VENHA JOGAR BUZIOS

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Candomblé é religião e um terreiro é um templo

FÁTIMA OLIVEIRA
Médica - fatimaoliveira@ig.com.br

"Formação de Professores e Religiões de Matrizes Africanas: um Diálogo Necessário", livro do sacerdote da religião de matriz africana, professor Erisvaldo Pereira dos Santos, da Universidade Federal de Ouro Preto, preenche uma lacuna, pois a bibliografia na área é escassa e a implementação da lei nº 10.639/03 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira exigem suporte acadêmico confiável para enfrentar ignorâncias e preconceitos contra as religiões de tradição oral, como as expressas no candomblé das nações ketu, efon, ijexá e xambá, que cultuam orixás; e angola e jeje, que, respectivamente, veneram inquices e voduns. Logo, os candomblés são muitos.
O vocábulo candomblé é de origem bantu: ca = uso, costume + ndomb = negro, preto + lê = lugar, casa, terreiro e/ou pequeno atabaque, significando "lugar de costume dos negros". Candomblé é religião e um terreiro de candomblé é um templo, um local sagrado. Num contexto de recrudescimento de intolerância religiosa, é louvável um livro que aborda a tolerância religiosa como a valorização do sagrado do outro. Um ponto fascinante é a abordagem da oralidade, "uma marca das culturas de raízes africanas", que para Juana Elbein dos Santos, autora de "Os Nàgó e a Morte", é mais que uma pedagogia: "é instrumento a serviço da estrutura dinâmica nagô".
E o autor acrescenta: "Mesmo reconhecendo o valor da importância da oralidade no processo de transmissão dos conteúdos sobre as heranças africanas, assumi o desafio de contribuir mais efetivamente para a formação de professores, através da escrita (...), em prol do respeito, do diálogo e do acolhimento à diversidade religiosa brasileira".
O livro do pai de santo Erisvaldo - Babá Mejeuí, "Erisvaldo d’Ogum", filho da yalorixá Lídia de Oxalá - é significativo para quaisquer comunidades religiosas, pois, como ele diz, "não é possível construir atitudes de respeito e valorização do sagrado do outro sem que se conheça a história, os valores e o sentido inerentes à experiência de sagrado presente na religião. O êxito dessa tarefa está relacionado a dois fatores significativos: o primeiro é uma formação de professores com sólidos embasamentos teóricos e comprometidos com os objetivos de uma educação democrática e republicana, fundada em princípios éticos. O segundo diz respeito ao exercício do ofício das lideranças religiosas, no sentido de contribuir para a construção de convivência respeitosa e pacífica entre adeptos de diferentes crenças". Ah, o livro é da Editora Nandyala Livros e Serviços Ltda, de Belo Horizonte!
Admiradora do patrimônio cultural do povo de santo, sou figurinha fácil nas festas do Ilê Axé Ogunfunmilayo - Casa de Cultura e Tradição Afrobrasileira de Minas Gerais, no Quintas Coloniais, em Contagem. É um deslumbre religioso e gastronômico o Caruru de Cosme e Damião, no dia consagrado a eles, 27 de setembro. Uma festa linda e doce - uma vitrine do sincretismo religioso, como fala Lecticia Cavalcanti: "A devoção nos foi trazida pelo colonizador português, tendo sido a primeira igreja, em honra deles, construída em Igaraçu-PE (1530). Os escravos que aqui vieram, todos da África Ocidental (Angola, Costa do Marfim, Guiné e Congo), mantiveram os rituais religiosos e a fé nos deuses de sua terra distante. Inclusive nos orixás-meninos (ibejis). Mas aprenderam a sincretizar com os santos católicos, cujos cultos lhes eram impostos".


Publicado em: 04.05.2010
FONTE: www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=11563

domingo, 9 de maio de 2010

Livro "Dos Yoruba ao Candomble Ketu"



Será lançado este mês (maio/2010) o livro "Dos Yoruba ao Candomble Ketu", organizado por Aulo Barretti Filho e publicado pela Edusp.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Chico Xavier - O Filme



Chico Xavier é uma adaptação para o cinema que descreve a trajetória do médium Chico Xavier, que viveu 92 anos desta vida terrena desenvolvendo importante atividade mediúnica e filantrópica. Vida conturbada, com lutas e amor. Seus mais de 400 livros psicografados, consolaram os vivos, pregaram a paz e estimularam caridade. Fenômeno? Fraude? Os Espíritos existem? Para os admiradores mais fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo, um personagem intrigante.”

