é cumprir a pena. “Já que fui condenado, vou cumprir o que foi determinado”, afirmou.

O crime

Na denúncia do Ministério Público, consta que a criança foi morta em um ritual no terreiro de candomblé Axé Ilê Oxalufá. Laudos cadavéricos e o depoimento de uma testemunha que já morreu incriminaram Silva.

A esteticista Elsa Soares da Silva, que teria sido a mandante do crime, foi condenada a 18 anos de prisão. Contra ela, pesou o fato de terem sido encontrados em sua residência objetos iguais aos usados durante o ritual. O processo foi desmembrado antes do julgamento, para não haver conflito na defesa dos dois. Elsa mora no exterior, e aguarda em liberdade o resultado dos recursos.

Segundo o MP, Elsa estaria decepcionada com sua vida amorosa, por isso teria recorrido ao pai de santo para que um ex-namorado tivesse problemas com o novo relacionamento.

Wilian teria recorrido à magia negra e pedido à esteticista que lhe entregasse um menino. Elsa teria apontado Michel, que na época morava com uma tia, vizinha da esteticista.

O garoto então foi sacrificado em um ritual de magia negra coordenado por Willian com o objetivo de resolver os problemas amorosos dela. Raptado, o menino foi amordaçado e passou, entre outras crueldades, por espancamento, retirada de três dentes, amputação de todos os dedos das mãos para, ao final, ser decapitado.

O corpo foi encontrado 13 dias depois, no dia 8 de abril de 1989, pela polícia, enterrado em uma cova rasa próxima ao terreiro de candomblé. A defesa dos réus tentou alegar que o Ministério Público não teria apresentado provas contra o pai de santo e a esteticista.

Para o promotor do caso, Milton Marcolino, a sentença foi justa. "A Justiça atendeu a todos os pedidos feitos pelo MP". Os outros acusados de participação no crime, Alexandre dos Santos Silva Neto e a faxineira Eva dos Santos Marinho morreram antes de serem julgados.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Artigo de Mãe Stella de Oxóssi: 25 de maio: bênção, Mamãe África

Maria Stella de Azevedo Santos*
Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá
opo@gmail.com

Ainda de pouco conhecimento da sociedade é o fato de hoje, 25 de maio, se comemorar o Dia da África. Data escolhida porque em 1963 a Organização de Unidade Africana, hoje com o nome de União Africana, foi fundada com o objetivo de ser, internacionalmente, a voz dos africanos. Hoje, o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá está recebendo uma média de cinquenta professores da rede municipal, juntamente com o seu secretário, para conosco comemorar este dia, que se constitui em uma tentativa de que os olhos e os corações do mundo se preocupem e se ocupem de cuidar do povo desse continente, mas também de aprender e apreender sua sabedoria, que, como neta de africana e iniciada em uma religião que tem em África sua matriz, foi a mim transmitida. Oportunidade que tudo faço para não desperdiçar.


Muitas sementes da sabedoria dos africanos, em mim plantadas, ainda não encontraram terreno fértil para germinar, mas não desisto e, por isso, cuido desse terreno em todo momento. Outras há, no entanto, que cresceram e até deram frutos. Foi assim refletindo que resolvi homenagear o berço da humanidade – a África -, aproveitando este precioso espaço de comunicação que a mim foi concedido para, humildemente, tentar espalhar essas sementes, na esperança que elas caiam em terrenos férteis.


Foi através da tradição oral, chamada na língua yorubá de ipitan, que entrei em contato com a maravilhosa arte de viver do africano, que tem na alegria um de seus fundamentos. Entretanto, nós brasileiros, que temos nesse povo uma de nossas descendências, não devemos correr o risco de sermos megalomaníacos e considerar a filosofia africana a melhor. Todo povo possui sua sabedoria, mas a Sabedoria, assim como Deus, é uma só. A mesma base, os mesmo fundamentos, apenas transmitidos de acordo com a cultura e o lugar de viver correspondente. Se foi através da tradição oral que aprendi, é agora na escrita, iwe-kikó, que encontro condições favoráveis para transmitir, a um maior número de pessoas, os ensinamentos absorvidos e os quais ainda pretendo assimilar, de maneira profunda.
Conheçamos, então, um pouco do muito que possui a filosofia do povo africano:


- É na alegria e na generosidade que se encontra a força que se precisa para enfrentar os obstáculos da vida: “Lé tutu lé tutu bó wá” = “Sigamos em frente alegremente, sigamos em frente iluminados, dividindo o alimento adquirido”.