Filme: Besouro


Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

CIDADE DAS MULHERES - DOCUMENTÁRIO-








Ruth Landes (1908-1991) foi uma etnóloga estadunidense radicada no Brasil. Formou-se pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Em 1938, ganhou um contrato de pesquisa para estudar as relações raciais no Brasil. Viajou em abril daquele ano para o Rio de Janeiro e seguiu em fins de agosto para a Bahia, o seu objetivo. Na Bahia, conheceu Edison Carneiro, que providenciou o acompanhamento necessário para uma mulher naquela época. Em fevereiro de 1939, foi expulsa da Bahia pela polícia política, em razão da sua implicação com os cultos afro-brasileiros. Ainda demorou-se alguns meses no Rio de Janeiro.

Em 1947, publicou o seu livro City of Women (Cidade das Mulheres), obra dirigida a largo público, que toma a forma de um relatório de viagem e dialogo filosófico com Edison Carneiro. Por resumido que seja, com as suas 248 páginas, a obra contém valiosa relação da vida popular e da estrutura de classes e de gêneros na Bahia de então. Ressalta o papel dirigente das mulheres no candomblé, ligando-o, sem contudo nenhuma pesada explicação, à maneira baiana de conceber os papéis e as virtudes respeitivas dos homens e das mulheres.

Contém expressivos detalhes sobre personalidades como Edison Carneiro, Mãe Menininha do Gantois e o povo do Gantois (entre o qual destacam-se o casal Manoel da Silva, o chefe da bateria, e Zézé de Iansã), Martiniano do Bonfim; a mãe-de-santo de candomblé de caboclo Sabina (da Barra); uma descrição de capoeira em festa popular que vêm completar a descrição dada por Edison Carneiro em Negros Bantus (de 1938).

FONTE: http://raizafricana.wordpress.com/2009/05/11/documentario-cidade-das-mulheres-trecho/

segunda-feira, 22 de março de 2010

Festa de Ogun

Em nome do Asé Opon Ogun Odé,eu Daiane de Ayra,venho convidar à todos os Adeptos e Simpatizantes da Religião Afro-Brasileira, aos Bàbálòrisás e Iyalòrisás, Ogans e Ekedjis, Egbomes e Iniciados para a grandiosa Festa de Ogun, a ser realizada no dia 24 de abril às 20 horas, sito à Rua: Pericles Wey de Almeida, 197 - Quintais do Imperador - Sorocaba - São Paulo.

Desde já agradecemos a presença de todos...

Asé Modupé....

sexta-feira, 19 de março de 2010

Perseguição e desrespeito ainda imperam


É triste amigos,irmãos e simpatizantes ainda presenciarmos cenas e situações como essa que nosso irmão: Vilson Caetano de Sousa Júnior nos relata.

Foto: site de busca.





Enviadas: Sexta-feira, 19 de Março de 2010 10:32:00
Assunto: [discriminacaoracial] SUCOM notifica Terreiro Pilão de Prata

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Por favor divulguem...


AINDA SOBRE OS TERREIROS E O BARULHO DA CIDADE
Era quinta feira, dia consagrado aos donos do território, Odé, orixás caçadores, quando as 9 horas, um tímido rapaz tocou a campanhia do Ilê Odô Ogê, conhecido como Pilão de Prata, identificando- se como fiscal da Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo Urbano do Município de Salvador (SUCOM). Constrangido, sua educação misturava-se com a timidez de está cumprindo a árdua tarefa de notificar aquela comunidade pelo barulho provocado pelos “instrumentos de percussão”, como referiu-se aos atabaques Uma mistura de temor e respeito, várias vezes frisou que não entendia nada, estava ali apenas cumprindo o seu papel de fiscal. Fez algumas perguntas sobre o tipo de instrumentos que a comunidade realizava, quis sentar na escada que dá acesso a uma praça de dentro do terreiro, para não adentrar no recinto sagrado, mas insistir que fossemos para uma sala mais confortável. Lá ele me explicou que a sua visita não tinha
nenhum caráter punitivo, apenas a intenção de averiguar os espaços e instrumentos que levaram um anônimo a denunciar o templo religioso. Logo me apresei e fiz ele ler o texto: O terreiro e o barulho na cidade, publicado no Jornal a Tarde da última sexta-feira. Achei até uma coincidência após tal provocação receber a visita de um representante do órgão que regula dentre outras coisas, sons urbanos, fixa níveis e horários em que é permitido sua emissão e cria licença para utilização sonora. Coincidência ou não, fato é que aquele jovem fiscal estava ali representando a Lei 5354/98. Enquanto seus olhos corriam atentamente no texto, apresentei-lhe uma resumida história daquela roça de candomblé, originada de uma casa de taipa coberta com folhas de zinco no ano de 1963, quando o atual “morro do Cachundé” era apenas uma duna e abaixo havia a lagoa utilizada pelas poucas pessoas para lavar roupas e por alguns terreiros, dentre
eles, o Pilão de Prata para realizar alguns rituais. Lembrei também que tal comunidade terreiro já havia sido tombada pelo Instituto de Patrimônio Artístico Cultural da Bahia em 9 de dezembro de 2004, sem falar nos Decretos Lei Municipal e Estadual que o reconhece como Utilidade Pública. lhe mostramos o nosso Museu, a Biblioteca e a Escola que aguarda a dois anos financiamento para realização de atividades, embora nesse ano foi utilizada para exibir filmes durante o Ciclo litúrgico que foi concluído no dia 14 de março, com recursos do próprio terreiro e ajuda da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia. Nada adiantou, ele tinha que retornar com seu dever cumprido e baseado no Artigo 6 da Lei 5354/98 notificou a comunidade terreiro com o seguinte texto: “O responsável pelo estabelecimento supra-citado fica ciente que a emissão sonora gerada em atividades não residenciais, somente poderá ser efetuada após expedição pelo
órgão competente da Prefeitura do Alvará de autorização para utilização sonora.” Isso me trouxe a lembrança dos tempos terríveis de Pedrito, que nunca saíram da memória do povo de candomblé. Mais uma vez salta os olhos que tais órgãos que deveriam estreitar relações com a cidade seja liderado por dirigentes mal assessorados que no mínimo deveriam saber interpretar a Lei 5354/98 que diz no inciso IV do Capítulo 14 que “não estão sujeitas às proibições referidas nesta Lei o sons produzidos por sinos de igrejas e de templos religiosos desde que sirvam exclusivamente para indicar as horas ou anunciar a realização de atos ou cultos religiosos.” Por que então, dois pesos e duas medidas? Por que uma vez por ano não podemos tocar os nossos clarins e atabaques, tocar nossos foguetes para anunciar a realização de nossos atos e cultos religiosos? O que dizer então das alvoradas festivas de outras denominações religiosas
realizadas as 5 horas, ao raiar do dia? Queremos abrir esta discussão com o Sr. Superintendente. De que o Estado Brasileiro não é laico já sabemos, agora queremos no mínimo exercer a liberdade de culto, direito garantido pela nossa Constituição. Esse fato nos dá a entender na verdade, que os órgãos municipais e estaduais não dialogam entre si, pois esta mesma comunidade está entre os 1068 terreiros mapeados através de um trabalho pioneiro no Brasil, resultado da parceria entre a Prefeitura Municipal de Salvador, através da Secretaria de Reparação (SEMUR) e da Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), o Ministério da Cultura, através da Fundação Cultural Palmares e a Secretaria Especial de Promoção de Políticas para a Igualdade Racial (SEPPIR) em convênio com a Universidade Federal da Bahia através do Centro de Estudos Afro-orientais (CEAO). Porque o catálogo produzido não esta sendo consultado? Se até agora de nada
serviu para o povo de candomblé que até então aguarda o inicio da regularização fundiária e outras ações do poder público, que pelo menos sirva para os órgãos do governo consultar a fim de evitar o constrangimento de nossos sacerdotes que além da função religiosa cumprem também papel de médicos, psicólogos, economistas, sociólogos e outras. Gostaria com este texto de abrir o diálogo com os órgãos envolvidos com estas questões direta ou indiretamente, bem com a sociedade como um todo. A notificação 410703 de 18 de março de 2010 não nos intimida porque é equivocada, na verdade ela nos causa vergonha por estarmos sendo tão mal representados. O que não queremos mais, é assistir a demolição de outras comunidades terreiros, nem a cobrança indevida do IPTU, fato que vem se arrastando já há algum tempo na secretaria da fazenda do Municipio sem nenhuma posição significativa. O fato que aconteceu no terreiro Pilão de Prata
poderia acontecer em qualquer outro. Ou quem sabe já não vem acontecendo? Fato é que o dano psicológico, causado pelo constrangimento e a vergonha de ter um carro da prefeitura e um agente de fiscalização na porta de uma residência é irreparável. De uma coisa temos a certeza: esta luta será travada juntamente com todos os Orixás, Nkices, Caboclos e Guias. Avante!!!
Vilson Caetano de Sousa Júnior é Pós Doutor em Antrolopologia, professor da Escola de Nutrição da UFBA, membro do Conselho de Cultura do Estado da Bahia e Omo Orixá do Ilê Odo Ojê.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nota de falecimento

foto: site de busca
É com muita tristeza que informamos que neste dia 10/03/2010 faleceu o Babalorixá Robson de Oxaguian (Pai Robinho , como era mais conhecido) no Rio de Janeiro. Seu sepultamneto foi às 16:00 horas no cemitério de Irajá também no Rio de Janeiro.