- A palavra tem o poder de materializar o que existe em potencial no universo, por isso os africanos falam muito e alto, quando precisam canalizar sua energia em direção ao que é essencial, mas silenciam nas horas necessárias. Um orin faz entoar: “Tè rolè... Mã dé tè rolè. Báde tè role” = “Eu venero através do silêncio... Eu pretendo cobrir meus olhos e calar-me. Ser conveniente, respeitando através do silêncio”.

- Nosso maior inimigo (como também nosso maior amigo) somo nós mesmos: “Dáààbòbò mi ti arami” = “Proteja-me de mim mesma”.

- O cuidado com o julgamento do outro e também com o instinto de peversidade: “Bí o ba ri o s'ikà bi o ba esè ta ìká wà di méjì” = “Se vir o corpo de um perverso e chutá-lo, serão dois os perversos”.

- O respeito às diferenças: “Iká kò dógbà” = “Os dedos não são iguais”.

- A necessidade de um permanente contato com a Essência Divina que cada um possui: “Eti èmí óré dé ìyàn. Àroyé èmí óré dé ìyà” = “Na dificuldade de decisão e no debate, a Essência Divina amplia a visão para argumentar”.

Como se vê, o corpo da tradição oral africana, que é composto de itan – mito; oriki – parte do mito que é recitada em forma de louvação e vocação; orin – cântico de louvação; adurá – reza; ówe – provérbio serve para nos disciplinar. Entretanto, nenhuma sabedoria tem mais valor do que a filosofia do ìwà, palavra que pode ser traduzida como conduta, natureza, enfim, caráter. Devemos estar atentos aos nossos comportamentos. Pois, como falam os africanos após enterrar um amigo, “ó kù ó, ó kù ó ìwà ré”, querendo dizer, “não podemos lhe acompanhar no resto de sua viagem, agora só fica você e seus comportamentos”.

fonte:* Artigo publicado na editoria Opinião do Jornal A Tarde, no dia 25/05/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

MORRE ABDIAS NASCIMENTO

O ativista do movimento negro Abdias Nascimento morreu na noite de segunda-feira (23). A informação foi confirmada pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) na tarde desta terça-feira (24).

Segundo Ivanir Santos, do conselho estratégico do Ceap, Abdias, de 97 anos, estava internado no Hospital dos Servidores, no Centro do Rio, há dois meses e sofria de diabetes.

De acordo com nota enviada pelo hospital, ele teve uma insuficiênica cardíaca na unidade. Ainda segundo o hospital, ele estava internado por complicações cardíacas desde o dia 15 de abril.



Ativista desde a década de 1930, Abdias fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944 e criou o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) em 1981 para continuar sua luta pelos direitos do povo negro, sobretudo nas áreas da educação e da cultura.


Abdias também foi deputado federal, senador e secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro, de 1991 a 1994.

Segundo o site do Ceap, o corpo de Abdias será velado na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, no Centro, a partir das 18h de quinta-feira (26). Ele será cremado na sexta-feira (27) na Santa Casa de Misericórdia, no Cajú, na Zona Portuária.

O Ceap divulgou uma nota no fim da tarde. Veja a íntegra:


"O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) manifesta seu profundo pesar pela morte do líder e companheiro Abdias do Nascimento, ocorrida ontem, 23 de maio, às 22:50h. Foi Abdias, para o Movimento Negro, uma lição de coragem, retidão caráter e perseverança em sua luta sem fronteiras de combate ao racismo e pela cultura afro-brasilera."