A Homenagem deste video ao Pai Robinho de Oxaguian foi feita pelo Olùkó Vander.

Adupé,meu irmão!

Adupé!



E também, é com imenso pesar que informo o falecimento da Iyalorixá Maria do Bonfim (Iyá Midê), aos 93 anos, do Sítio do Pai Adão. Tia Mãesinha, como era chamada carinhosamente, faleceu na madrugada dessa segunda feira 08/03/2010. Seu funeral foi hoje as 16h30 horas no Cemitério de Santo Amaro aqui em Recife.

Que Oyá a conduza!!



Que Sejam nossos porta vozes no Olorúm para as dificuldades de nosso cotidiano!

Assim foi o Início do Candomblé em Belo Horizonte (M.G.)


RAIMUNDO BISPO MORENO ou RAIMUNDO "CAITUMBA", como era conhecido, filho de "OXALÁ" " ALUFAMBOMIM, era filho de santo de MANEZINHO SANADÓ e neto de Severiano, com raízes no Engenho Velho, todos na Bahia.Em 1946, Caitumba veio de Salvador para Belo Horizonte, ficando na casa de Ildeu Amaro da Silva, o conhecido Odorico, que na época era considerado o melhor terreiro de Umbanda de B. Horizonte e talvez de Minas.



Foto: site de busca


Naquela ocasião a Umbanda tomava grande impulso, com a abertura de vários terreiros, como os de Antonio Camelo, de João Gualberto de D. Carola, do Raimundo Camelo, do Didi, do Geraldo Araujo, do Walter Pimentel, do Nelson Mateus e outros.

Da Geralda Silva, hoje conhecida por YATERÊ, era mãe pequena do terreiro de Odorico onde conheceu Caitumba, este achou que ela precisava fazer obrigação no Santo, ele já com saúde bastante abalada, saiu da casa de Odorico indo para a casa de Yaterê, dando um bori.

Caitumba recomendou a Yaterê, caso seu falecimento, esta fosse a Salvador e procurasse FRANCISCA SANTANA, DAZEBÍ de ABALUAIÊ, ou ainda Chica de Mineiro, como era conhecida, no bairro da Liberdade.

Caitumba faleceu no dia 29 de outubro de 1961 e Yaterê foi a Salvador procurar Daxê casa da qual ele era considerado pai pequeno. Daxê, era filha de Santo de Maria Bernardina de Sena a "YALORIXÁ BOIVÍ feita em cachoeiras por volta de 1920.

Em 1964, Daxê veio de Salvador para a casa de YATERÊ trazendo consigo um filho de santo de nome CARLOS RIBEIRO DA SILVA, "ALOJUCAN" de OXOSSI. Aqui ele foi até a Pampulha assistir a festa de Yemanjá promovida pela Federação Espirita Umbandista e ficou entusiasmado a ponto de pedir a sua mãe Daxé, permissão para permanecer aqui e fixar residência, no que foi autorizado.

Dai, ele construiu a primeira Roça de Candomblé de Keto, no bairro São Benedito em Santa Luzia, naquele mesmo ano.

Este terreiro foi transferido no decorrer dos anos, para vários bairros e hoje se encontra instalado no bairro Aarão Reis, onde Alojucam tem para mais de cento e cinqiienta filhos de santo; portanto este foi o primeiro Candomblé a funcionar legalmente em nossa capital.

Por outro lado, Nelson Mateus de Nogueira tinha um frequentado terreiro de Umbanda no bairro da Concórdia, quando ficou conhecendo Mãe Helena genitora de Domí, da conhecida Roça do Bate Folha em Salvador-BA. e com esta nos idos de 1971, foi catulado cuja digina é NEPAMGÍ e sua casa que era Umbanda passou a praticar o Candomblé Moxicongo, (Angola) no bairro Ermelinda nesta Capital, com inúmeros filhos de santo.

Esta é a segunda Casa de Candomblé a funcionar legalmente em B. Horizonte, mas a primeira em sua Nação.

Portanto,ALOJUCAN no KÊTO e NEPANGI no ANGOLA foram as primeiras Roças de Candomblé em nassa Capital.

Dos anos 46 a 70, Yalorixás, Ogans e Babalorixás contribuiram aqui para o crescimento do Candomblé, o Durval da Darcy Pararace de Cachoeira-BA., Ogans Luis de Cachoeira, o Tidinho conhecido como Aristides de Juremeiro e outros.

Atualmente existem Candomblés com diversas origens, como o do Marco Antônio, o do Simãozinho, netos de Dewandá o Miguel Grosso, já falecido, o do Nozinho de Oxossi, neto de Zezinho Boa Viagem, com quem tirou a mão de vumbí de seu pai Rodolfo de Abaluaiê, o da Cecília Tabaladê, filha de Camarão o Otávio Pedra Preta de Salvador hoje em São Paulo e outros.

Voltando ao Candomblé de Alojucan, o Carlos de Oxossi, com a morte de sua mãe de Santo Daxebí, tirou a mão de vumbi com a Yalorixá LIDIA QUEIROZ DOS ANJOS, filha de Oxalá, cujo orunko é Badaquenum, filha de santo de Ciriaco e mãe Gijal a Aleluia. Isto em Santo Amaro na Bahia.

Dos filhos de santo de Alojucan, são estes os que possuem candomblés funcionado. Eu, Lisboa de Xangô da Concórdia, B. Horizonte, Carlinhos de Oxum em Cipriano, Edson de Xangô Oxeoman em São Paulo, Maira da Leba no Alto dos Pinheiros, Oscar em Gov. Valadares.

Não podemos negar, que o surgimento dos candomblés em B. Horizonte, se deu devido ao progresso e avanço da Umbanda em nosso estado através da sua Federação.

Assim não podemos negar, que foi sem duvida a Umbanda que abriu o espaço para os Candomblés em B.H. nas diferentes nações, Angola, Kêto e Gêge, que a exemplo da Umbanda também tem crescido e precisa criar sua Federação, não para dividir e sim juntos Umbanda e Candomblé caminharem unidos para o fortalecimento das tradições do negro em Minas Gerais e no Brasil.

Eu, Lisboa de Xangô, filho carnal de baianos após com muita honra ter pertencido ao Centro do Didi, do Tidinho.o Aristides Angola, e do Nelson Mateus " acabei sendo catulado no dia 28 de maio de 1970 pelo Alojucan, de quem sou filho de santo e também tenho meu candomblé em funcionamento na Concórdia, em Belo Horizonte.

FONTE:
http://www.umbanda-ja.jex.com.br/candomble/assim+foi+o+inicio+do+candomble+em+belo+horizonte+m+g+

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

TERMOS E NOMES NO RITO

Conforme dissemos, o candomblé no Brasil tem origem africana, sendo assim, utiliza termos e nomes cuja tradição, mantém em uso corrente no culto.

A seguir, citamos alguns termos e nomes de uso freqüente:

ATABAQUES:

RUM: É o maior deles, pertence ao Orixá dono do ILÊ.

RUMPI: Menor que o Rum, seria o de tamanho médio.

LÊ: É o menor entre os três.

ILÛ: Pequeno atabaque usado na nação IJEXÁ.

AKIDAVÍ ( AGHIDAVÍ): É o nome dado às varas com que se toca os atabaques.

AXÉ: Princípio e poder de realização. Força que dá o movimento, sem ele tudo estaria paralisado. É a fonte que torna possível a renovação da vida. Pode ser transmitido através de comidas e bebidas ou pelo contato, já que pode ser transmitido a objetos e seres humanos.

Para que o Agbé possa atender à sua função de vê ter AXÉ. Para isso o “plantamos”, ou seja, fazemos símbolos que representam pontos de culto do axé. Uma vez plantado, se fortifica combinando todas as formas nele existentes:

(a) O Axé de cada Orixá, obtido através de oferendas, bori e iniciação.

(b) O Axé de cada membro do terreiro (Egbé), somado com os de seu Orixá, através de um elo de ligação entre o filho-de-santo e o Orixá (Cuidado com os assentamentos e zelo pelas coisas do Orixá, além de respeito pelos irmãos e Babalorixá.

(c) O Axé dos antepassados do Egbé, seus ilustres mortos, cujo poder é acumulado e mantido ritualmente nos assentamentos do ILÊ-IBÓ OKU.

EWÓ: São cuidados com oque o filho-de-santo come e faz, afim de não agredir ao Orixá (é o mesmo que quizila). Quem desobedece pode ter as mais variadas reações, tais como: enjôos, problemas materiais, espirituais, etc…

ADÔXU: Nome dado às pessoas iniciadas no culto aos Orixás (Oxú). Pequeno cone feito de ervas e outros axés, colocados no alto do Ori do Iaô.