O governador Sérgio Cabral lamentou a morte do ativista. Leia nota na íntegra:

"Abdias Nascimento foi um grande homem e pioneiro na luta pelos direitos dos negros no Estado do Rio de Janeiro, servindo de exemplo para todo o país. Foi, durante toda a sua brilhante trajetória de vida, um ativista incansável. É incontestável que Abdias Nascimento tenha exercido papel fundamental na garantia dos direitos à população negra. A sua morte é uma perda para toda a sociedade, mas o seu exemplo e as suas conquistas serão para sempre reconhecidos".





fonte. G1 Globo.com.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CASAMENTO

CURIOSIDADE


Casamento no candomble com efeito civil, realizado em Dias - Davila Bahia - Brasil no Ile Ase Ala Kirij, celebrado pelo Babalorixa Lenilson Ribeiro do Ile Ase Omi Nike

FONTE: YOUTUBE.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Documentário "ILÊ AIYÊ"

Ilê Aiyê (Casa da Vida) (1989) e de tirar o fôlego Documentário impressionista David Byrne não Candomblé, o Culto do Espírito brasileiro da Região da Bahia. Este "docu-poema" evita todas as técnicas tradicionais e documentário evoca o clima da bela religião expressiva do candomblé: sua vida afirmando rituais, ritmos, músicas, vestimentas e cultura inteira. Este "documento poema" TODAS Evita como Técnicas Tradicionais e Documentário Evoca o clima da Bela Religião expressiva do candomblé: SUA Vida afirmando rituais, ritmos, cultura Inteira Músicas, e vestimentas. .

Originalmente transmissão para o show PBS vivo de fora do centro, Ilê Aiyê, que traduz a Casa da Vida, recebeu elogios da crítica: The Wall Street Journal o chamou de "Uma das melhores coisas que você vê na televisão este ano" e também levou o escritor Luc Sante para escrever um recurso em revista Interview - incluído no encarte do DVD. Originalmente Transmissão par o show PBS vivo de fóruns do centro, Ilê Aiyê, traduz Que a Casa da Vida, recebeu elogios da Crítica: The Wall Street Journal o Chamou de "Uma das Melhores Coisas Que VOCÊ NA Vê Televisão Este Ano" Levou also e O Escritor n º Luc Sante escrever hum recurso in revista Interview - não incluido encarte do DVD. .

Um complemento visual para compilações Byrne BRASIL CLASSICS das quais a primeira, BELEZA TROPICAL havia sido libertado recentemente, o Ilê Aiyê foi ao ar poucos meses antes do lançamento do álbum Byrne primeiro trabalho solo, Rei Momo. Um par Complemento visual das compilações Byrne BRASIL CLASSICS cais Quais d'Orsay uma Primeira, BELEZA TROPICAL havia Sido libertado recentemente, o Ilê Aiyê FOI AO AR poucos pingos que Meses Lançamento do álbum solo de David Byrne Primeiro Trabalho, Rei Momo. (A trilha sonora do Ilê Aiyê tem a música que iria transformar-se na sua forma final na estréia.) O DVD inclui comentários reveladora e incisiva por Byrne si mesmo e um livreto com o ensaio Sante e fotos por Phyllis Galembo. (A trilha sonora do Ilê Aiyê TEM uma música Que Iria Transformar-SE NA SUA forma estréia nd final.) O DVD Incluí COMENTÁRIOS reveladora e incisiva Por Byrne SI MESMO e com o livreto hum Ensaio Sante e fotos Por Phyllis Galembo. .

A religião dos iorubás da África Ocidental, o candomblé foi trazido para o Novo Mundo durante as operações de escravos do século 16. A Religião dos iorubás da África Ocidental, o candomblé trazido FOI n º Durante o Novo Mundo como OPERAÇÕES de Escravos do Século 16. Embora proibido de praticar sua religião nativa pelos colonos, os iorubás foram capazes de esconder os seus rituais com ícones católicos, e, assim, preservar suas práticas. Embora proibido de praticar SUA Religião Nativa Pelos colonos, OS capazes de iorubás FORAM OS SEUS esconder Ícones com rituais católicos, e, ASSIM, Práticas Preservar SUAS. .