ATAKÂN: Pano que envolve o peito da filha-de-santo quando está incorporada pelo Orixá.

AGOGÔ: instrumento de ferro com dois sinos, badalo, superpostos, um menor que o outro, donde se tira som batendo-se com um pedaço de ferro.

ADJÁ: Sinos de metal, usados pelos zeladores para chamar os orixás.

ABIÃ: São filhos ou filhas-de-santo que ainda não se iniciaram, ou seja, não nasceram.

AJUNTÓ ou JUNTÓ: É o segundo Orixá que comanda a pessoa junto com o seu Orixá assentado no Ori no dia de sua feitura.

ABASSÁ: Salão onde se realizam as cerimônias públicas do candomblé.



AYÊ: Terra (planeta).



ORUN: Além do céu.



ILÊ: Terra (chão).



ILÉ: Pombo.

FONTE: http://povodosanto.wordpress.com

CARGOS NO BARRACÃO

O candomblé é uma seita de origem africana na qual se presta culto aos Orixás. Chegou ao Brasil através dos negros africanos, que para cá vieram como escravos, mas trouxeram consigo o AXÈ dos ORIXÀS e a forma de cultuá-los, o que foi o princípio do que até hoje é praticado. A hierarquia no Egbé (barracão) é fundamentada no tempo de iniciação no culto, obrigações realizadas (“tempo de santo”), qualidade do Orixá, sexo do filho-de-santo e, especialmente, pela indicação do Babalorixá, que o fará segundo a determinação dos Orixás. A seguir relacionam-se alguns cargos no culto:

ATÔ-AXOGUN: Sacrificador de animais de dois pés.

AXOGUN: Sacrificador de todo tipo de animais.

ABAXÉ: Pessoa que ajuda na cozinha, ou cuida das crianças enquanto as mães estão ocupadas.

IYÁ-BASSU: Pessoa responsável pela cozinha.

EBÂMI ou EBÔMI: Após sete anos como Iaô, ofertadas as obrigações devidas, o iniciado é levantado EBÔMI. A situação do Iaô que passa à ebômi é modificada, pois ao receber o DEKÀ (cuia do axé), poderá iniciar outras pessoas, assumindo a direção de outro barracão. Caso não assuma tais responsabilidades e continue na mesma casa, assumirá funções específicas como Mãe-Pequena ou Pai-Pequeno, organizador de rituais, etc…

IYÁ-KEKERÊ: Substituta da YALORIXÁ, também conhecida como Mãe-Pequena EKEDE: Cuida dos assentamentos e quartinhas do Babá, ajuda a Mãe-Criadeira, transmite ensinamentos soa Abiãs e zela pelos Orixás durante os rituais.

DAGÃ e OSSIDAGÃ: Despacham o padê e determinadas oferendas a Exu. IYÁ-TEBEXÉ: Dirige o canto, obedecendo às normas do ritual. MÃO-DE-OFÁ: Conhece e colhe as ervas do culto aos Orixás.

IABÁ (IYÁBÁ): Cozinheira do culto aos Orixás.

TIBONÃ: Fiscal das cerimônias.

OGÃ: Significa padrinho. ALABÊ: Tocador de atabaques.

OGÃNILÛ: Chefe dos alabês, os quais dirige sob ordem direta do Babalorixá. TÁTA: Quando o Babalorixá atinge 21 anos de atividade no seu Egbé é proclamado TÁTA (Grande Pai). Nesse caso, ele pode escolher um filho para substituí-lo, este passará à ser Babalorixá, dando ao Táta oportunidade de elevar-se.

VODUNCES: Poucos conseguem atingir esse grau, devido às exigências, especialmente de tempo que é de 50 anos de culto ou Chefia.

DENOMINAÇÕES DE ZELADORES:

BABALAWÔ: Pai de Segredo BABALORIXÁ: Pai de Orixá BABALAXÉ: Pai da Força BABALADÊ: Pai da Coroa BABAOXÉ: Pai do Axé BABAEWÉ: Pai da Folha BABAODÊ: Pai da Navalha BABAKEKERÊ: Pai Pequeno BABAEFUM: Pai da Pintura do Iaô.

FONTE:
http://povodosanto.wordpress.com

sábado, 30 de janeiro de 2010

E assim caminha a humanidade

Amigos,irmãos e adeptos mais uma vez tivemos nossa religião vinculada na mídia ,e infelizmente, mostrando o lado cada vez mais crescente , de pessoas que se passam como zeladores de santo.
É triste saber que a nossa religião a cada dia mais e mais utilizam-na para ganhos,extorquir dinheiro de pessoas com fé nos orisás e nas entidades.

Vejam as três matérias que o grupo Bandeirantes,no programa Jornal da Band exibiu:

1ª matéria:
http://maisband.band.com.br/v_47774_medicos_espirituais_realizam_cirurgias.htm

2ª matéria:
http://maisband.band.com.br/v_48084_marcelo_rezende_desmascara_os_impostores_da_fe.htm

3ª matéria:

http://maisband.band.com.br/v_4808_marcelo_rezende_desmascara_os_impostores_da_fe.htm


Tirem vocÊs suas conclusões.

Adupé!.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cortejo do Bonfim leva um milhão de pessoas às ruas de Salvador

Felipe Corazza e Midiã Santana | Redação CORREIO | Fotos: Felipe Corazza

Ontem (14) foi dia da população vestir branco e sair pelas ruas da Cidade Baixa prestando homenagens ao padroeiro dos navegantes, o Senhor do Bonfim, para os católicos, e Oxalá, para os adeptos do candomblé. Cerca de 1 milhão de pessoas deixaram a preguiça de lado e fizeram o tradicional percurso de oito quilômetros da Lavagem do Bonfim. Unidos, turistas ou baianos saíram na procissão que teve início na Basílica da Conceição da Praia e terminou na Colina Sagrada, com a lavagem das escadarias.

Muitos aproveitam para agradecer as graças alcançadas e fazer novos pedidos. Não foi diferente para Aurenita Tamara, de 62 anos, que de baiana só tem a roupa e o amor pelo santo. Em 2008, a recifense descobriu que tinha angina e que não poderia fazer longas caminhadas, mas após fazer uma promessa ao Senhor do Bonfim, ela conseguiu ser curada. Agora, Aurenita vem todos os anos à capital baiana especialmente para o festejo e percorre todo o trajeto. 'Esse ano eu vim com uma excursão de 40 pessoas e não troco esse momento nem pelo carnaval', afirma.

Já para Manoel da Paixão, 58, - mais conhecido como 'Gaguinho da Bahia' - que faz parte do grupo de Cavalaria do bairro de Paripe desde os 16 anos, a devoção foi uma herança de família. 'Venho desde novinho, quando acompanhava o meu pai, e é uma honra muito grande botar meu chapéu e passar pelo trajeto acompanhado dos outros cavaleiros'. Apesar da alegria de participar da Lavagem, Manoel lamenta que o número de policiais seja maior do que a de devotos. 'Agora só tem PMs. As pessoas não saem mais a cavalo no percurso. O que é uma pena, pois era muito mais bonito'.

Ao meio-dia, após a bênção, as baianas lavaram as escadarias da igreja do Bonfim com água de cheiro. Além dos fiéis, representantes políticos, como o governador Jaques Wagner, o prefeito João Henrique, o ministro, Geddel Vieira Lima e ACM Neto, também participaram do cortejo, que ainda contou com a Corrida Sagrada. Também foi feito um minuto de silêncio durante a manhã, pelos devotos que estavam na Basílica da Conceição da Praia, em memória das vítimas do terremoto no Haiti, entre eles, a coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

A festa da também encerrou uma polêmica que ameaçava um dos símbolos do cortejo em homenagem ao Santo: o jegue. Um processo movido por entidades de defesa dos animais pretendia proibir a participação dos animais na festa, alegando que eles eram vítimas de maus-tratos durante o cortejo até a Colina Sagrada.
No final, a tradição venceu e os jegues foram às ruas enfeitados mais uma vez. Até o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) levou o seu, ou melhor, a sua jega.