Ilê Aiyê explora as formas em que o candomblé, religião afro-brasileira, tem influenciado a vida cotidiana ea cultura do povo do Brasil. explora como Ilê Aiyê Formas in candomblé O Que, Religião afro-brasileira, dez Influenciado a Vida cotidiana eA cultura do povo do Brasil. Parte filme de arte, parte documentário Ilê Aiyê utiliza técnicas experimentais e apresenta imagens de um estado de transe no qual os praticantes do Candomblé evocar os Orixás, divindades que servem como intermediários entre os mortais e as forças supremas da natureza. Parte filme de arte, Parte Documentário Ilê Aiyê utiliza Técnicas experimentais e hum Apresenta Imagens de Estado de transe nenhum SO qua praticantes do Candomblé OS evocar Orixás, divindades servem Que Como Intermediários Entre OS e mortais como Forças da Natureza supremas. Ilê Aiyê mostra a manifestação simbólica dos Orixás na vida diária - na dança, comida, roupa e música e justapõe imagens do culto e os rituais do candomblé, com elementos da vida brasileira não directamente ligados à religião. Ilê Aiyê Mostra uma Manifestação simbólica dos Orixás nd Vida Diaria - Roupa nd dança, comida, música e Imagens e justapõe fazer rituais OS e Culto do candomblé, com Elementos da Vida brasileira nao directamente Ligados à Religião. .

Os ritmos dos tambores e sinos sagrados, uma dança de êxtase espiritual, oferecendo e sacrifícios, adivinhações e da visitação dos Orixás, através do transe, fazem parte da cor e da vida do candomblé. Os ritmos dos tambores e dos Sinos Sagrados, Uma dança de Êxtase Espiritual, oferecendo sacrifícios e, adivinhações e dos Orixás da Visitação, atraves do transe, da cor Fazem Parte da Vida e do candomblé. Se o candomblé pode ser considerado um tipo de análise espiritual interior para que se possa cantar e dançar, onde um lugar entre as forças da natureza são aceitas, então pode haver algo ainda para o mundo "moderno" de aprender com os "deuses." Se o candomblé PoDE hum serviços considerado Tipo de Análise interior Espiritual Para quê SE POSSA Dançar e cantar, Entre Lugar Onde eh como Forças da Natureza São aceitas, entao PoDE Haver Algo Ainda para o Mundo "moderno" de SO COM Aprender "deuses." .

Os ritmos ea música do povo iorubá ter influenciado toda a música popular como a conhecemos hoje. Os ritmos eA música do povo iorubá ter Influenciado Toda uma música Como um popular Hoje conhecemos. A música do Ilê Aiyê é parcialmente música ritual registrado durante a filmagem das danças cerimoniais, bem como canções populares influenciados pela Candomblé e as personalidades dos Orixás e música trilha sonora original de David Byrne ligando imagens e seções. A música do Ilê Aiyê e música ritual parcialmente Registrado Durante um Filmagem das danças cerimoniais, Bem Como Canções Populares Pela influenciados e Candomblé como personalidades dos Orixás e música trilha sonora original de David Byrne Imagens ligando e seções. Esta "trilha sonora" músicas foneticamente está entre as gravações de campo da música as raízes do candomblé e da música pop brasileira e foi gravada por David Byrne e feito com músicos brasileiros da Bahia e Nova York. This "trilha sonora" Músicas foneticamente como estabele Entre Gravações da Música de campo como raízes do candomblé e da música pop brasileira e LDI gravada Por David Byrne e com Músicos Brasileiros Feito da Bahia e Nova York. .

Conhecida como a força por trás do Talking Heads e posteriormente como criador da conceituados gravadora Luaka Bop, de David Byrne também trabalha como fotógrafo, cineasta, escritor e artista solo, ele tem vindo a publicar e exibir a arte visual por mais de uma década. Conhecida Como uma Força Por Trás do Talking Heads e posteriormente Como criador da conceituados Gravadora Luaka Bop, de David Byrne also trabalha Como Fotógrafo, cineasta, artista solo e Escritor, dez elementos Vindo um Publicar Exibir autor e uma arte visual Por Mais de UMA Década. Trabalhos recentes incluem a libertação de EEEI-Prevendo EMOCIONAL EPISTEMOLÓGICO INFORMAÇÕES (Editora Steidl & Pace / Galeria de McGill), os EUA lideram NÃO EM TENTAÇÃO trilha sonora do filme Young Adam, e os Talking Heads caixa set. Trabalhos RECENTES incluem uma Libertação de EEEI Prevendo-emocional epistemológico INFORMAÇÕES (Editora Steidl & Pace / Galeria de McGill), OS EUA lideram NAO EM trilha sonora do filme Tentação Young Adam, OS e Talking Heads Caixa set. Seu último disco, cultivado TRÁS, foi lançado em Março de 2004 pela Nonesuch Records. Seu disco último, TRÁS cultivado, FOI lançado in Marco de 2004 Pela Nonesuch Records. .