fonte:
http://correio24horas.globo.com

Despedida de honra para mãe Hilda Jitolu

Publicada: 21/09/2009 5:24| Atualizada: 21/09/2009 5:17

POR: Lucy Andrade

Um tapete branco iluminou o cemitério Jardim da Saudade, onde filhos, filhas de santo, pessoas ligadas ao candomblé, autoridades e personalidades baianas se despediram da líder espiritual do bloco afro Ilê Aiyê, Hilda Dias dos Santos, a ialorixá Mãe Hilda Jitolu, 86 anos. Mais de 100 pessoas vestidas de branco, entre lagrimas e aplausos, prestaram a última homenagem a Mãe Hilda. O prefeito João Henrique esteve no sepultamento e decretou três dias de luto oficial em Salvador. O governador Jaques Wagner também esteve no terreiro Ilê Axé Jitolu e prestou homenagens a Mãe Hilda. O corpo estava sendo velado desde sábado, dia em que ela faleceu, após 12 dias internada com problemas cardíacos. Os mais próximos permaneceram em vigília durante toda a madrugada. Antes de chegar ao cemitério Jardim da Saudade, os filhos e filhas de santo fizeram o último cortejo em homenagem a Mãe Hilda. Em cerimônia característica do candomblé, Orixás incorporados saíram em cortejo da casa da mãe e seguiram até a entrada do Curuzu, onde a população também se despediu. Na capela do cemitério, a despedida de Mãe Hilda foi marcada por muitas lágrimas e tristeza dos filhos órfãos, que ainda em estado de choque, se questionavam sobre como prosseguir sem o suporte. “Mãe Hilda era a base de nossas casas, era a nossa mentora espiritual. Não sabemos ainda como continuar sem a sua força, sem a sua presença, mas sabemos que sua missão foi cumprida, e que agora em espírito ela irá nos iluminar”, disse a Filha de Santo Telma Menezes Cerqueira.

“Achávamos que ela era imortal. A pergunta que não tem resposta é essa, como vamos fazer sem ela? Temos fé nos orixás e acreditamos que eles nos guiarão e nos ajudarão. Ela é a nossa grande mestra, deixou uma fenda de 76 anos de trabalhos espirituais”, disse em lágrimas a diretora do Ilê Aiyê, Ariani Santana. Ariani também lembrou da época da perseguição da Igreja Católica em relação ao candomblé e de como Mãe Hilda foi forte e sensível para perceber o momento e agir com estratégia. “Quando Dom Lucas, em seu ar de superioridade, fechou as portas da Igreja e disse que não poderíamos participar das missas. Ela, com a sua sabedoria, disse que Igreja tinha poder e que não poderíamos bater de frente, mas ela não se deixou vencer, ela montou um palanque e celebrava os rituais”.

Vovô do Ilê destaca o referencial de força e de luta

Um dos filhos biológicos de Mãe Hilda, Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Vovô do Ilê, muito abalado, com sua voz mansa e de poucas palavras, disse que ela estava com problemas cardíacos e também contraiu uma pneumonia, o que piorou o estado de saúde.

“Os problemas foram se agravando e aconteceu o que vai acontecer com todos nós, mas não imaginamos como seria sem ela, pensávamos que iríamos sempre estar com ela. É uma perda irreparável, está sendo muito difícil, ela era o suporte de tudo”, emocionou-se Vovô do Ilê.

O prefeito João Henrique, emocionado, disse que toda a homenagem prestada será pequena diante do legado de Mãe Hilda. “Ela era uma referência para a Bahia, para o Brasil e porque não dizer para o mundo. Ela era uma fortaleza de mulher, um referencial de força, de liberdade e de luta pela desigualdade, uma combatente do preconceito. Ela era o símbolo maior do Ilê. Vamos realizar uma homenagem para Mãe Hilda com a presença de autoridades e pessoas de outros estados que não puderam comparecer hoje. E no carnaval com certeza iremos reverenciá-la”, disse o prefeito.

A deputada Lídice da Mata ressaltou que além do trabalho espiritual, onde Mãe Hilda é considerada uma das mães de santo mais respeitadas, ela era uma referência social. “Ela é uma parte da história da cidade, uma mulher guerreira, que enfrentou o preconceito e a resistência em uma época de censura e de repressão, com a sua fé, fundou o seu terreiro e com a sua sabedoria desenvolveu projetos sociais e fundou a Escola Mãe Hilda Jitolu, com o objetivo de preservar os conhecimentos acerca da cultura africana. Então, a Bahia perde muito com a morte de mãe Hilda, mas a sua essência permanece”.

O terreiro está de luto e realizará rituais pelos próximos sete dias. Os projetos com o Ilê Aiyê deverão continuar, mas ainda não se sabe como os trabalhos serão conduzidos a partir de agora.

fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

domingo, 10 de janeiro de 2010

REFLETIR

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cultura Afro Brasileira






Descrição:


I CONGRESO NACIONAL DE CULTOS AFRICANOS
MAR DEL PLATA 2010

A CONTINUACION DAMOS A CONOCER LA SIGUIENTE NOMINA, DE LAS PERSONALIDAES CONFIRMADAS PARA ESTE EVENTO SIN PRECEDENTES,SI BIEN EL MISMO ES NACIONAL, EL MISMO POSEE CARACTER INTERNACIONAL YA QUE ASISTIRAN DESDE (CUBA, URUGUAY Y ARGENTINA )

CHARLAS DEBATES

BATUKE
ALFREDO DE OGUM (PRESIDENTE)