DVD Características Características de DVD
Diretor comentário de David Byrne, o livro de luxo, com ensaio de Luc Sante e fotos por Phyllis Galembo. Diretor Comentário de David Byrne, o Livro de luxo, com Ensaio de Luc Sante e fotos Por Phyllis Galembo. .

Fonte: new video.
foto: site new video

terça-feira, 8 de março de 2011

PARABÉNS A TODAS AS IABÁS E A TODAS AS MULHERES NESTE DIA 8 DE MARÇO!!

UMA HOMENAGEM PARA AS NOSSAS QUERIDAS MULHERES, POSTEI UMA MATÉRIA DE UMA GRANDE IYALORISÁ,MULHER E PESQUISADORA: VALDINA PINTO.


No candomblé desde o tempo em que todos se respeitavam

Por: Valdina Pinto , em 27/06/2010, às 17:53 O currículo de Valdina Pinto explica por que esta baiana de 66 anos é referência para as comunidades negras de Salvador. Educadora do bloco afro Ilê Aiyê, ela é reconhecida como mestra nos ambientes intelectuais nacionais e internacionais pela articulação entre a prática e a teoria da sabedoria bantu e membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia e do Fórum Cultural Mundial.

Em sua estreia no blog, a makota do Terreiro Tanuri Junsara, da nação de Angola - que costuma dizer que não quer ser tolerada, mas respeitada em sua crença - fala sobre os ataques ao candomblé e afirma que, por trás deles, haveria preconceito racial, questões políticas e econômicas. Confira a seguir:
Entrevista:

Há quanto tempo a senhora faz parte do candomblé?
Eu estou com 66 anos e entrei para o candomblé mesmo em 1975, mas desde minha infância que eu vivo às voltas com o candomblé, porque a minha mãe era do candomblé e eu cresci nesse ambiente. Aqui no bairro onde nasci e vivo até hoje naquele tempo havia muitos terreiros, das mais variadas nações. Depois que chegaram as outras igrejas: católica, adventista, batista, testemunha de Jeová. Mas não tinha essa falta de respeito que a gente vê hoje, as pessoas se respeitavam. A sociedade brasileira ainda é muito preconceituosa, discrimina muito e acho também que isso é uma manifestação racista. Embora a nossa religião não seja só de negros, a crença vem de uma tradição negra.

Quando essa intolerância começa a ficar evidente?
Eu posso dizer que na década de 70, com o crescimento das religiões cristãs neo-pentecostais. A partir dessa época é que começam os ataques aos seguidores do candomblé.

E como é que os seguidores têm lutado contra esses ataques?
A gente tem procurado fazer manifestações, como caminhadas e campanhas, e buscar os direitos junto aos órgãos competentes, ao Ministério Público, para que o nosso direito de crença seja assegurado.

Seria uma minoria?
Eu não diria uma minoria não. Porque esses grupos têm crescido muito ultimamente, e muitas vezes eu fico sem saber até que ponto eles fazem esses ataques em nome mesmo da fé. Observo que por trás há uma questão política e econômica. Até do comércio do acará, chamado de acarajé, que sempre foi um comércio do povo do candomblé, ultimamente se apropriaram. Estão vendendo acarajé e dizendo que é bolinho de Jesus.


Fonte: Extra on line.
Foto: site de busca.



entrevista que foi concedida a Ubiratan Castro de Araújo na revista Palmares. Vale a pena ler!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fiéis levam oferendas a Iemanjá em cortejo até a Praça Quinze

"Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar, eu quero ser o primeiro a saudar Iemanjá". Nesta quarta-feira, centenas de devotos da Rainha do Mar seguiram os versos do mestre Dorival Caymmi e correram à Praça Quinze para lançar suas oferendas ao mar, na Baía de Guanabara.



Vestidos de branco, fiéis seguiram dois cortejos pelas ruas do Centro. A Associação Cultural Recreativa Afoxé Filhos de Gandhy realizou a 45 entrega do Presente de Iemanjá, em um passeio marítimo de barca pela Baía de Guanabara.

Já o afoxé Estrela D’Oyá, organizado por Mãe Atanizia d’Oyá, transformou o trajeto entre a Lapa e a Praça Quinze em uma grande celebração afro. Flores, frutas e pedidos escritos em papel foram lançados ao mar em grandes balaios, como na tradição africana.

O cortejo já acontece há 14 anos. A celebração anual foi uma promessa de Mãe Atanízia para salvar a vida do filho. Nascido no dia de Iemanjá, ele sofreu convulsões com apenas uma semana de vida. Ela prometeu que, se ele se salvasse e se tornasse um "homem de bem", passaria a entregar presentes a Iemanjá todo ano no dia do aniversário.

— Agora, não conseguimos mais vê-lo no dia de seu aniversário. Estamos sempre envolvidas com a procissão. E depois tem peixada e música — conta a organizadora Adriana Bispo, de 25 anos, filha de Mãe Atanízia.

O calendário de homenagens continuará domingo. Às 15h, será realizada uma cerimônia na Praia da Bica, na Ilha do Governador.

— A comunidade afro precisa se unir. Essas cerimônias só elevam a religião — defende Pai Nando de Obaluayê.

Fonte e fotos: : Extra Rio.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Líder religioso cubano é morto na Zona Sul do Rio

Rafael Zamora Dias estava chegando em casa, no Cosme Velho.
Polícia diz que há indícios de crime passional.



O presidente da Sociedade de Ifá e Cultura Afro-Cubana no Brasil, o cubano Rafael Zamora Dias, de 51 anos, foi assassinado no final da noite de terça-feira (1º), quando chegava em casa, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio. Zamora morava no Brasil desde 1991. Segundo a polícia, parentes contaram que ele vinha recebendo ameaças pela internet e por telefone.

De acordo com a polícia, o assassino atirou várias vezes contra a vítima, que não teve tempo nem de sair do carro. Segundo os policiais, há fortes indícios de que o crime tenha sido passional.

Parentes disseram à polícia que ele vinha recebendo ligações de um suposto marido traído e que há um dossiê com essas ameaças na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e no Ministério Público. Tempos atrás, Zamora teve um relacionamento com uma mulher casada, que foi descoberto pelo marido dela.

O Ifá é uma religião de origem africana muito difundida em Cuba, que tem semelhanças com o candomblé.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Fonte: G1.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Redação CORREIO

Foto: Evandro Veiga

Márcio Meirelles, secretário de Cultura do Estado e técnicos da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac/Secult), visitaram, na manhã desta quarta-feira (12), as obras do Museu Ilê Ohun Lailai, no terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, localizado no bairro do Cabula, em Salvador.

Durante a visita, o secretário Meirelles destacou: “O Afonjá é um patrimônio brasileiro conhecido internacionalmente. Requalificar esse museu, com o restauro de suas peças, é uma prova de que esse governo apoia o povo do candomblé, porque reconhece nesse espaço, um local de valorização da cultura africana e de luta pela cidadania”, disse.

O Museu Ilê Ohun Lailai (Casa das Coisas Antigas, em Yorubá) será reaberto no mês de fevereiro deste ano, e terá o acervo restaurado, tendo mais de 750 peças ligadas aos rituais, ao cotidiano e às figuras importantes da centenária casa.

Inaugurado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos, mais conhecida como Mãe Aninha, o Opô Afonjá foi tombado em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se patrimônio histórico e artístico nacional.

Além da fundadora, as quatro ialorixás Mãe Bada, Mãe Senhora, Mãe Ondina e, atualmente, Mãe Stella de Oxossi, estiveram à frente do candomblé de São Gonçalo em seus primeiros 100 anos, preservando todo o legado ancestral.

fonte:Correio 24hs

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A INICIAÇÃO

Por:
OBAALA OLUWO IFARUNAOLA






A INICIAÇÃO

No Brasil e em vários lugares do mundo existem milhares e milhares de pessoas que, maravilhadas pelo mistério dos Òrìsà. Quer sejam descendentes de africanos, europeus, asiáticos ou de qualquer outra raça do planeta, acabam transpondo as portas da iniciação, surpreendidos pelo paradoxo de defrontar-se com crenças alicerçadas em rituais de rebuscada complexidade e ao mesmo tempo simples de entendimento na sua essência. As cerimônias são alegres, coloridas, embaladas pelo som dos tambores nos quatro cantos do mundo, agregando pessoas de todas as camadas sociais; contudo, o aprendizado ritual e filosófico requer estudos sérios e contínuos, que acompanharão o iniciado pela vida afora. Que mistérios são esse, ocultos em meio a lendas e ensinamentos de sabedoria ancestral? O que na verdade leva pessoas às mais diferentes tradições afro-descendentes, em busca da iniciação?

1 - O QUE É INICIAÇÃO

Iniciar-se (popularmente no Brasil diz-se "fazer santo") é possibilitar através de rituais próprios que o lado divino da criatura transpareça; é libertar o Deus Interior (Ori Inu) que existe em cada ser humano, permitindo-lhe vir à tona e provocar impulso irresistível capaz de conduzir a individualidade à realização pessoal, estabelecendo dessa maneira a mais perfeita comunhão possível com o Universo, com a Natureza, com o Criador, enfim, com a própria Vida, em seu pulsar infinito. Corpo físico, mente e alma são ritualisticamente preparados para componentes da manifestação divina. Condições propícias são estabelecidas para que a memória ancestral possa florescer nos recessos do inconsciente, produzindo muitas vezes o transe, em suas mais variadas formas e também variados graus. "Fazer santo" é nascer de novo, renascer como indivíduo mais forte, completo, potencialmente seguro, com melhores condições para, ao abandonar medos, traumas ou bloqueios, lançar-se inteiro na busca da realização pessoal.





2 - POR QUE SE INICIAR? "FAZER SANTO"?


Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis. Desde sua origem o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo desespero frente ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã, o ciclo da vida, a morte. Todo esse processo destina-se a criação de ambiente propício ao tão sonhado encontro. A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida:

Quem sou eu?

De onde venho?

Para onde vou?

A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza: "Quero ser feliz, mas não sei bem o que é felicidade". E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstâncias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: "Se ele - ou ela - me amar, serei feliz".


Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumárè (o Criador), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre Ilú Aiyé (a Terra) o Orún (mundo espiritual) e o conhecimento dos Òrìsa, divindades partícipes da Criação e intermediárias entre Deus (Olodumárè) e os homens.

Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Òrìsà, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária à realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação à vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade. A compreensão clara de que destino é possibilidade e não fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação.






3 - INICIAÇÃO: QUEM, QUANDO E COMO?


O momento do chamado é diferente para cada pessoa. Para alguns, uma doença difícil de ser curada: outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e seus interesses imediatos que acabam fugindo à sua real finalidade: promover o encontro do ser com a Divindade. Ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também as materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Òrìsà, nos recessos da própria alma. Muitos são descendentes de africanos, mas não é regra. Na África o culto está realmente ligado às famílias, mas no Brasil, principalmente a miscigenação, trouxe para toda a população a denominação afro-descendente. A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias. Esse período é comparável a gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Òrìsà lhe são ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, suas proibições (ewò) (quando houver), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.




4 - O QUE PODE MUDAR NA VIDA DO INICIADO


O Destino é dado a cada ser na forma de possibilidade, nunca como fatalidade. Desse modo, quem antes de voltar ao mundo escolheu, por exemplo, ser médico, ao renascer na Terra encontrará em seu caminho situações que o direcionem para essa profissão. Entretanto, isto não quer dizer que necessariamente venha a exercer a medicina. Ele pode a qualquer tempo mudar os rumos da própria vida através do exercício do livre-arbítrio (o que, aliás, é um conceito universal). Cada qual constrói a própria história. Ocorre muitas vezes a pessoa acabar fazendo escolhas erradas e sofrendo consequências desastrosas. Pode ser fruto de um destino ruim, que exigirá tempo e determinação para ser superado. A dor transforma-se em companheira constante. Ligam-se a tudo isso os problemas do dia a dia (para não mencionar a situação difícil da sociedade contemporânea); o conjunto acaba provocando sentimentos de impotência frente aos obstáculos e encruzilhadas da vida, ou simplesmente solidão, carência de aconchego, de orientação, de coragem. Carência de fé. O Òrìsà pessoal, nesse particular, pode influenciar e muito, prevenindo ou mesmo remediando tais situações, conferindo força e equilíbrio ao seu tutelado, restaurando-lhe as energias, estendendo-lhe proteção e orientando-o quanto ao melhor caminho a seguir. Mas o indivíduo deve permitir que o Òrìsà atue de modo construtivo na sua própria vida. Òrìsà não representa problema no caminho de ninguém - pode significar a solução. Através do seu apoio divino o ser humano pode criar condições para vencer as barreiras internas e externas para a construção de um futuro melhor.

IGBERE – INICIAÇÃO


A presença do orisa na vida de uma pessoa depende do fortalecimento do ori para acoplamento do seu ase, através do ritual de iniciação. Após diversos tipos de ebo, banhos de folhas e Ebori, o iniciando está purificado e fortalecido para ter plantada no seu corpo a energia do seu orisa tutelar. Trata-se de ritual complexo e com características sob medida para a entidade única que é o iniciando em questão e o seu orisa. O ritual de iniciação não decorre de desejo próprio, mas depende de prescrição oracular e conforme o próprio termo, marca, não a concretização, mas o início de um aprendizado e desafios constantes que requerem disciplina e dedicação espiritual pelo resto da vida.

Não implica em qualquer tipo de submissão contrariada, pois o ori é soberano no seu livre-arbítrio. No entanto, uma vez tendo vivenciado a sublime e divina presença do orisa, o afastamento deste, mesmo que voluntário, se faz sentir como um vazio sombrio que pode até ser confundido – errôneamente - com castigo. O orisa não necessita infringir castigos, primeiro porque, como energia da natureza, não depende da adesão de devotos - nós é que precisamos do orisa - segundo, porque a sua simples ausência em nossas vidas, já se caracteriza por si só, como desgraça.

fonte: EGBE HERDEIROS DE IFÁ

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Babalorixá Pérsio de Xangô

Nota de Falecimento

Faleceu no último dia 14 de dezembro, uma das maiores referências da história do Candomblé de São Paulo: o Babalorixá Pérsio de Xangô, do Ilé Alákétu Asè Airá, localizado no bairro Batistini, São Bernardo do Campo (SP).

Tatá Pérsio de Xangô, faleceu em 14 de Dezembro de 2010 devido a problemas de diabetes.

O Velório aconteceu no próprio Axé (à Rua Antonio Batistini, 226 – Batistini - São Bernardo do Campo) e o enterro ocorreu hoje ,(15) de dezembro.

Cemitério Baeta Neves:

R. Giacinto Tognato, 1793 - Vila Baeta Neves –

São Bernardo do Campo – SP

Tel: (11) 4125-5823.

EM TEMPO:

O Tata Pérsio de Xangô, um dos mais importantes babalorixá do Candomblé de S. Paulo, do Ilé Alákétu Asè Airá, localizado no bairro Batistini, em S. Bernardo do Campo, na região do Grande ABC. Pai Pérsio tinha problemas com a diabete que lhe debilitou a saúde e provocou sua morte.

Dele, o professor e estudioso do Candomblé, Reginaldo Prandi, escreveu:”Pérsio de Xangô, que já morava em São Paulo com casa de umbanda, voltou à Bahia em 1968, onde se iniciou com Nezinho de Muritiba, sendo sua dofona de barco Tia Nilzete, filha carnal de Simpliciana, ialorixá do Axé de Oxumarê, em Salvador. Em 1971, Pérsio iniciou Tonhão de Ogum, de quem mãe Rosinha foi a mãe-pequena. Seu Nezinho da Muritiba era o chefe do terreiro do Portão de Muritiba, no Recôncavo, onde Mãe Rosinha de Xangô era mãe-pequena.”

Depois da morte de Nezinho de Muritiba, Tata Pérsio deu obrigação de 7 anos com Mãe Menininha, Ialorixá do Terreiro do Gantois, em Salvador, a que esteve filiado até sua morte.
Lamentamos informar o passamento de nosso querido Pai Pérsio de Xângo.



Fontes:jornal gaxetá e Povo do santo.
Foto.Site de Busca.